Desde a primeira vez que vimos um semáforo, sabemos que aquelas cores lá apresentadas possuem uma relação.
Lembro-me quando era pequeno e ficava intrigado porque meu pai parava toda vez que a luz ficava vermelha (às vezes até reclamava que estava demorando demais) e disparava assim que a verde se acendia.
Da mesma forma, quando a luz ficava amarela, as vezes ele seguia em frente, as vezes parava... e me dizia que “tudo depende do fluxo do outro lado”...
Achava que era só um regulador de trânsito, mas descobri depois de alguns anos, que este mesmo “semáforo” estava dentro de algumas empresas e daí comecei a correlacionar os fatos.
O sistema de produção Kanban (que significa “registro” em japonês) tem estes mesmos princípios e foi difundido junto a filosofia Toyota de produção, de quem já falamos.
Qual a idéia principal?
Imagine a produção como uma grande avenida, onde ao invés de veículos, temos produtos sendo manufaturados. Aquilo que chamávamos de fluxo de veículo, agora se tornou o fluxo de produção.
Existem determinados momentos que o fluxo deve seguir seu ritmo normal, em alguns momentos, o fluxo deve parar e esperar até que uma nova liberação permita que ele continue normalmente.
O Kanban opera através do sistema de requisitar a produção (também chamado de método de puxar a produção): ao invés de uma programação de produção que empurre as matérias primas e produtos da fábrica até chegar à expedição, é a expedição quem solicita os produtos do setor de embalagem, e este solicita da montagem, e este do almoxarifado, sempre no sentido inverso, de trás para a frente.
Imagine a empresa como uma seqüência de passos: almoxarifado, processamento de matéria prima, produção, acabamento, embalagem, expedição. O Kanban trabalha com todos estes níveis, sempre puxando a etapa anterior.
Com isso, a empresa ganha em sincronia, redução de estoques e aumento da produtividade.
Da próxima vez, ao invés de pensar que o “semáforo” está lhe empurrando para frente, pense que é a rua que está lhe puxando... sinal que ela tem espaço para você transitar com segurança!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Mudanças
Todo começo de ano encontramos muitas pessoas com novas resoluções, com propostas para fazer do novo ano algo diferente.
Você já encontrou alguém que tenha resolvido mudar para “pior”?
Que aquilo que ele vinha fazendo “bem”, de agora em diante, vai ser feito de maneira “errada” ou que dê “prejuízo” e traga mais dor de cabeça para o indivíduo?
Se você encontrar alguém assim, pode mandar internar!
Da mesma forma, quando falamos em mudar algo é sinal que estamos desejando transformar aquilo que estava sendo feito em algo ainda melhor. Mesmo que o que vinha sendo executado esteja num nível bom, a gente quer sempre melhorar, correto?
A filosofia do Kaizen é basicamente a mesma: mudança para melhor.
Mais uma palavrinha do idioma japonês (com quem temos muito que aprender) e que propõe, através desta filosofia, uma melhoria contínua, na vida em qualquer nível (pessoal, familiar, social, trabalho, etc.).
Para a filosofia Kaizen, é sempre possível fazer melhor, nenhum dia deve passar sem que alguma melhoria tenha sido implantada, seja ela na estrutura da empresa ou no indivíduo.
Adivinhe em que fábrica automotiva japonesa esta filosofia foi implantada? E lá vamos nós (de novo) para dentro da Toyota.... e olha que não estou fazendo propaganda da empresa, apenas relatando os fatos!
Não existe um modelo único ou exclusivo, cada empresa ou pessoa adapta esta filosofia às suas necessidades... mas basicamente o que este jeito tem de vantagem é o espírito de melhoria.
Na empresa, isso se traduz em diversas palavras: rapidez, resultados imediatos, mudanças, trabalho em equipe, aprendizado, foco, redução, criatividade...
Será que estas mesmas palavrinhas não são aplicáveis à nossas vidas?
Que tal começar?
Você já encontrou alguém que tenha resolvido mudar para “pior”?
Que aquilo que ele vinha fazendo “bem”, de agora em diante, vai ser feito de maneira “errada” ou que dê “prejuízo” e traga mais dor de cabeça para o indivíduo?
Se você encontrar alguém assim, pode mandar internar!
Da mesma forma, quando falamos em mudar algo é sinal que estamos desejando transformar aquilo que estava sendo feito em algo ainda melhor. Mesmo que o que vinha sendo executado esteja num nível bom, a gente quer sempre melhorar, correto?
A filosofia do Kaizen é basicamente a mesma: mudança para melhor.
Mais uma palavrinha do idioma japonês (com quem temos muito que aprender) e que propõe, através desta filosofia, uma melhoria contínua, na vida em qualquer nível (pessoal, familiar, social, trabalho, etc.).
Para a filosofia Kaizen, é sempre possível fazer melhor, nenhum dia deve passar sem que alguma melhoria tenha sido implantada, seja ela na estrutura da empresa ou no indivíduo.
Adivinhe em que fábrica automotiva japonesa esta filosofia foi implantada? E lá vamos nós (de novo) para dentro da Toyota.... e olha que não estou fazendo propaganda da empresa, apenas relatando os fatos!
Não existe um modelo único ou exclusivo, cada empresa ou pessoa adapta esta filosofia às suas necessidades... mas basicamente o que este jeito tem de vantagem é o espírito de melhoria.
Na empresa, isso se traduz em diversas palavras: rapidez, resultados imediatos, mudanças, trabalho em equipe, aprendizado, foco, redução, criatividade...
Será que estas mesmas palavrinhas não são aplicáveis à nossas vidas?
Que tal começar?
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Apple sem Steve ou Steve sem Apple?
Semana passada o CEO da Apple, Steve Jobs, anunciou que se ausentaria temporariamente de suas atividades por motivos de saúde.
Esta é a terceira vez que Steve se licencia do cargo máximo da empresa para cuidar de sua saúde. A primeira foi para tratar um câncer, a segunda para um transplante de fígado e, como em todas as vezes, os fãs da empresa, seus usuários e acionistas ficam inseguros sobre seu retorno.
Só para se ter uma idéia, no dia seguinte ao anúncio, as ações da Apple caíram 8%, sinônimo de quanto ele está identificado com a empresa e vice-versa.
Isso remete a outra questão, que os profissionais de RH devem ter em mente: identidade corporativa.
Identidade corporativa nada mais é do que o conjunto de atributos que tornam uma empresa especial, única. No caso da Apple, talvez olhar para seus produtos e seus objetivos comerciais exemplifiquem melhor do que qualquer explicação.
Tudo que ali existe é fruto destes atributos. Além daqueles que a própria empresa espera, mais importante ainda são aqueles que os consumidores atribuem à empresa. E aqui reside o maior valor da Apple.
Neste caso, podemos chamar também de cultura organizacional, pois é só olhar para Steve Jobs e lembrar-nos dos aparelhos desenvolvidos pela Apple nos últimos tempos e o quanto eles se tornaram sinônimos culturais de uma geração.
Cultura organizacional é a junção dos valores de uma empresa (éticos e morais), princípios, crenças, políticas internas e externas, sistemas, e clima organizacional. São “regras” que todos os membros dessa organização sabem ser o modelo a ser seguido e incorporá-los como premissas para dirigir suas atividades.
Ipod, Iphone, Itunes, Imac e o mais recente Ipad, nada mais são do que o desejo de materializar a missão da empresa em ações concretas, atingindo sua visão e transformar as relações humanas sob o ponto de vista tecnológico.
É nesta hora que a pergunta que inicia este texto me incomoda... a Apple sem Steve Jobs pode perder um pouco destes valores. Desde a caixa que embala o produto até o último detalhe de uma apresentação, passa pela mão dele.
Se os valores estiverem bem enraizados, certamente a sua ausência não será determinante nos resultados. Isso o tempo nos dirá...
E que a ausência seja breve, como diria Vinicius “"Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito, enquanto dure...”
Esta é a terceira vez que Steve se licencia do cargo máximo da empresa para cuidar de sua saúde. A primeira foi para tratar um câncer, a segunda para um transplante de fígado e, como em todas as vezes, os fãs da empresa, seus usuários e acionistas ficam inseguros sobre seu retorno.
Só para se ter uma idéia, no dia seguinte ao anúncio, as ações da Apple caíram 8%, sinônimo de quanto ele está identificado com a empresa e vice-versa.
Isso remete a outra questão, que os profissionais de RH devem ter em mente: identidade corporativa.
Identidade corporativa nada mais é do que o conjunto de atributos que tornam uma empresa especial, única. No caso da Apple, talvez olhar para seus produtos e seus objetivos comerciais exemplifiquem melhor do que qualquer explicação.
Tudo que ali existe é fruto destes atributos. Além daqueles que a própria empresa espera, mais importante ainda são aqueles que os consumidores atribuem à empresa. E aqui reside o maior valor da Apple.
Neste caso, podemos chamar também de cultura organizacional, pois é só olhar para Steve Jobs e lembrar-nos dos aparelhos desenvolvidos pela Apple nos últimos tempos e o quanto eles se tornaram sinônimos culturais de uma geração.
Cultura organizacional é a junção dos valores de uma empresa (éticos e morais), princípios, crenças, políticas internas e externas, sistemas, e clima organizacional. São “regras” que todos os membros dessa organização sabem ser o modelo a ser seguido e incorporá-los como premissas para dirigir suas atividades.
Ipod, Iphone, Itunes, Imac e o mais recente Ipad, nada mais são do que o desejo de materializar a missão da empresa em ações concretas, atingindo sua visão e transformar as relações humanas sob o ponto de vista tecnológico.
É nesta hora que a pergunta que inicia este texto me incomoda... a Apple sem Steve Jobs pode perder um pouco destes valores. Desde a caixa que embala o produto até o último detalhe de uma apresentação, passa pela mão dele.
Se os valores estiverem bem enraizados, certamente a sua ausência não será determinante nos resultados. Isso o tempo nos dirá...
E que a ausência seja breve, como diria Vinicius “"Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito, enquanto dure...”
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
VOLVISMO (A Suécia Não é Apenas Belas Mulheres)
O terceiro modelo que falaremos é o Volvismo, que pelo nome já dá para entender que foi desenvolvido dentro das fábricas da Volvo, uma das gigantes automobilísticas, localizada na Suécia.
Quando se fala neste país, deve-se lembrar o quão organizado é, o nível de qualidade de vida é sempre uma referência mundial e a participação social de seu povo é infinitamente maior do que a maioria dos outros países, sem contarmos o nível educacional que é invejável.
Ele foi implantado por Emti Chavanmco, engenheiro, nos anos 60 e é fruto de uma serie de inovações que foram postas em prática. A principal característica é que estas inovações foram executadas com a participação efetivados trabalhadores.
Ou seja, falamos de equipes auto-gerenciáveis. Equipes que tem autonomia e conhecimento para identificar oportunidades e experimentá-las, agregando valor ao produto final.
É sabido que o mercado é volátil e exigente; quanto mais adaptado e sensível uma empresa estiver a isso, mais fácil será para que ela identifique oportunidades e ofereça a medida exata que este mercado solicita.
Têm muito a ver com o intra-empreendedorismo, aqueles funcionários que se comportam como verdadeiros donos do negócio.
Você consegue perceber a mudança que o ser humano tem neste modelo, se compará-lo com o fordismo ou o toyotismo?
Se você conseguiu perceber, encontrou a síntese deste modelo! Nada é artificialmente produzido se não for pela mão humana. Desta forma, o segredo não é a máquina, o processo, a padronização ou mesmo o controle.
Quem detém o poder e o conhecimento é uma pessoa. Se ela detém este poder, então nada mais justo de que os aparatos tecnológicos trabalhem a serviço dele e não o contrário. Assim, consegue-se valorizar a criatividade e o trabalho coletivo, o maior benefício vem da satisfação pessoal e mostra uma mentalidade empresarial bem diferente de muitos lugares que conhecemos.
Novamente a pergunta da semana: Quais empresas podem, verdadeiramente, se orgulharem de trabalhar desta forma?
Quando se fala neste país, deve-se lembrar o quão organizado é, o nível de qualidade de vida é sempre uma referência mundial e a participação social de seu povo é infinitamente maior do que a maioria dos outros países, sem contarmos o nível educacional que é invejável.
Ele foi implantado por Emti Chavanmco, engenheiro, nos anos 60 e é fruto de uma serie de inovações que foram postas em prática. A principal característica é que estas inovações foram executadas com a participação efetivados trabalhadores.
Ou seja, falamos de equipes auto-gerenciáveis. Equipes que tem autonomia e conhecimento para identificar oportunidades e experimentá-las, agregando valor ao produto final.
É sabido que o mercado é volátil e exigente; quanto mais adaptado e sensível uma empresa estiver a isso, mais fácil será para que ela identifique oportunidades e ofereça a medida exata que este mercado solicita.
Têm muito a ver com o intra-empreendedorismo, aqueles funcionários que se comportam como verdadeiros donos do negócio.
Você consegue perceber a mudança que o ser humano tem neste modelo, se compará-lo com o fordismo ou o toyotismo?
Se você conseguiu perceber, encontrou a síntese deste modelo! Nada é artificialmente produzido se não for pela mão humana. Desta forma, o segredo não é a máquina, o processo, a padronização ou mesmo o controle.
Quem detém o poder e o conhecimento é uma pessoa. Se ela detém este poder, então nada mais justo de que os aparatos tecnológicos trabalhem a serviço dele e não o contrário. Assim, consegue-se valorizar a criatividade e o trabalho coletivo, o maior benefício vem da satisfação pessoal e mostra uma mentalidade empresarial bem diferente de muitos lugares que conhecemos.
Novamente a pergunta da semana: Quais empresas podem, verdadeiramente, se orgulharem de trabalhar desta forma?
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
TOYOTISMO (A Vez dos Japoneses)
Se no primeiro modelo citado, o que importava era a padronização e a linha seriada de produção, o Toyotismo vem na contramão deste pensamento.
Foi criado no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno e representou a expansão mundial da indústria japonesa, que até então era rotulada de uma indústria com produtos de baixa qualidade, mão de obra barata e produtos não confiáveis.
Se não me falha a memória, costumamos atribuir estas "características" a outro país asiático nos dias de hoje... o que inspira cuidados, pois a verdade é que este outro país asiático pode dar as cartas do comércio mundial, como fez o Japão logo depois deste modelo de produção.
Algumas características deste modelo:
- Mão-de-obra: multifuncional e bem qualificada. Para isso, investe-se pesado em treinamento e qualificação, dando provas de que o consumidor enxerga estas variáveis como sinônimo de qualidade também.
- Flexibilidade: Só se produz o necessário, evitando o excesso. O mais importante é que a produção passa a ser ajustada de acordo com a demanda do mercado.
- Controle: Desde o controle visual até as inspeções de qualidade, como forma de controle do processo produtivo.
- Qualidade Total: Tudo é possível de qualidade, desde o produto até o refugo gerado... Não existe o que não possa ser controlado e melhorado, inclusive o tempo.
- Just in Time: Para simplificar, produzir somente o necessário, no tempo necessário e na quantidade necessária.
- Mercado: Entra em cena a pesquisa de mercado, ou seja, o que o cliente quer, o que ele exige e, depois disso, conseguir produzir para adaptar meus produtos.
Este modelo foi crucial para o crescimento da economia japonesa e o ressurgimento deste país como um dos grandes produtores mundiais.
Ao pensarmos naquilo que vemos nas empresas hoje em dia, especialmente no tocante ao controle e a qualidade, será que não tem um pouco da influência japonesa em nosso modo de trabalhar?
Esta é para pensar durante a semana....
Foi criado no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno e representou a expansão mundial da indústria japonesa, que até então era rotulada de uma indústria com produtos de baixa qualidade, mão de obra barata e produtos não confiáveis.
Se não me falha a memória, costumamos atribuir estas "características" a outro país asiático nos dias de hoje... o que inspira cuidados, pois a verdade é que este outro país asiático pode dar as cartas do comércio mundial, como fez o Japão logo depois deste modelo de produção.
Algumas características deste modelo:
- Mão-de-obra: multifuncional e bem qualificada. Para isso, investe-se pesado em treinamento e qualificação, dando provas de que o consumidor enxerga estas variáveis como sinônimo de qualidade também.
- Flexibilidade: Só se produz o necessário, evitando o excesso. O mais importante é que a produção passa a ser ajustada de acordo com a demanda do mercado.
- Controle: Desde o controle visual até as inspeções de qualidade, como forma de controle do processo produtivo.
- Qualidade Total: Tudo é possível de qualidade, desde o produto até o refugo gerado... Não existe o que não possa ser controlado e melhorado, inclusive o tempo.
- Just in Time: Para simplificar, produzir somente o necessário, no tempo necessário e na quantidade necessária.
- Mercado: Entra em cena a pesquisa de mercado, ou seja, o que o cliente quer, o que ele exige e, depois disso, conseguir produzir para adaptar meus produtos.
Este modelo foi crucial para o crescimento da economia japonesa e o ressurgimento deste país como um dos grandes produtores mundiais.
Ao pensarmos naquilo que vemos nas empresas hoje em dia, especialmente no tocante ao controle e a qualidade, será que não tem um pouco da influência japonesa em nosso modo de trabalhar?
Esta é para pensar durante a semana....
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
FORDISMO (Nem Tão Velho Assim)
Muita gente anda dizendo que 2011 vai ser um ano de cifras espetaculares, que a produção brasileira vai alcançar seu maiores índices e que o país vai crescer de maneira robusta ao longo dos próximos anos.
Já que eles dizem, então vamos conversar um pouquinho sobre meios de produção que nada mais é do que a maneira como uma empresa se organiza em seu setor produtivo para produzir.
O primeiro deles chama-se fordismo, desenvolvido por Henry Ford (de quem já falamos algum tempo atrás) e que marcou época e, por ser tão importante, estudamos até hoje.
Este meio de produção tem origem lá no começo do século XX e caracteriza-se por ser um modelo de produção em massa que revolucionou a indústria automobilística.
O seu principal desenho é a linha de montagem automatizada. Ford baseou seu meio de produção com uma palavrinha muito importante: padronização.
Padronizar nada mais é do que criar modelos que podem ser sistematicamente repetidos e que garantem agilidade ao processo.
Os veículos eram montados em esteiras rolantes, enquanto os funcionários permaneciam estáticos, sendo responsáveis por pequenas etapas da produção. O grande benefício é que o funcionário não precisa conhecer todo o processo produtivo, apenas a sua função.
Se você for a uma lanchonete de fast food vai perceber o espírito de Henry Ford ainda dando as cartas do jogo. Cada funcionário executa uma atividade e o lanche foi dividido em micro etapas, o que garantiu maior produtividade e lanches praticamente idênticos.
Para fazer um teste maldoso, experimente da próxima vez, pedir um lanche sem picles, ou batata sem sal ou mesmo um lanche sem alface. Você vai perceber o quanto o seu lanche vai demorar, pois você acabou de quebrar a linha de produção, obrigando o funcionário a produzir um lanche não padronizado, quebrando a lógica da linha de produção estabelecida previamente.
De igual forma, a principal crítica ao modelo desenvolvido por Ford era exatamente este, onde produções em massa, seriadas, talvez não fossem mais o objetivo desejado.
Mas, se você olhar ao redor, vai perceber uma centena de negócios que ainda trabalham sobre este modelo de produção e funcionam muito bem, mesmo que estejamos falando de algo que já tem mais de 100 anos.
Por isso Ford é eterno!
Já que eles dizem, então vamos conversar um pouquinho sobre meios de produção que nada mais é do que a maneira como uma empresa se organiza em seu setor produtivo para produzir.
O primeiro deles chama-se fordismo, desenvolvido por Henry Ford (de quem já falamos algum tempo atrás) e que marcou época e, por ser tão importante, estudamos até hoje.
Este meio de produção tem origem lá no começo do século XX e caracteriza-se por ser um modelo de produção em massa que revolucionou a indústria automobilística.
O seu principal desenho é a linha de montagem automatizada. Ford baseou seu meio de produção com uma palavrinha muito importante: padronização.
Padronizar nada mais é do que criar modelos que podem ser sistematicamente repetidos e que garantem agilidade ao processo.
Os veículos eram montados em esteiras rolantes, enquanto os funcionários permaneciam estáticos, sendo responsáveis por pequenas etapas da produção. O grande benefício é que o funcionário não precisa conhecer todo o processo produtivo, apenas a sua função.
Se você for a uma lanchonete de fast food vai perceber o espírito de Henry Ford ainda dando as cartas do jogo. Cada funcionário executa uma atividade e o lanche foi dividido em micro etapas, o que garantiu maior produtividade e lanches praticamente idênticos.
Para fazer um teste maldoso, experimente da próxima vez, pedir um lanche sem picles, ou batata sem sal ou mesmo um lanche sem alface. Você vai perceber o quanto o seu lanche vai demorar, pois você acabou de quebrar a linha de produção, obrigando o funcionário a produzir um lanche não padronizado, quebrando a lógica da linha de produção estabelecida previamente.
De igual forma, a principal crítica ao modelo desenvolvido por Ford era exatamente este, onde produções em massa, seriadas, talvez não fossem mais o objetivo desejado.
Mas, se você olhar ao redor, vai perceber uma centena de negócios que ainda trabalham sobre este modelo de produção e funcionam muito bem, mesmo que estejamos falando de algo que já tem mais de 100 anos.
Por isso Ford é eterno!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Esperando 2011
Meus amigos...
Ao longo dos últimos três textos publicados aqui, uma palavrinha abriu cada um deles: Persistência, Sonho e Determinação.
Elas não foram colocadas por acaso, foram estrategicamente pensadas, para embalar este mês, onde as pessoas nutrem sentimentos mais nobres em relação aos semelhantes, onde manifestamos votos de um período de paz e harmonia nos lares, celebramos o nascimento de Cristo e começamos a fazer planos para o ano que se aproxima.
Da minha parte, o meu desejo é que este período festivo venha recheado destas três palavrinhas em sua vida:
• Persistência
• Sonho
• Determinação
Cada um de nós possui os seus problemas, suas alegrias e suas forças... as vezes a batida é mais forte do que imaginamos suportar, mas ela só se tornará forte de verdade se permitirmos.
O que desejo a você e a todos os seus familiares são estas três palavrinhas...
• Persistência para continuar a sua caminhada e realizar aquilo que lhe foi confiado como missão;
• Sonho para que a gente possa se reinventar e criar coisas novas, beneficiando a todos que nos cercam;
• Determinação para realizar, construir um ano melhor e trazer resultados positivos às nossas vidas.
Ninguém disse que será fácil, mas se lembrarmos sempre destas três palavrinhas, não existirá obstáculo capaz de nos segurar.
Que seu Natal seja um momento de muita paz e harmonia em família!
Encontramos-nos no ano que vem!
Ao longo dos últimos três textos publicados aqui, uma palavrinha abriu cada um deles: Persistência, Sonho e Determinação.
Elas não foram colocadas por acaso, foram estrategicamente pensadas, para embalar este mês, onde as pessoas nutrem sentimentos mais nobres em relação aos semelhantes, onde manifestamos votos de um período de paz e harmonia nos lares, celebramos o nascimento de Cristo e começamos a fazer planos para o ano que se aproxima.
Da minha parte, o meu desejo é que este período festivo venha recheado destas três palavrinhas em sua vida:
• Persistência
• Sonho
• Determinação
Cada um de nós possui os seus problemas, suas alegrias e suas forças... as vezes a batida é mais forte do que imaginamos suportar, mas ela só se tornará forte de verdade se permitirmos.
O que desejo a você e a todos os seus familiares são estas três palavrinhas...
• Persistência para continuar a sua caminhada e realizar aquilo que lhe foi confiado como missão;
• Sonho para que a gente possa se reinventar e criar coisas novas, beneficiando a todos que nos cercam;
• Determinação para realizar, construir um ano melhor e trazer resultados positivos às nossas vidas.
Ninguém disse que será fácil, mas se lembrarmos sempre destas três palavrinhas, não existirá obstáculo capaz de nos segurar.
Que seu Natal seja um momento de muita paz e harmonia em família!
Encontramos-nos no ano que vem!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Pequenas Histórias, Grandes Nomes (VII)
Determinação...
Estar determinado a fazer algo é colocar em prática aquilo que você deseja. Não é estar “motivado” (isso passa logo)... é saber que obstáculos aparecerão e cada um deles será um combustível em sua vida, capaz de alimentar ainda mais os seus desejos e transformar planos em realizações.
Para ilustrar, vamos ler uma breve biografia de uma pessoa muito conhecida:
• Fracassou nos negócios aos 31 anos de idade;
• Com 32 foi derrotado como candidato a deputado estadual;
• Voltou a fracassar nos negócios aos 34 anos;
• Superou a morte de sua esposa aos 35 anos;
• Sofreu um colapso nervoso aos 36 anos;
• Perdeu uma eleição aos 38 anos;
• Não conseguiu ser eleito para deputado federal aos 43;
• Não conseguiu ser eleito para deputado federal aos 46;
• Não conseguiu ser eleito para deputado federal aos 48;
• Não conseguiu ser eleito senador aos 55;
• Aos 56 anos fracassou no intento de ser vice-presidente;
• De novo foi derrotado e não saiu senador aos 58 anos;
• Foi eleito presidente dos Estados Unidos aos 60 anos de idade!
Para apimentar um pouco mais esta história, que tal se dissesse que esta personalidade era filho de agricultores iletrados e que teve uma educação de pouco conteúdo que, como ele próprio afirmava, ao chegar à idade adulta, só sabia ler e escrever e fazer algumas contas básicas?
Será que nós suportaríamos todos estes revezes e, ainda assim, não desistiríamos? Ou será que a gente adotaria uma postura de vítima e de injustiçado pelo mundo?
Bem... Abraham Lincoln não ficou se fazendo de vítima! A cada problema, uma nova tentativa, uma nova solução, uma nova esperança.
Para resumir sua história, ele foi o 16º Presidente Americano e é considerado por todos como um dos mais importantes da história daquele país. Só para ilustrarmos dois de seus feitos, ele conseguiu preservar a união do país durante a Guerra Civil e conseguiu a emancipação dos escravos.
O exemplo dele é um bálsamo para todos nós... não existe obstáculo que não possa ser superado. A determinação é o impulso que precisamos.
“O campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer”
Estar determinado a fazer algo é colocar em prática aquilo que você deseja. Não é estar “motivado” (isso passa logo)... é saber que obstáculos aparecerão e cada um deles será um combustível em sua vida, capaz de alimentar ainda mais os seus desejos e transformar planos em realizações.
Para ilustrar, vamos ler uma breve biografia de uma pessoa muito conhecida:
• Fracassou nos negócios aos 31 anos de idade;
• Com 32 foi derrotado como candidato a deputado estadual;
• Voltou a fracassar nos negócios aos 34 anos;
• Superou a morte de sua esposa aos 35 anos;
• Sofreu um colapso nervoso aos 36 anos;
• Perdeu uma eleição aos 38 anos;
• Não conseguiu ser eleito para deputado federal aos 43;
• Não conseguiu ser eleito para deputado federal aos 46;
• Não conseguiu ser eleito para deputado federal aos 48;
• Não conseguiu ser eleito senador aos 55;
• Aos 56 anos fracassou no intento de ser vice-presidente;
• De novo foi derrotado e não saiu senador aos 58 anos;
• Foi eleito presidente dos Estados Unidos aos 60 anos de idade!
Para apimentar um pouco mais esta história, que tal se dissesse que esta personalidade era filho de agricultores iletrados e que teve uma educação de pouco conteúdo que, como ele próprio afirmava, ao chegar à idade adulta, só sabia ler e escrever e fazer algumas contas básicas?
Será que nós suportaríamos todos estes revezes e, ainda assim, não desistiríamos? Ou será que a gente adotaria uma postura de vítima e de injustiçado pelo mundo?
Bem... Abraham Lincoln não ficou se fazendo de vítima! A cada problema, uma nova tentativa, uma nova solução, uma nova esperança.
Para resumir sua história, ele foi o 16º Presidente Americano e é considerado por todos como um dos mais importantes da história daquele país. Só para ilustrarmos dois de seus feitos, ele conseguiu preservar a união do país durante a Guerra Civil e conseguiu a emancipação dos escravos.
O exemplo dele é um bálsamo para todos nós... não existe obstáculo que não possa ser superado. A determinação é o impulso que precisamos.
“O campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer”
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Pequenas Histórias, Grandes Nomes (VI)
Sonho...
Uma das maiores capacidades que o ser humano possui é a capacidade de sonhar, fazer planos, imaginar situações e – mais importante ainda – colocá-las em prática, mesmo que outras pessoas o considerem um louco ou alguém fora da realidade.
Walt Disney é uma das pessoas que admiro por sua capacidade de sonhar e, principalmente, por colocar em prática seus sonhos, mesmo que a “turma do contra” fique falando que não vai dar certo.
Walt Disney nasceu em 05/12/1901, nos Estados Unidos e passou a maior parte de sua infância numa fazenda no Missouri.
Aos 16 anos, começou a estudar arte. Depois de um período como voluntário da Cruz Vermelha, matriculou-se na "Kansas City Arts School" e seus sonhos começaram a ser alimentados cada vez mais. Logo depois, trabalhou em agências publicitárias e para uma companhia cinematográfica, na qual ajudava a fazer os cartazes de propaganda dos filmes.
Um dos seus maiores incentivadores foi seu irmão e sócio Roy. Não foi um sucesso imediato, eles tiveram vários problemas, crises financeiras e até roubo de suas primeiras idéias.
Mas o maior sucesso estava prestes a chegar: Mickey Mouse. Walt Disney transformou-se numa lenda, tendo criado, com a ajuda da sua equipe, todo um universo de referências infantis de sucessivas gerações. Além disso, Walt Disney é a pessoa que mais prêmios Oscar ganhou em todos os tempos.
A história evolui até que os parques temáticos Disney começam a funcionar; primeiro na Califórnia (1955), depois em Orlando (1971), chegando até o Japão e a França.
Quem já teve a grata oportunidade de conhecer um destes parques, entende que não existe limite para os sonhos. A gente volta a ser criança nestes locais, esquece de qualquer problema e só tem tempo para sorrir.
“Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade”
Que os seus sonhos também se transformem em realidade. Ninguém disse que será fácil, mas ninguém tem o direito de dizer que não são possíveis.
Uma das maiores capacidades que o ser humano possui é a capacidade de sonhar, fazer planos, imaginar situações e – mais importante ainda – colocá-las em prática, mesmo que outras pessoas o considerem um louco ou alguém fora da realidade.
Walt Disney é uma das pessoas que admiro por sua capacidade de sonhar e, principalmente, por colocar em prática seus sonhos, mesmo que a “turma do contra” fique falando que não vai dar certo.
Walt Disney nasceu em 05/12/1901, nos Estados Unidos e passou a maior parte de sua infância numa fazenda no Missouri.
Aos 16 anos, começou a estudar arte. Depois de um período como voluntário da Cruz Vermelha, matriculou-se na "Kansas City Arts School" e seus sonhos começaram a ser alimentados cada vez mais. Logo depois, trabalhou em agências publicitárias e para uma companhia cinematográfica, na qual ajudava a fazer os cartazes de propaganda dos filmes.
Um dos seus maiores incentivadores foi seu irmão e sócio Roy. Não foi um sucesso imediato, eles tiveram vários problemas, crises financeiras e até roubo de suas primeiras idéias.
Mas o maior sucesso estava prestes a chegar: Mickey Mouse. Walt Disney transformou-se numa lenda, tendo criado, com a ajuda da sua equipe, todo um universo de referências infantis de sucessivas gerações. Além disso, Walt Disney é a pessoa que mais prêmios Oscar ganhou em todos os tempos.
A história evolui até que os parques temáticos Disney começam a funcionar; primeiro na Califórnia (1955), depois em Orlando (1971), chegando até o Japão e a França.
Quem já teve a grata oportunidade de conhecer um destes parques, entende que não existe limite para os sonhos. A gente volta a ser criança nestes locais, esquece de qualquer problema e só tem tempo para sorrir.
“Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade”
Que os seus sonhos também se transformem em realidade. Ninguém disse que será fácil, mas ninguém tem o direito de dizer que não são possíveis.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Pequenas Histórias, Grandes Nomes (V)
Persistência...
Talvez uma das palavras que melhor definam Thomas A. Edison, que ficou conhecido pela invenção da lâmpada elétrica incandescente mas que, na verdade, é um dos maiores inventores que a humanidade conheceu.
Ele ficou conhecido como o Feiticeiro de Menlo Park, devido a suas inúmeras invenções e contribuições para que muita das coisas que usamos hoje, sejam peças corriqueiras do cotidiano.
De maneira impressionante, Thomas Edison registrou mais de 1000 patentes e, para muitos, é considerado o maior inventor de todos os tempos.
O fonógrafo foi só uma de suas invenções; hoje, utilizamos música digital em nossos aparelhos eletrônicos, mas a origem de tudo isso veio dele.
Outra invenção foi o cinetógrafo, a primeira câmera cinematográfica, com o equipamento para mostrar os filmes que ele mesmo produzia. Novamente, o cinema que hoje é visto em 3D tem sua origem em seus inventos.
Embora o telefone tenha sido inventado por Alexander Graham Bell, Edison o transformou num aparelho que funcionava melhor (com o microfone a carvão empregado até hoje).
Da mesma forma, aprimorou o uso e a funcionabilidade da máquina de escrever.
Mas não foram apenas invenções, ele também participou de projetos como alimentos empacotados a vácuo e um aparelho de raios X.
A Edison General Eletric é fundada em 1888, um dos maiores conglomerados industriais do planeta. Se abreviarmos o nome da empresa, teremos um nome bem conhecido...
Especialmente durante a Primeira Guerra Mundial, a General Eletric entra no campo de metalurgia naval; depois, a GE entra no ramo da indústria química, aperfeiçoando produtos e substâncias.
Uma de suas frases mais marcantes é um exemplo de persistência que sempre acompanhou esta personalidade.
“Nossa maior fraqueza é a desistência. O caminho mais certeiro para o sucesso é sempre tentar apenas uma vez mais”
E não é que ele estava certo?
Talvez uma das palavras que melhor definam Thomas A. Edison, que ficou conhecido pela invenção da lâmpada elétrica incandescente mas que, na verdade, é um dos maiores inventores que a humanidade conheceu.
Ele ficou conhecido como o Feiticeiro de Menlo Park, devido a suas inúmeras invenções e contribuições para que muita das coisas que usamos hoje, sejam peças corriqueiras do cotidiano.
De maneira impressionante, Thomas Edison registrou mais de 1000 patentes e, para muitos, é considerado o maior inventor de todos os tempos.
O fonógrafo foi só uma de suas invenções; hoje, utilizamos música digital em nossos aparelhos eletrônicos, mas a origem de tudo isso veio dele.
Outra invenção foi o cinetógrafo, a primeira câmera cinematográfica, com o equipamento para mostrar os filmes que ele mesmo produzia. Novamente, o cinema que hoje é visto em 3D tem sua origem em seus inventos.
Embora o telefone tenha sido inventado por Alexander Graham Bell, Edison o transformou num aparelho que funcionava melhor (com o microfone a carvão empregado até hoje).
Da mesma forma, aprimorou o uso e a funcionabilidade da máquina de escrever.
Mas não foram apenas invenções, ele também participou de projetos como alimentos empacotados a vácuo e um aparelho de raios X.
A Edison General Eletric é fundada em 1888, um dos maiores conglomerados industriais do planeta. Se abreviarmos o nome da empresa, teremos um nome bem conhecido...
Especialmente durante a Primeira Guerra Mundial, a General Eletric entra no campo de metalurgia naval; depois, a GE entra no ramo da indústria química, aperfeiçoando produtos e substâncias.
Uma de suas frases mais marcantes é um exemplo de persistência que sempre acompanhou esta personalidade.
“Nossa maior fraqueza é a desistência. O caminho mais certeiro para o sucesso é sempre tentar apenas uma vez mais”
E não é que ele estava certo?
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Depois das Eleições...
Bem... finalmente podemos nos alegrar que o período eleitoral terminou.
Eu não sou avesso a este período, muito pelo contrário! Acredito ser um tempo em que a sociedade tem a chance de refletir mais sobre aquilo que se faz necessário a um estado ou um país, avaliar os membros legislativos que darão sustentabilidade ou serão a voz contrária dos modelos propostos e toda sorte de elementos que possibilitem o julgamento e a escolha.
Infelizmente, se analisarmos livres de qualquer corrente ideológica ou de aceitação e rejeição aos modelos oferecidos, o que percebemos como saldo de tudo isso é que nada disso foi possível e, como prejuízo central, o processo democrático empobreceu-se nestas eleições.
Primeiro, pela análise do Legislativo. Não comento resultados, mas comento aquilo que nos foi apresentado como opção.
O que percebemos é que não se buscou um dialogo reflexivo sobre propostas e modelos, o que vimos foi o assoreamento institucional, respaldado principalmente por figuras públicas que acreditavam que apenas um histórico esportivo, apelativo ou popular fosse suficiente para conquistar votos.
Por sorte, a sociedade passou quase incólume a estes modelos e, na sua grande maioria, nenhum foi eleito. Entretanto (e aí está o perigo) mesmo não eleitos, se somarmos o total de votos por ele obtidos, mostra o quanto ainda necessitamos de um amadurecimento político, que se faz com informação, cultura e educação. É uma prática, um exercício permanente... o meu medo é quanto tempo levará para que os resultados sejam expressivos de maneira verdadeiramente positiva.
No plano Executivo, foi ainda mais triste.
A principal tentativa de todos os lados foi a diminuição dos oponentes, não o crescimento em seus méritos. De um lado, se tentava associar o candidato A com determinados estilos, da mesma forma tentou-se associar o candidato B com alguns estigmas e assim foi para com os candidatos C, D, E... ou seja, pouco se discutiu sobre o possível e muito se falou sobre o que tornava o outro impossível.
Existe uma palavrinha chamada alteridade, que é a percepção que eu só existo a partir do outro, da visão alheia, que compreendo o mundo a partir de uma visão diferente.
Em português claro, seria colocar-se no lugar do outro. E, ao invés de diminuí-lo, compreender que somos interdependentes e que nenhuma visão é totalmente correta.
Será que chegaremos lá um dia?
Eu não sou avesso a este período, muito pelo contrário! Acredito ser um tempo em que a sociedade tem a chance de refletir mais sobre aquilo que se faz necessário a um estado ou um país, avaliar os membros legislativos que darão sustentabilidade ou serão a voz contrária dos modelos propostos e toda sorte de elementos que possibilitem o julgamento e a escolha.
Infelizmente, se analisarmos livres de qualquer corrente ideológica ou de aceitação e rejeição aos modelos oferecidos, o que percebemos como saldo de tudo isso é que nada disso foi possível e, como prejuízo central, o processo democrático empobreceu-se nestas eleições.
Primeiro, pela análise do Legislativo. Não comento resultados, mas comento aquilo que nos foi apresentado como opção.
O que percebemos é que não se buscou um dialogo reflexivo sobre propostas e modelos, o que vimos foi o assoreamento institucional, respaldado principalmente por figuras públicas que acreditavam que apenas um histórico esportivo, apelativo ou popular fosse suficiente para conquistar votos.
Por sorte, a sociedade passou quase incólume a estes modelos e, na sua grande maioria, nenhum foi eleito. Entretanto (e aí está o perigo) mesmo não eleitos, se somarmos o total de votos por ele obtidos, mostra o quanto ainda necessitamos de um amadurecimento político, que se faz com informação, cultura e educação. É uma prática, um exercício permanente... o meu medo é quanto tempo levará para que os resultados sejam expressivos de maneira verdadeiramente positiva.
No plano Executivo, foi ainda mais triste.
A principal tentativa de todos os lados foi a diminuição dos oponentes, não o crescimento em seus méritos. De um lado, se tentava associar o candidato A com determinados estilos, da mesma forma tentou-se associar o candidato B com alguns estigmas e assim foi para com os candidatos C, D, E... ou seja, pouco se discutiu sobre o possível e muito se falou sobre o que tornava o outro impossível.
Existe uma palavrinha chamada alteridade, que é a percepção que eu só existo a partir do outro, da visão alheia, que compreendo o mundo a partir de uma visão diferente.
Em português claro, seria colocar-se no lugar do outro. E, ao invés de diminuí-lo, compreender que somos interdependentes e que nenhuma visão é totalmente correta.
Será que chegaremos lá um dia?
domingo, 24 de outubro de 2010
Inspiração
Qual a diferença que existe entre um músico anônimo, que canta num barzinho de qualquer cidade à noite, e um grande nome da MPB?
Qual a diferença entre um grande jogador do Futebol Inglês e aquele sujeito que espera o sábado para se reunir com os amigos e jogar numa quadra alugada?
Qual a diferença entre um líder religioso que nos encanta com suas palavras e outro que nos dá sono em toda pregação?
Nenhuma! A preparação deles foi idêntica. Eles fazem a mesma coisa.
A diferença não está no profissional. A diferença está na capacidade que o trabalho de cada um tem de inspirar as outras pessoas que prestam atenção aos seus feitos.
Eu acredito que existam bons músicos, bons artistas e bons líderes religiosos escondidos em todas as cidades. O problema é transmitir inspiração, envolver, fazer-se referência na vida dos outros.
Quando nos deparamos com um deles, nossa mente identifica o especial. Ou seja, eles têm a capacidade de nos inspirar a pensar sobre seu ofício. Consegue criar vínculos emocionais entre a sua obra e nossa vida.
Esta mesma grande pessoa, um dia, também foi desconhecida. Mas acreditou que conseguiria; que faria de sua missão a sua fonte de prazer e que iria contagiar outras pessoas. Isso não tem a ver com sorte, está relacionado a dedicação.
E você? Qual tem sido a sua contribuição àquilo que faz?
Será que você está apenas cumprindo tabela ou faz daquele momento algo sublime?
Tem a noção de quantas pessoas podem ser impactadas pelo seu trabalho? Não importa o que você faz; o que importa é o carinho com que é feito.
As empresas esperam por esta pessoa que vai fazer toda a diferença e ser exemplo.
A sociedade espera por esta pessoa que vai quebrar paradigmas e ajudar o mundo a ser um lugar melhor.
A sua família também espera por esta pessoa que vai ser inesquecível.
A nossa vida é efêmera; não deve ser contada em anos de existência, mas em feitos.
Eu só desejo que seus feitos sejam eternos, que daqui a 200 anos você ainda seja lembrado e que suas pegadas por este planeta tenham sido fortes o suficiente para que todos possam admirá-las e inspirar-se nelas!
Vamos em frente?
Qual a diferença entre um grande jogador do Futebol Inglês e aquele sujeito que espera o sábado para se reunir com os amigos e jogar numa quadra alugada?
Qual a diferença entre um líder religioso que nos encanta com suas palavras e outro que nos dá sono em toda pregação?
Nenhuma! A preparação deles foi idêntica. Eles fazem a mesma coisa.
A diferença não está no profissional. A diferença está na capacidade que o trabalho de cada um tem de inspirar as outras pessoas que prestam atenção aos seus feitos.
Eu acredito que existam bons músicos, bons artistas e bons líderes religiosos escondidos em todas as cidades. O problema é transmitir inspiração, envolver, fazer-se referência na vida dos outros.
Quando nos deparamos com um deles, nossa mente identifica o especial. Ou seja, eles têm a capacidade de nos inspirar a pensar sobre seu ofício. Consegue criar vínculos emocionais entre a sua obra e nossa vida.
Esta mesma grande pessoa, um dia, também foi desconhecida. Mas acreditou que conseguiria; que faria de sua missão a sua fonte de prazer e que iria contagiar outras pessoas. Isso não tem a ver com sorte, está relacionado a dedicação.
E você? Qual tem sido a sua contribuição àquilo que faz?
Será que você está apenas cumprindo tabela ou faz daquele momento algo sublime?
Tem a noção de quantas pessoas podem ser impactadas pelo seu trabalho? Não importa o que você faz; o que importa é o carinho com que é feito.
As empresas esperam por esta pessoa que vai fazer toda a diferença e ser exemplo.
A sociedade espera por esta pessoa que vai quebrar paradigmas e ajudar o mundo a ser um lugar melhor.
A sua família também espera por esta pessoa que vai ser inesquecível.
A nossa vida é efêmera; não deve ser contada em anos de existência, mas em feitos.
Eu só desejo que seus feitos sejam eternos, que daqui a 200 anos você ainda seja lembrado e que suas pegadas por este planeta tenham sido fortes o suficiente para que todos possam admirá-las e inspirar-se nelas!
Vamos em frente?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O Verdadeiro Big Brother
Pela primeira vez, ficar frente a uma TV, torcendo pelo destino final dos participantes valeu a pena!
Não me refiro àquele programa desnecessário que passa anualmente por aqui ou a qualquer outro que tenha o mesmo propósito: de promover à celebridade, qualquer ser dotado de dois neurônios (no máximo), mais interessados em promover o corpo, posar para alguma revista ou mesmo ficarem ventilado imbecilidades em horário nobre.
Estou me referindo ao resgate dos mineiros soterrados no Chile que, felizmente, tem nos mostrado um final feliz e o quanto o ser humano é capaz de trabalhar em equipe, pensar em termos de projeto e colocar em prática, planos e ações eficazes.
O esforço que foi empregado neste resgate nos ofereceu valiosas lições:
1 – Trabalho em Equipe: A 700 metros de profundidade, ninguém lutou para se salvar sozinho, em detrimento do azar de outro. Para que algo positivo acontecesse, todos trabalharam num esforço coletivo, para o benefício de todos.
2 – Planejamento: Muito se discutiu sobre qual a melhor forma de resgatar os mineiros, inúmeras sugestões foram dadas e, por fim, as melhores soluções foram escolhidas. Não foram escolhidas por ego ou vaidade, mas pela viabilidade e pelos resultados.
3 – Gestão de Projetos: A cada nova opção, a equipe se reunia, discutia as melhores opções, analisava a viabilidade, os riscos, os custos, consultavam especialistas e sabiam cada detalhe da ação, incluindo tempo e prioridades.
4 – Motivação: Apesar de não ser uma das minhas palavras favoritas (pelo seu mau uso cotidiano), a forma como esta foi utilizada durante este longo período, foi um bom exemplo de sua correta utilização. Familiares, autoridades, especialistas e os próprios mineiros foram envolvidos numa atmosfera de possibilidade positiva e o resultado veio como uma benção para todos.
5 – Inovação: A palavrinha que tantas empresas gostam de utilizar, mas pouco faz para torná-la verdadeira, foi maravilhosamente usada aqui. Uma cápsula especialmente projetada, com diversos apetrechos de sobrevivência e controle para este resgate. Ou seja, uma solução especialmente desenhada para uma situação especial.
Este é o tipo de programa que vale a pena “assistir”... não tive vergonha de torcer pelos participantes, sabendo que não era uma questão de manipulação ou vergonhosa luta por alguns pontos de audiência.
Foi uma ação coletiva que deu gosto de pertencer à raça humana.
Não me refiro àquele programa desnecessário que passa anualmente por aqui ou a qualquer outro que tenha o mesmo propósito: de promover à celebridade, qualquer ser dotado de dois neurônios (no máximo), mais interessados em promover o corpo, posar para alguma revista ou mesmo ficarem ventilado imbecilidades em horário nobre.
Estou me referindo ao resgate dos mineiros soterrados no Chile que, felizmente, tem nos mostrado um final feliz e o quanto o ser humano é capaz de trabalhar em equipe, pensar em termos de projeto e colocar em prática, planos e ações eficazes.
O esforço que foi empregado neste resgate nos ofereceu valiosas lições:
1 – Trabalho em Equipe: A 700 metros de profundidade, ninguém lutou para se salvar sozinho, em detrimento do azar de outro. Para que algo positivo acontecesse, todos trabalharam num esforço coletivo, para o benefício de todos.
2 – Planejamento: Muito se discutiu sobre qual a melhor forma de resgatar os mineiros, inúmeras sugestões foram dadas e, por fim, as melhores soluções foram escolhidas. Não foram escolhidas por ego ou vaidade, mas pela viabilidade e pelos resultados.
3 – Gestão de Projetos: A cada nova opção, a equipe se reunia, discutia as melhores opções, analisava a viabilidade, os riscos, os custos, consultavam especialistas e sabiam cada detalhe da ação, incluindo tempo e prioridades.
4 – Motivação: Apesar de não ser uma das minhas palavras favoritas (pelo seu mau uso cotidiano), a forma como esta foi utilizada durante este longo período, foi um bom exemplo de sua correta utilização. Familiares, autoridades, especialistas e os próprios mineiros foram envolvidos numa atmosfera de possibilidade positiva e o resultado veio como uma benção para todos.
5 – Inovação: A palavrinha que tantas empresas gostam de utilizar, mas pouco faz para torná-la verdadeira, foi maravilhosamente usada aqui. Uma cápsula especialmente projetada, com diversos apetrechos de sobrevivência e controle para este resgate. Ou seja, uma solução especialmente desenhada para uma situação especial.
Este é o tipo de programa que vale a pena “assistir”... não tive vergonha de torcer pelos participantes, sabendo que não era uma questão de manipulação ou vergonhosa luta por alguns pontos de audiência.
Foi uma ação coletiva que deu gosto de pertencer à raça humana.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Aprendendo com as Crianças...
Daqui alguns dias é o Dia das Crianças, uma data com apelo comercial (como tantas outras que são criadas), mas também uma ótima chance de vermos um sorriso nos pequenos, aquela criançada brincando em parques e ruas com seus novos brinquedos e, principalmente, para pensarmos o quanto esses baixinhos nos ensinam diariamente.
Se você tem dúvidas ou curiosidade de saber como será o futuro, basta olhar para uma criança... ela te responde sem que você precise dizer nada.
Algumas características delas são fundamentais para pensarmos nas tendências que serão elementos obrigatórios nas próximas décadas:
1º) Mil Coisas ao Mesmo Tempo: A gente foi disciplinado a fazer uma coisa de cada vez... um a criança hoje em dia é capaz de fazer 200 coisas simultaneamente, o que significa que os profissionais do futuro terão múltiplas áreas de atuação;
2º) Perguntas e Mais Perguntas: Eles estão certos ao ficarem nos perguntando um monte de coisas e nos crivarem de “por quês”... O verdadeiro 5W2H... No mundo dos negócios, a melhor coisa não é saber todas as respostas, mas fazer as perguntas corretas;
3º) Persistência: Não adianta ouvir um “não”... elas voltarão à tona com a mesma pergunta, a mesma idéia, a mesma proposição e – principalmente – com o mesmo objetivo (e nossas desculpas ou justificativas vão sumindo aos poucos). Isso é uma das melhores características de um negociador obstinado e as empresas sonham em encontrar este profissional.
4º) Amigos e Inimigos: Já observou como uma criança tem um novo melhor amigo ou um novo maior inimigo em menos de cinco minutos? Sendo, as vezes, o inimigo e o amigo a mesma pessoa? Elas não guardam rancor, não pensam em vingança, não puxam o tapete... apenas exprimem o que levou-as a gostar de alguém ou não, perdoando e voltando a brincar no mesmo instante. Será que nós somos assim também?????
Pois é... são inúmeras as razões que as crianças nos dão para as observar e aproveitar cada segundo ao lado delas... Todos nós fomos crianças, tivemos comportamentos parecidos e... crescemos!
Daqui a pouco os seus baixinhos também vão crescer, vão deixar saudade do barulho e da bagunça da casa, vão seguir seu caminho e ficaremos com saudades deste tempo maravilhoso que eles nos ofereceram. Então aproveite! Aproveite o Dia das Crianças e liberte a criança que também existe dentro de você...
E vamos aproveitar para observar estes novos profissionais. Daqui a pouco é a vez deles.
Depois a gente volta a brincar de ser gente grande...
Se você tem dúvidas ou curiosidade de saber como será o futuro, basta olhar para uma criança... ela te responde sem que você precise dizer nada.
Algumas características delas são fundamentais para pensarmos nas tendências que serão elementos obrigatórios nas próximas décadas:
1º) Mil Coisas ao Mesmo Tempo: A gente foi disciplinado a fazer uma coisa de cada vez... um a criança hoje em dia é capaz de fazer 200 coisas simultaneamente, o que significa que os profissionais do futuro terão múltiplas áreas de atuação;
2º) Perguntas e Mais Perguntas: Eles estão certos ao ficarem nos perguntando um monte de coisas e nos crivarem de “por quês”... O verdadeiro 5W2H... No mundo dos negócios, a melhor coisa não é saber todas as respostas, mas fazer as perguntas corretas;
3º) Persistência: Não adianta ouvir um “não”... elas voltarão à tona com a mesma pergunta, a mesma idéia, a mesma proposição e – principalmente – com o mesmo objetivo (e nossas desculpas ou justificativas vão sumindo aos poucos). Isso é uma das melhores características de um negociador obstinado e as empresas sonham em encontrar este profissional.
4º) Amigos e Inimigos: Já observou como uma criança tem um novo melhor amigo ou um novo maior inimigo em menos de cinco minutos? Sendo, as vezes, o inimigo e o amigo a mesma pessoa? Elas não guardam rancor, não pensam em vingança, não puxam o tapete... apenas exprimem o que levou-as a gostar de alguém ou não, perdoando e voltando a brincar no mesmo instante. Será que nós somos assim também?????
Pois é... são inúmeras as razões que as crianças nos dão para as observar e aproveitar cada segundo ao lado delas... Todos nós fomos crianças, tivemos comportamentos parecidos e... crescemos!
Daqui a pouco os seus baixinhos também vão crescer, vão deixar saudade do barulho e da bagunça da casa, vão seguir seu caminho e ficaremos com saudades deste tempo maravilhoso que eles nos ofereceram. Então aproveite! Aproveite o Dia das Crianças e liberte a criança que também existe dentro de você...
E vamos aproveitar para observar estes novos profissionais. Daqui a pouco é a vez deles.
Depois a gente volta a brincar de ser gente grande...
sábado, 2 de outubro de 2010
Pequenas Histórias – Grandes Nomes (IV)
O Que Você Faria com 10 Centavos?
Considerando as variações das moedas internacionais, as taxas de juros cobrados no mercado financeiro ou mesmo a relação de poder que se teria com uma moedinha de 10 centavos, talvez a sua resposta a esta pergunta não seja muito animadora.
Mas se consideramos esta mesma moedinha nos idos de 1940, talvez a resposta fosse um pouco mais animadora e lhe permitisse algum tipo de compra... ou investimento.
A história de hoje começa assim: com uma moedinha de 10 centavos e uma pessoa muito determinada a obter sucesso.
Warren Buffet é o nome desta personalidade, alguém que fez fortuna, tornou-se uma das pessoas mais influentes no mercado financeiro mundial e um investidor competente, que não precisou abrir mão de suas crenças, muito menos elaborar ações fraudulentas para chegar ao topo dos investimentos mundiais.
Desde seus primeiros anos, ainda criança, ele sempre mostrou a vontade por guardar dinheiro e fazê-lo trabalhar a seu favor.
Uma de suas primeiras atividades “profissionais” foi ir de porta em porta para vender chicletes, evoluindo para refrigerantes em jogos de futebol americano ou baseball que aconteciam em sua cidade natal Omaha (Estados Unidos).
Posteriormente, vieram as entregas de revistas e jornais por diversos bairros, até chegar ao ponto de contratar uma pequena equipe que trabalhava cobrindo a distribuição de toda a cidade.
Idéias não faltavam: vender bolas de golfe recuperadas, ou mesmo para comprar uma máquina de fliperama, colocando-a em uma barbearia local (depois de algum tempo, era dono de dezenas de máquinas semelhantes em diferentes lojas).
Esta história é um exemplo crescente de oportunidades e determinação. O mais importante de tudo isso é sua conduta inflexível e conservadora, que não se seduz por oportunidades de mercado, nem por ações milagrosas. É sua dedicação constante e persistência que permitiram transformar a Berkshire Hathaway (Holding) numa das ações mais valiosas do mercado americano.
Sua biografia completa pode ser conferida num livro chamado A Bola de Neve, uma leitura obrigatória para todos que acreditam que trabalho e sucesso andam de mãos dadas.
Como ele mesmo diz: “Não precisamos ser mais espertos que os outros; precisamos ser mais disciplinados do que os outros”
Considerando as variações das moedas internacionais, as taxas de juros cobrados no mercado financeiro ou mesmo a relação de poder que se teria com uma moedinha de 10 centavos, talvez a sua resposta a esta pergunta não seja muito animadora.
Mas se consideramos esta mesma moedinha nos idos de 1940, talvez a resposta fosse um pouco mais animadora e lhe permitisse algum tipo de compra... ou investimento.
A história de hoje começa assim: com uma moedinha de 10 centavos e uma pessoa muito determinada a obter sucesso.
Warren Buffet é o nome desta personalidade, alguém que fez fortuna, tornou-se uma das pessoas mais influentes no mercado financeiro mundial e um investidor competente, que não precisou abrir mão de suas crenças, muito menos elaborar ações fraudulentas para chegar ao topo dos investimentos mundiais.
Desde seus primeiros anos, ainda criança, ele sempre mostrou a vontade por guardar dinheiro e fazê-lo trabalhar a seu favor.
Uma de suas primeiras atividades “profissionais” foi ir de porta em porta para vender chicletes, evoluindo para refrigerantes em jogos de futebol americano ou baseball que aconteciam em sua cidade natal Omaha (Estados Unidos).
Posteriormente, vieram as entregas de revistas e jornais por diversos bairros, até chegar ao ponto de contratar uma pequena equipe que trabalhava cobrindo a distribuição de toda a cidade.
Idéias não faltavam: vender bolas de golfe recuperadas, ou mesmo para comprar uma máquina de fliperama, colocando-a em uma barbearia local (depois de algum tempo, era dono de dezenas de máquinas semelhantes em diferentes lojas).
Esta história é um exemplo crescente de oportunidades e determinação. O mais importante de tudo isso é sua conduta inflexível e conservadora, que não se seduz por oportunidades de mercado, nem por ações milagrosas. É sua dedicação constante e persistência que permitiram transformar a Berkshire Hathaway (Holding) numa das ações mais valiosas do mercado americano.
Sua biografia completa pode ser conferida num livro chamado A Bola de Neve, uma leitura obrigatória para todos que acreditam que trabalho e sucesso andam de mãos dadas.
Como ele mesmo diz: “Não precisamos ser mais espertos que os outros; precisamos ser mais disciplinados do que os outros”
sábado, 25 de setembro de 2010
Pequenas Histórias, Grandes Nomes (III)
Alguns nomes se confundem com a história de seus inventos e talvez um que muito é mencionado, mas pouco creditado é o de Rudolf Christian Karl Diesel.
Talvez o nome seja desconhecido, mas se olharmos para o seu sobrenome, ficará mais fácil compreender o que este jovem alemão conseguiu inventar: o motor a diesel.
Diesel idealizou um dos mais incríveis sistemas mecânicos da história da humanidade. O motor foi elaborado a base de combustão interna dos pistões, efetuando uma reação química que acontece quando o óleo é injetado num recipiente com oxigênio, causando uma explosão ao misturar-se.
Embora pareça simples, para que isso aconteça, são necessárias outras invenções da mecânica, como uma bomba injetora, fazer várias engrenagens funcionarem e alguns reguladores de pressão para que tudo funcionasse normalmente.
O mais importante de tudo isso é que se considerarmos o que aconteceu a partir disso, perceberemos de maneira clara o que uma invenção traz de benefícios à humanidade.
A máquina a vapor já era a vedete da Revolução Industrial e, quando parecia que todos os problemas seriam encerrados nela, uma invenção ainda mais potente veio e mudou as relações de trabalho, produção, transporte e uma série de outros beneficiários.
Quantas empresas não falam de inovação em seu discurso, mas quantas efetivamente praticam esse mantra mercadológico?
Inventar não significa que tudo funcione maravilhosamente bem desde o começo, mas significa persistir e acreditar que algo sempre pode ser feito de maneira melhor.
Com Rudolf Diesel não foi diferente... sua invenção não deu certo na primeira vez, seus investimentos não tiveram retorno imediato... foi a crença, a determinação, a sorte e o encontro de parceiros corretos que permitiram que tal invento viesse ao conhecimento da humanidade.
A mensagem é simples: ninguém faz nada sozinho e ninguém deve desistir ao primeiro “não” que ouvir. Se algo é verdadeiramente significativo, deve-se lutar para que aconteça.
O tempo é um aliado que pode ser senhor ou escravo da situação... tudo depende de como negociamos com ele.
Talvez o nome seja desconhecido, mas se olharmos para o seu sobrenome, ficará mais fácil compreender o que este jovem alemão conseguiu inventar: o motor a diesel.
Diesel idealizou um dos mais incríveis sistemas mecânicos da história da humanidade. O motor foi elaborado a base de combustão interna dos pistões, efetuando uma reação química que acontece quando o óleo é injetado num recipiente com oxigênio, causando uma explosão ao misturar-se.
Embora pareça simples, para que isso aconteça, são necessárias outras invenções da mecânica, como uma bomba injetora, fazer várias engrenagens funcionarem e alguns reguladores de pressão para que tudo funcionasse normalmente.
O mais importante de tudo isso é que se considerarmos o que aconteceu a partir disso, perceberemos de maneira clara o que uma invenção traz de benefícios à humanidade.
A máquina a vapor já era a vedete da Revolução Industrial e, quando parecia que todos os problemas seriam encerrados nela, uma invenção ainda mais potente veio e mudou as relações de trabalho, produção, transporte e uma série de outros beneficiários.
Quantas empresas não falam de inovação em seu discurso, mas quantas efetivamente praticam esse mantra mercadológico?
Inventar não significa que tudo funcione maravilhosamente bem desde o começo, mas significa persistir e acreditar que algo sempre pode ser feito de maneira melhor.
Com Rudolf Diesel não foi diferente... sua invenção não deu certo na primeira vez, seus investimentos não tiveram retorno imediato... foi a crença, a determinação, a sorte e o encontro de parceiros corretos que permitiram que tal invento viesse ao conhecimento da humanidade.
A mensagem é simples: ninguém faz nada sozinho e ninguém deve desistir ao primeiro “não” que ouvir. Se algo é verdadeiramente significativo, deve-se lutar para que aconteça.
O tempo é um aliado que pode ser senhor ou escravo da situação... tudo depende de como negociamos com ele.
domingo, 12 de setembro de 2010
A Cama Sem Lençol
Particularmente, eu considero deitar numa cama sem lençol como algo desagradável. Parece que falta algo, a gente se sente desconfortável e nem mesmo o sono parece tão agradável como poderia ser.
De igual forma, uma empresa sem gerentes é a mesma coisa.
Não falo de uma revolução organizacional, desprovida deste funcionário, mas sim daquelas organizações em que seus gerentes são similares a parábola: não servem de intermediário entre o colchão (a empresa) e aquele que se aninha sobre ele (o funcionário).
Ao longo dos tempos, percebemos que o cargo da gerência é sonho comum entre muitos funcionários e que estes se empenham para chegar lá baseados em algumas premissas que fazem parte da cultura organizacional daquela empresa: tempo de serviço, indicação, contatos, resultados financeiros, amizades, ações nebulosas e, algumas poucas vezes, na competência.
O resultado, em grande parte das vezes, é que tentamos colocar um lençol de solteiro numa cama de casal (ou vice-versa): o resultado é a inadequação à atividade e, através do status ou do título revestido, suas administrações não surtem o efeito desejado e os indicadores não refletem os objetivos das empresas.
Alguns tipos são clássicos:
O Gerente Macarrão: aquele que com um pouco de água quente (pressão) amolece para facilitar a sua permanência no cenário;
O Gerente Banana: que possui uma casca, mas que é facilmente removida e devorado;
O Gerente Mártir: que parece sempre se sacrificar pela empresa, pelos resultados, pelos colaboradores, mas que sempre termina como a maioria dos mártires da história;
O Gerente Gabriela: “eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim”, ou seja, não muda, não se adéqua aos novos tempos;
O Gerente Cavalo de Tróia: por fora, um presente... por dentro, uma maldição;
Espero que em sua empresa estes modelos já tenham sido abolidos, que ao olhar para os gerentes da companhia, você reconheça competência, orientação aos resultados e habilidades para lidar com os diversos cenários requeridos.
E não se esqueça: mais cedo ou mais tarde você também pode ser nomeado gerente...
De igual forma, uma empresa sem gerentes é a mesma coisa.
Não falo de uma revolução organizacional, desprovida deste funcionário, mas sim daquelas organizações em que seus gerentes são similares a parábola: não servem de intermediário entre o colchão (a empresa) e aquele que se aninha sobre ele (o funcionário).
Ao longo dos tempos, percebemos que o cargo da gerência é sonho comum entre muitos funcionários e que estes se empenham para chegar lá baseados em algumas premissas que fazem parte da cultura organizacional daquela empresa: tempo de serviço, indicação, contatos, resultados financeiros, amizades, ações nebulosas e, algumas poucas vezes, na competência.
O resultado, em grande parte das vezes, é que tentamos colocar um lençol de solteiro numa cama de casal (ou vice-versa): o resultado é a inadequação à atividade e, através do status ou do título revestido, suas administrações não surtem o efeito desejado e os indicadores não refletem os objetivos das empresas.
Alguns tipos são clássicos:
O Gerente Macarrão: aquele que com um pouco de água quente (pressão) amolece para facilitar a sua permanência no cenário;
O Gerente Banana: que possui uma casca, mas que é facilmente removida e devorado;
O Gerente Mártir: que parece sempre se sacrificar pela empresa, pelos resultados, pelos colaboradores, mas que sempre termina como a maioria dos mártires da história;
O Gerente Gabriela: “eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim”, ou seja, não muda, não se adéqua aos novos tempos;
O Gerente Cavalo de Tróia: por fora, um presente... por dentro, uma maldição;
Espero que em sua empresa estes modelos já tenham sido abolidos, que ao olhar para os gerentes da companhia, você reconheça competência, orientação aos resultados e habilidades para lidar com os diversos cenários requeridos.
E não se esqueça: mais cedo ou mais tarde você também pode ser nomeado gerente...
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Logística Internacional Descomplicada (e Triste)...
Alguns pontos fundamentais são necessários para a compreensão do tema Logística Internacional: gestão de suprimentos, transportes, parcerias comerciais, moedas de pagamento, exportação, importação, etc.
Ao invés de discorrermos sobre cada um deles, de forma acadêmica, com gráficos, termos internacionais e fórmulas de medição do desempenho, que tal pararmos e pensarmos um pouco na história deste país? Ainda mais hoje... 7 de Setembro.
O Brasil é reflexo deste pensamento internacional. E olha que se passaram pouco mais de 500 anos...
Aprendemos no primeiro grau que este país foi “descoberto” por Cabral.
Dizem que a expedição portuguesa tinha por objetivo a Índia e seu mercado de especiarias e, por um acidente de percurso (erro de roteirização) acabou aportando por aqui. Ou seja, somos frutos de um erro de operação logística com o modal selecionado!
Tornamos-nos colônia, fornecedor não remunerado de matéria prima às necessidades da matriz. Como uma empresa, ao utilizar de fontes esgotáveis de produção sem preocupar-se com a reutilização, replantio, reflorestamento ou qualquer outra política que garantisse a sustentabilidade.
Trocaram espelhinhos e tecidos por pau-brasil, que significa que a moeda de compensação das relações comerciais obedecia às vontades do comprador, subvertendo a ordem de Oferta x Procura, graças a uma relação de poder.
Mais tarde, descobrimos que a remuneração funcional era um componente importante dos custos diretos e optamos pelo modelo nefasto da escravidão, novamente, reduz-se os custos sem considerar as conseqüências futuras.
Mais tarde, a família Real aporta no país e começa a construção da estrutura necessária a sua permanência por aqui: banco, biblioteca, escola, teatro... não por benevolência, apenas para saciar aos nobres egos. É o que chamamos de Rede Necessária às Operações...
Por fim, a abertura dos portos às nações amigas, parcerias comerciais para suprir a demanda de consumo e, posteriormente, para estabelecimento de contratos comerciais internacionais que não auxiliaram no desenvolvimento do negócio, apenas na manutenção do status quo desejado. O modelo de Parcerias aqui descrito não foi tão benéfico assim.
Infelizmente, esta é uma forma triste de se conhecer um pouco da Logística Internacional, talvez o melhor modo seja devolvermos o assunto à realidade e tentar um novo começo, capaz de beneficiar esta terra e desenvolver relações ultra-marinas que contemplem às necessidades do cenário global.
Ao invés de discorrermos sobre cada um deles, de forma acadêmica, com gráficos, termos internacionais e fórmulas de medição do desempenho, que tal pararmos e pensarmos um pouco na história deste país? Ainda mais hoje... 7 de Setembro.
O Brasil é reflexo deste pensamento internacional. E olha que se passaram pouco mais de 500 anos...
Aprendemos no primeiro grau que este país foi “descoberto” por Cabral.
Dizem que a expedição portuguesa tinha por objetivo a Índia e seu mercado de especiarias e, por um acidente de percurso (erro de roteirização) acabou aportando por aqui. Ou seja, somos frutos de um erro de operação logística com o modal selecionado!
Tornamos-nos colônia, fornecedor não remunerado de matéria prima às necessidades da matriz. Como uma empresa, ao utilizar de fontes esgotáveis de produção sem preocupar-se com a reutilização, replantio, reflorestamento ou qualquer outra política que garantisse a sustentabilidade.
Trocaram espelhinhos e tecidos por pau-brasil, que significa que a moeda de compensação das relações comerciais obedecia às vontades do comprador, subvertendo a ordem de Oferta x Procura, graças a uma relação de poder.
Mais tarde, descobrimos que a remuneração funcional era um componente importante dos custos diretos e optamos pelo modelo nefasto da escravidão, novamente, reduz-se os custos sem considerar as conseqüências futuras.
Mais tarde, a família Real aporta no país e começa a construção da estrutura necessária a sua permanência por aqui: banco, biblioteca, escola, teatro... não por benevolência, apenas para saciar aos nobres egos. É o que chamamos de Rede Necessária às Operações...
Por fim, a abertura dos portos às nações amigas, parcerias comerciais para suprir a demanda de consumo e, posteriormente, para estabelecimento de contratos comerciais internacionais que não auxiliaram no desenvolvimento do negócio, apenas na manutenção do status quo desejado. O modelo de Parcerias aqui descrito não foi tão benéfico assim.
Infelizmente, esta é uma forma triste de se conhecer um pouco da Logística Internacional, talvez o melhor modo seja devolvermos o assunto à realidade e tentar um novo começo, capaz de beneficiar esta terra e desenvolver relações ultra-marinas que contemplem às necessidades do cenário global.
domingo, 29 de agosto de 2010
Pequenas Histórias, Grandes Nomes (II)
Alguns nomes se transformaram, ao longo do tempo, em sinônimo da marca e, no caso específico de hoje, de uma mentalidade e de uma das grandes linhas de pensamento da escola da administração.
Henry Ford (1863-1947) talvez seja o nome mais emblemático desta saga que a administração vem trilhando em buscar soluções estratégicas para o desafio dos negócios e da racionalização dos recursos.
Seu primeiro automóvel foi construído em 1893 e, ao contrário do que podemos pensar, a sua circulação pelas ruas de Detroit em 1895 era considera um estorvo, primeiro porque assustava os cavalos das carruagens, segundo porque despertava a curiosidade das pessoas em entender aquele sinistro caixote sendo guiado e, por fim, porque era barulhento e atrapalhava a ordem local.
Tudo isso são fatores interessantes, que poderiam minar a determinação deste personagem mas, mesmo com uma avaliação negativa e uma oferta tentadora de continuar a trabalhar na Light Company (empresa de Thomas Edison), Ford resolveu abandonar o seu trabalho e seguir a sua vontade: produzir carros para grandes massas.
Não foi algo tão romântico ou simples assim, passaram-se muitos anos até que o Ford-T começasse a ser produzido de maneira comercial e vendido às massas, como assim desejava seu fundador.
Depois de uma tentativa frustrada e com 40 anos de idade, Ford se juntou a outros 11 investidores e formaram a Ford Motor Company em 1903.
As contribuições deste empreendedor são inúmeras e uma das mais significativas em seu legado foi a linha de montagem seqüenciada, uma verdadeira revolução no planejamento da produção e na finalização de seus automóveis.
Ford impressionou a todos quando, em 1914, remunerou seus funcionários com o pagamento de 5,00 dólares por dia (mais que o dobro do salário de seus trabalhadores). Isso diminui a rotatividade e, de quebra, trouxe os melhores mecânicos de Detroit para trabalharem em sua empresa. É um dos primeiros registros do que se classifica como "salário de motivação".
O resultado de toda essa persistência é a empresa hoje mundialmente conhecida, fruto de uma vontade de um ex-mecânico de tratores na fazenda de seu pai.
Utilizando as próprias palavras de Henry Ford: “Se você pensa que pode ou se você pensa que não pode, de qualquer forma, você tem toda a razão”.
Henry Ford (1863-1947) talvez seja o nome mais emblemático desta saga que a administração vem trilhando em buscar soluções estratégicas para o desafio dos negócios e da racionalização dos recursos.
Seu primeiro automóvel foi construído em 1893 e, ao contrário do que podemos pensar, a sua circulação pelas ruas de Detroit em 1895 era considera um estorvo, primeiro porque assustava os cavalos das carruagens, segundo porque despertava a curiosidade das pessoas em entender aquele sinistro caixote sendo guiado e, por fim, porque era barulhento e atrapalhava a ordem local.
Tudo isso são fatores interessantes, que poderiam minar a determinação deste personagem mas, mesmo com uma avaliação negativa e uma oferta tentadora de continuar a trabalhar na Light Company (empresa de Thomas Edison), Ford resolveu abandonar o seu trabalho e seguir a sua vontade: produzir carros para grandes massas.
Não foi algo tão romântico ou simples assim, passaram-se muitos anos até que o Ford-T começasse a ser produzido de maneira comercial e vendido às massas, como assim desejava seu fundador.
Depois de uma tentativa frustrada e com 40 anos de idade, Ford se juntou a outros 11 investidores e formaram a Ford Motor Company em 1903.
As contribuições deste empreendedor são inúmeras e uma das mais significativas em seu legado foi a linha de montagem seqüenciada, uma verdadeira revolução no planejamento da produção e na finalização de seus automóveis.
Ford impressionou a todos quando, em 1914, remunerou seus funcionários com o pagamento de 5,00 dólares por dia (mais que o dobro do salário de seus trabalhadores). Isso diminui a rotatividade e, de quebra, trouxe os melhores mecânicos de Detroit para trabalharem em sua empresa. É um dos primeiros registros do que se classifica como "salário de motivação".
O resultado de toda essa persistência é a empresa hoje mundialmente conhecida, fruto de uma vontade de um ex-mecânico de tratores na fazenda de seu pai.
Utilizando as próprias palavras de Henry Ford: “Se você pensa que pode ou se você pensa que não pode, de qualquer forma, você tem toda a razão”.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Sobre os Pais
Para entendermos o significado da palavra “Pai” é necessário uma revisão histórica, além de uma consulta aos dicionários.
Encontramos a origem da palavra no Latim (patre) e seu significado está atrelado ao sentido de genitor ou gerador, aquele que auxilia no processo de criação e de cuidados para com uma nova pessoa.
O Dia dos Pais, como hoje é celebrado, tem origem incerta, alguns atribuindo a antiga civilização babilônica, quando um jovem chamado Elmesu fez um cartão a seu pai, desejando-lhe saúde.
Comercialmente, esta data iniciou-se no século XX, quando uma jovem americana chamada Sonora Louise resolveu criar uma forma de homenagear seu pai. A idéia ganhou força e vários locais começaram a adotar idéia semelhante.
Curiosamente, se pararmos para perceber, utilizamos a palavra pai em inúmeras ocasiões, não restritas apenas aos nossos pais...
Existe o “Pai da Aviação” com Santos Dumont, o “Pai da Administração Científica” com Taylor, o “Pai da Medicina” com Hipócrates, o “Pai da Psicanálise” com Freud e, mais utilizada por quase todas as religiões: Deus, como o Pai Supremo.
O importante é perceber que todos estes (e muitos outros não mencionados) nos remetem a figura da criação, da iniciativa, da proteção, do mostrar um caminho valioso na aplicação prática das coisas; independente da área, temos alguém que é capaz de nos ajudar e de estar presente. Exatamente como fazemos quando recorríamos aos nossos pais pedindo ajuda.
Nos ambientes de trabalho, quando um coordenador, gerente ou diretor consegue trabalhar em sintonia com sua equipe, costumamos chamá-lo de “paizão”, pois é uma pessoa confiável, íntegra e que busca – sempre – o bem de todos os que estão em volta.
Acredito que ser pai é exatamente isso: estar imbuído das responsabilidades e, por prazer e amor ao próximo, consegue doar-se e buscar o melhor para aqueles que ele se sente responsável.
Tenho o prazer de diariamente ouvir a palavra “pai” de minha filha (hoje com sete anos). Certamente é a palavra mais doce que chega aos meus ouvidos e a mais pesada também. Ali tem meu maior tesouro, me chamando para ajudá-la, ensiná-la e compartilhar cada momento, cada medo, cada vitória, cada derrota, cada tristeza e cada alegria.
Que este dia seja um momento de paz para todos nós. Sejamos pais biológicos, de coração ou simplesmente tenhamos colaboradores que contam com nossa direção e nosso apoio.
O prazer da vida reside exatamente nas pequenas reflexões.
Encontramos a origem da palavra no Latim (patre) e seu significado está atrelado ao sentido de genitor ou gerador, aquele que auxilia no processo de criação e de cuidados para com uma nova pessoa.
O Dia dos Pais, como hoje é celebrado, tem origem incerta, alguns atribuindo a antiga civilização babilônica, quando um jovem chamado Elmesu fez um cartão a seu pai, desejando-lhe saúde.
Comercialmente, esta data iniciou-se no século XX, quando uma jovem americana chamada Sonora Louise resolveu criar uma forma de homenagear seu pai. A idéia ganhou força e vários locais começaram a adotar idéia semelhante.
Curiosamente, se pararmos para perceber, utilizamos a palavra pai em inúmeras ocasiões, não restritas apenas aos nossos pais...
Existe o “Pai da Aviação” com Santos Dumont, o “Pai da Administração Científica” com Taylor, o “Pai da Medicina” com Hipócrates, o “Pai da Psicanálise” com Freud e, mais utilizada por quase todas as religiões: Deus, como o Pai Supremo.
O importante é perceber que todos estes (e muitos outros não mencionados) nos remetem a figura da criação, da iniciativa, da proteção, do mostrar um caminho valioso na aplicação prática das coisas; independente da área, temos alguém que é capaz de nos ajudar e de estar presente. Exatamente como fazemos quando recorríamos aos nossos pais pedindo ajuda.
Nos ambientes de trabalho, quando um coordenador, gerente ou diretor consegue trabalhar em sintonia com sua equipe, costumamos chamá-lo de “paizão”, pois é uma pessoa confiável, íntegra e que busca – sempre – o bem de todos os que estão em volta.
Acredito que ser pai é exatamente isso: estar imbuído das responsabilidades e, por prazer e amor ao próximo, consegue doar-se e buscar o melhor para aqueles que ele se sente responsável.
Tenho o prazer de diariamente ouvir a palavra “pai” de minha filha (hoje com sete anos). Certamente é a palavra mais doce que chega aos meus ouvidos e a mais pesada também. Ali tem meu maior tesouro, me chamando para ajudá-la, ensiná-la e compartilhar cada momento, cada medo, cada vitória, cada derrota, cada tristeza e cada alegria.
Que este dia seja um momento de paz para todos nós. Sejamos pais biológicos, de coração ou simplesmente tenhamos colaboradores que contam com nossa direção e nosso apoio.
O prazer da vida reside exatamente nas pequenas reflexões.
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