sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Mito em 1000 Jogos

Se a gente perguntar a qualquer especialista em Recursos Humanos, sobre quais competências as empresas mais desejam encontrar em seus futuros profissionais, certamente alguns dos pontos abaixo seriam citados:

• Capacidade de Liderança;
• Busca Incessante por Resultados;
• Capacidade de Trabalhar em Equipe;
• Superação de Metas;
• Empenho e Dedicação;
• Lealdade;

A lista teria muitos outros exemplos, pois a cada dia que passa as organizações buscam pessoas verdadeiramente comprometidas com seus objetivos e que representem a empresa de maneira ética e responsável.

Falar de futebol é sempre motivo para longas discussões, mas o objetivo aqui não é estimular a discussão a favor (ou contra) um time, mas aproveitarmos os exemplos que nos são oferecidos para discutirmos questões acadêmicas.

Assistimos a um exemplo de conduta profissional e comprometimento com os resultados organizacionais de um profissional exemplar.

O jogo de número 1.000 de Rogério Ceni, vestindo a camisa de um mesmo time, é um exemplo de como empresa e funcionário podem conviver harmonicamente. Por isso é considerado um “mito”, pois seres mitológicos são raros e sobrevivem ao tempo.

Poucos alcançaram esta marca aqui no país: Pelé pelo Santos e Roberto Dinamite pelo Vasco da Gama. Rogério Ceni pelo São Paulo é o terceiro a conquistar tal feito.

O goleiro é um devorador de recordes e um profissional obcecado por resultados. Já fez mais de 100 gols, bateu o recorde de partidas consecutivas disputadas em seu time, ganhou todos os títulos importantes que qualquer jogador desejaria (Campeão Brasileiro, Libertadores, Mundial, Copa do Mundo, etc.), está a 21 anos no mesmo clube... números não faltam para ilustrar o acontecimento.


Profissionais desta magnitude são poucos no país. Especialmente no futebol, onde qualquer proposta financeira é capaz de causar estragos, exemplos como do Rogério Ceni (São Paulo) e Marcos (Palmeiras) são raros de se encontrar.

Felizmente, o destino nos permitiu testemunhar este momento. E também nos permitiu refletir sobre o que é ser profissional: prazer naquilo que se faz, trabalho incansável para atingir a excelência e servir de exemplo para outros.

Valeu Rogério!
 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

10 Anos Passam Rápido

As TVS têm dado destaque especial aos 10 anos do atentado terrorista ao World Trade Center que culminou com a queda das “torres gêmeas”, um dos cartões postais de Nova York e um dos símbolos do mundo capitalista e global.

O que você estava fazendo naquele dia? Consegue se lembrar de tudo o que lhe aconteceu deste o dia 11/09/01 até os dias de hoje?

O mais impressionante é que esta data, infelizmente, foi um daqueles marcos que sempre serão lembrados. Milhares de pessoas morreram, o medo voltou a assombrar as relações internacionais entre vários países, novas invasões e conflitos surgiram e, certamente, vivenciamos uma década extremamente violenta.

O objetivo aqui é lhe mostrar alguns acontecimentos destes últimos 10 anos, para refletirmos sobre a importância do presente e de aproveitarmos cada instante, pois coisas boas e ruins acontecem sempre. O segredo é como a gente é capaz de lidar com elas. Vejamos alguns acontecimentos:

2002 * O dólar chegou na casa dos R$ 4,00
        * O Brasil foi pentacampeão na Copa do Mundo

2003 * A nave espacial Columbia explode ao retornar a Terra
        * O celular com câmera digital vira uma realidade

2004 * Mais de 100 mil pessoas morrem no Tsunami da Ásia
        * O Orkut invade o país e se torna uma febre nacional

2005 * A missionária americana Dorothy Stang é assassinada no Pará
        * Morre João Paulo II

2006 * Nintendo Wii e Playstation 3 são lançados
        * O PCC promove uma série de ataques pelo país

2007 * Apple lança o iPhone
        * O filme Tropa de Elite se torna uma das maiores bilheterias do ano

2008 * Obama é eleito presidente dos Estados Unidos
        * Crise econômica assombra o mundo

2009 * Morre Michael Jackson
        * A gripe suína (H1N1) assusta o mundo

2010 * O país elege sua primeira mulher como presidente
        * Os mineiros do Chile são resgatados depois de 2 meses soterrados

Não importa qual o fato, o que importa é que cotidianamente, temos a chance de fazer história. De construir a nossa história.

Que tenhamos boas histórias para recordarmos e que os próximos 10 anos sejam mais tranqüilos à humanidade.

Até a próxima!


domingo, 28 de agosto de 2011

Está Olhando pra Quem?

Muitas vezes, quando a gente faz a pergunta acima numa consultoria, parecem aquelas frases ditas antes de uma briga... e, na verdade, a briga é tentar descobrir qual o foco que uma empresa está direcionando aos seus negócios.

É lógico que existem empresas que, por escala de produção e tipo de produto, não possuem um mercado alvo, mas é importante conceituarmos estes mercados e saber que a empresa pode sim direcionar seus esforços para um segmento específico, garantindo que os consumidores corretos sejam atingidos.

A isso é dado o nome de Orientação para o Mercado. E considero importante rever algumas destas orientações:

Orientação de Produção: Este modelo é sustentado pela idéia que consumidores dão preferência a produtos fáceis de encontrar e de baixo custo. As lojinhas de 1,99 são um bom exemplo disso.

Orientação de Produto: Já este modelo sustenta que os consumidores dão preferência a produtos que ofereçam qualidade e desempenho superiores ou que tenham características inovadoras. Você consome alguma marca específica de produto e prefere esta em detrimento de outras? Este é o modelo!

Orientação de Vendas: Esta orientação tem em mente que os consumidores não compram os produtos da organização em quantidades suficiente. A organização realiza um esforço agressivo de vendas e promoção. Aquelas gôndolas que atrapalham no meio do supermercado é um bom exemplo deste modelo.

Orientação de Marketing: Aqui a empresa passa a ser mais efetiva que a concorrência na criação, entrega e comunicação de valor para o cliente de seus mercados-alvos selecionados. Ela conhece seu público e se comunica diretamente com ele. Algumas lojas de shopping são bons exemplos.

Orientação Social: Aproveitando a onda verde, a empresa busca entender os desejos e os interesses dos mercados-alvo e satisfazê-las de maneira que preserve ou melhore o bem-estar do consumidor e da sociedade. Tem muita empresa se transformando para alcançar este público.

O mais importante de tudo isso é ter em mente a idéia clara de chegar até o cliente, da maneira que ele possa ser atendido e satisfeito.

Isso requer muita atenção e esforço por parte das empresas e deve, sempre, fazer parte das estratégias de comunicação e posicionamento.

Não é difícil. Apenas requer atenção!

E você? Conhece realmente quem é o seu cliente e para quem você está olhando?

Até a próxima!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Não Tenho Tempo

Esta é uma das frases mais mentirosas que a gente ouve nas empresas, nas escolas e nos relacionamentos pessoais.

Na verdade, quando alguém lhe disser “eu não tenho tempo”, condicione-se a entender da seguinte forma: “eu não tive competência para me organizar e fazer isso”.

Administrar o tempo é uma arte, sem dúvida! Estou cansado de ver pessoas correndo como cavalos do jóquei clube, apenas porque as porteiras foram abertas; correndo em disparada, sem saber o real motivo da corrida.

O computador foi uma tentativa louvável na administração do tempo, mas o que a gente percebe é que o seu uso causou exatamente o contrário! Desligue os computadores de uma organização e você perceberá que existem milhares de pessoas que não vão saber o que fazer de suas vidas profissionais. Sem contar a quantidade de inutilidades que a tecnologia trouxe para o cotidiano das pessoas!

Já que você teve tempo para ler este texto (o que me deixa muito feliz) que tal falarmos de prioridades? Se o gerenciamento do tempo anda um pouco complicado em sua vida, que tal estabelecermos uma matriz para ajudá-lo a fazer aquilo que é necessário?

A Matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência) é um bom exemplo para isso.

O exercício é simples: faça uma lista com todos os seus problemas ou coisas que precisam ser resolvidas.

Na frente de cada um deles, vá atribuindo pontos (1 a 5) considerando este julgamento:

• Gravidade é o tamanho do estrago daquele problema, caso ocorra;
• Urgência diz respeito ao tempo que esse problema levará para acontecer, quanto maior a urgência menor o tempo disponível para resolvê-lo;
• Tendência é o potencial do problema, ou seja, "Se eu não resolver isso agora, as coisas vão piorar rapidamente ou demorará um pouco mais?".

A classificação sofrerá uma variação nesta escala de “1” a “5”. Quanto mais crítica uma situação, maior a quantidade de pesos “5” que você atribuirá. Se algo tiver uma intensidade bem leve, maior a quantidade de “1” que serão atribuídos.

Some todas as pontuações de cada problema e você descobrirá o que precisa ser feito imediatamente, o que pode ficar para um segundo momento e, até mesmo, aqueles que você pode deixar para mais tarde.

Isso é trabalhar com prioridades! O exercício é simples, mas funciona.

Até mais!

sábado, 13 de agosto de 2011

A Inteligência nas Emoções

Não... este não é um daqueles testes de QI para ver quantos pontos você consegue alcançar e se você está melhor ou pior que seu vizinho, intelectualmente falando.

Se olharmos a etimologia, vamos descobrir que a palavra "inteligência" é oriunda do latim e significa intus legere actionem, ou seja, a capacidade de se ler algo dentro da ação, compreender o que está acontecendo.

Existem diversos níveis de inteligência e o que quero falar aqui é sobre um muito valorizado pelas organizações: Inteligência Emocional.

Daniel Goleman, na década de 90, publicou um livro muito interessante, chamado Inteligência Emocional, onde demonstra que uma pessoa que possui elevado nível de QE (Quociente Emocional) é uma pessoa melhor preparada para lidar com emoções e sentimentos em diferentes níveis (pessoais, profissionais, sentimentais, etc.).

O que é uma empresa senão uma constante montanha russa de situações, onde um dia a empresa se encontra no topo e, no dia seguinte, encontra-se em queda livre, pronta para retornar num looping a toda velocidade?

Cientes disso, muitas empresas começaram a trabalhar e buscar nestes conceitos a competência para recrutar, selecionar e até promover seus colaboradores; afinal de contas, quanto mais emocionalmente estável uma pessoa for, melhor será a condução dos negócios e, provavelmente, dos resultados.

Goleman nos diz que existem cinco áreas de nossa vida que devem ser desenvolvidas:

Autoconhecimento: a capacidade que cada um tem de reconhecer e compreender seu estado de espírito, emoções e impulsos;

Autocontrole: a capacidade de controle que cada um possui;

Automotivação: a energia e a persistência sobre seus objetivos e atividades;

Empatia: a capacidade que a pessoa tem de se adequar às demais pessoas;

Sociabilidade: a capacidade de administrar relacionamentos e criar redes de contato.

Então, quando alguém for contratado ou mesmo promovido, que tipo de profissional a empresa vai desejar? Não será melhor uma pessoa verdadeiramente equilibrada e com excelente postura profissional e social?

Certamente ela não vai querer aquela pessoa instável, que se descontrola por qualquer coisa ou com qualquer pessoa.

Você já deve ter visto alguém descontrolado no trânsito, buzinando e xingando todo mundo por coisas bobas. Será que este seria um bom profissional?

Até a próxima!

domingo, 7 de agosto de 2011

Eles Estão nos Observando

Amigo leitor, preciso deixar um recado importante para você:

Os pequenos seres estão nos observando!

Quando estamos no trânsito e, por algum motivo, alguém faz uma manobra brusca a nossa frente ou para repentinamente; nossas ações estão sendo monitoradas pelos pequenos seres.

Quando estamos num restaurante ou numa loja, e somos atendidos por algum funcionário deste estabelecimento, a forma como tratamos àqueles que nos servem são registradas pelos pequenos seres.

Quando falamos de religião e dizemos o que pensamos, no que acreditamos ou no que não acreditamos; as palavras têm o poder de influenciar os pequenos seres.

A maneira como interagimos com o meio-ambiente é mais um de muitos exemplos que os pequenos seres ficam a nos observar.

A atenção que dispensamos a estes pequenos seres é fundamental para a construção do caráter. Tudo na vida é cíclico e reações, muitas vezes, são repetições de algumas ações.

A maneira como tratamos nossos pais, nossa paciência, tolerância ou a falta delas, são elementos importantes na formação dos pequenos seres.

Esta semana se comemora o Dia dos Pais.

Os “pequenos seres” são nossos filhos.

Tudo o que fazemos, dizemos, professamos, gostamos ou expressamos são referências para os baixinhos e, aquilo que eles se transformarão no futuro, em muito, têm a ver com a forma como lidamos com o mundo e com as pessoas.

Não estou preocupado em deixar um mundo melhor para minha filha. Quero deixar uma filha melhor para o mundo, só isso.

Que seus exemplos ecoem na eternidade, como uma lembrança de retidão, respeito e amizade.

Que você seja o melhor amigo do seu filho!

Parabéns pelo Dia dos Pais.

sábado, 30 de julho de 2011

Das Cartas aos Computadores em Rede

É interessante observarmos o quanto os processos educacionais acompanham as características de uma sociedade e seus hábitos.

Se nós voltarmos ao início do século XX, perceberemos uma sociedade que não possuía algumas das facilidades tecnológicas de hoje e que, para se comunicar, utilizava os únicos recursos disponíveis na época: cartas e jornais.

Passadas algumas décadas, a televisão ganha espaço nos lares brasileiros, primeiramente aqueles televisores “preto-e-branco” alimentado por válvulas, depois os “coloridos” com seus tubos de imagem, até chegarmos aos modelos atuais.

Depois do televisor, o próximo item da mobília que adentrou aos lares do país foi o computador. Hoje percebemos um crescimento inexorável do número de equipamentos por domicílio.

Depois do computador, quase que como item obrigatório, chegou a internet. E depois deste instante toda a humanidade se percebeu próxima e com infinitas possibilidades de comunicação e, por conseguinte, de educação.

O objetivo deste texto é resgatar à lembrança estes momentos tão importantes a formação de uma sociedade e como a educação pode se utilizar dos mesmos meios como elemento complementar (e às vezes principal) na formação dos indivíduos.

As cartas nos remetem aos cursos por correspondência, um modelo educacional que foi amplamente utilizado, formando profissionais em diversas áreas, seguindo uma metodologia pré-estabelecida de conteúdo, exercícios, avaliações e certificações.

Com a televisão, entram em cena os cursos que eram ministrados, com especial ênfase à formação educacional básica e que muito contribuiu para a continuidade dos estudos de muitos trabalhadores. Iniciativas como o Telecurso é um bom exemplo deste momento.

Com o computador apareceram cursos apostilados, em CDs e DVDs, fazendo um modelo híbrido dos cursos de correspondência e televisivos. As possibilidades iam se complementando e se aprimorando. Você se lembra dos cursos de idiomas vendidos em bancas de jornais?

Por ora, chegamos ao modelo internet e aquilo que hoje é chamado de EaD (Educação a Distância) torna-se um poderoso aliado das empresas, instituições de ensino e organismos de formação profissional, pois congregam todas as experiências até aqui descritas, somando-se a possibilidade de interatividade e participação dinâmica de seus alunos.

A experiência nos aponta que este caminho será aperfeiçoado constantemente e se tornará mais do que recomendável que todos os profissionais, de educação ou não, tenham conhecimento desta modalidade de ensino, quer seja como uma questão de ampliação dos leques profissionais quer seja como uma fonte extra de formação continuada.

O importante é que continuemos aprendendo, sempre!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Entre os Ciclos

Você se lembra dos estágios do ciclo de vida de um produto, não? Introdução, Crescimento, Maturidade e Declínio... O “produto” que gostaria de analisar é um excelente exemplo que toda empresa deveria aprender.

Em 1997 era publicado o primeiro livro; em 2011 é lançado o último filme.

Foram 14 anos convivendo com a Pottermania em maior ou menor escala, dependendo da quantidade de adolescentes e crianças que você tinha próximo a você. E foi de tal forma contagiante, que o universo Harry Potter não ficou restrito aos jovens e acabou envolvendo todo mundo.

Os números desta saga impressionam:
• Mais de 400 milhões de livros vendidos;
• Livros publicados em quase 70 idiomas;
• Bilheteria de mais de U$ 7 bilhões em filmes;
• Inúmeros lançamentos atrelados à saga, dos mais diversos tipos de produto;
• Aproximadamente 556.000.000 de citações diretas no Google;

Poderíamos ficar aqui fazendo uma lista quase infinita dos números da saga Harry Potter, mas a principal contribuição que, acredito, esta série trouxe foi o estímulo à leitura.

Graças a estes livros, milhares de crianças descobriram o fascínio que é um livro e perceberam (também) que nenhum filme é tão perfeito quanto àquele que um livro produz em nosso imaginário.

O que a gente está vendo, é o fim de um ciclo, só que, ao mesmo tempo, presenciamos o nascimento de um ícone. O que Star Wars representa para minha geração, Harry Potter representa para a geração de hoje.

Então, se você não sabe o que é um trouxa, se não sentiu medo dos dementadores, se ainda não quis jogar quadribol, ou se não sabe se o chapéu-seletor iria lhe colocar na sala da Grifinória, Corvinal, Lufa-Lufa ou Sonserina (Gryffindor, Ravenclaw, Hufflepuff e Slytherin) é melhor você se atualizar e descobrir um universo fantástico de magia, criatividade e entretenimento.

Pode até parecer um texto apenas sobre um personagem de livros e filmes. Mas se você prestar bem atenção vai entender que este fenômeno é um exemplo para as empresas.

Perpetuação de uma marca, desenvolvimento de produtos, fidelização de clientes, sucesso de vendas, formadores de opinião e muita lucratividade. A evolução do Harry Potter no mundo dos negócios é um exemplo marcante.

Será que o bruxinho não tem nada para ensinar às empresas?

Até a próxima!


 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Saudades do Chacrinha...

Quem tem mais de 40 anos deve se lembrar de um programa de auditório que existia nos anos 80 na TV Brasileira, onde um apresentador com seu jeito excêntrico comandava suas atrações e interagia com a platéia.

Olhando alguns daqueles programas, o jovem de hoje possa considerá-lo de baixa qualidade, vulgar ou qualquer outro adjetivo pejorativo.

Mas o Chacrinha tinha uma capacidade que muito apresentador nos dias de hoje não consegue, sequer, chegar aos seus pés.

O programa consistia de atrações musicais, calouros, dublagens e muita gritaria no auditório, sempre com umas dançarinas (as chacretes) que arrancavam suspiros dos marmanjos pelas suas roupas ousadas para aquela época.

O que mais me recordo eram os “bordões”, as frases que o Chacrinha usava. Algumas rimas de qualidade duvidosa, de forte apelo popular e que viravam verdadeiras pragas que todo mundo imitava.

Talvez a mais célebre delas foi “Quem não comunica, se estrumbica”.

Você sabia que a comunicação não se dá apenas por palavras? Mas que seu corpo, seus gestos e também sua entonação vocal possuem capacidade expressiva e podem ser determinantes?

As organizações precisam urgentemente se lembrar do Chacrinha!

Quantas vezes somos atendidos por funcionários que dizem uma coisa, mas que sua expressão ou seu corpo nos dizem outra? Quantas vezes, ao telefone, somos mal atendidos, embora a pessoa diga todas as palavras que deveriam ser ditas em seu manual de atendimento telefônico?

Este processo precisa de muita atenção e tratar da Comunicação é condição essencial para que uma empresa seja bem sucedida.

De nada adianta possuir um ponto de vendas lindo, bem decorado e iluminado, se a pessoa que faz o atendimento não estiver na mesma sintonia.

Daí, quando isso acontece, sou obrigado a lembrar de outra passagem do programa, quando o Chacrinha pegava um abacaxi e o arremessava para a platéia. Ou seja, jogava o problema para a opinião popular e continuava o seu programa.

A empresa que estiver jogando abacaxis certamente se surpreenderá com os resultados abaixo do esperado e depois ficará tentando descobrir o que aconteceu.

Até a próxima!

domingo, 10 de julho de 2011

Separando a Briga

Lembro-me quando era criança que, na saída da escola, era comum assistirmos a alguma briguinha entre colegas, que por algum motivo bobo (futebol, figurinhas, namoradas, etc.) acabava se resolvendo nos tapas.

O mais curioso de tudo isso é que, no meio da briga, sempre aparecia alguém para separar os briguentos. A gente até ficava com raiva desse chato, pois queria ver a molecada se atarracar e trocar uns tapas para ver quem brigava melhor.

Mais curioso ainda, foi perceber que o separador de conflitos cresceu e começou a usar esta habilidade dentro da empresa, desenvolvendo uma competência muito valorizada no ambiente organizacional hoje em dia.

Estou falando da Gestão de Conflitos, ou seja, da capacidade que uma organização tem em resolver problemas conflitantes, dentro de uma abordagem técnica e racional, garantindo que não exista continuidade destes entreveros.

Existem vários níveis de conflito, como definidos por Festinger (1975), classificados como: Intrapessoal (aquele que a pessoa tem consigo mesma), Interpessoal (quando o problema é outra pessoa), Organizacional (entre empresas) e Social (entre sociedades e grupos).

O maior problema de um conflito é a forma como se busca resolver o problema. Quantas vezes não somos surpreendidos por ações bélicas para resolver um problema e estas podem ocorrer em qualquer um dos tipos acima descritos.

A maturidade de uma pessoa e de uma organização, neste caso, é pensar em como resolver algo sem se chegar às vias de fato.

Uma abordagem franca, com todos os interlocutores envolvidos, a exposição dos pontos positivos e negativos de cada uma das partes, um árduo processo de negociação, com todas as suas nuances, concessões e aberturas possíveis é um caminho adulto para se resolver uma pendência.

E sabe quem pode fazer este serviço? Alguém que tenha as mesmas características daquele amiguinho que separava as brigas no colégio. Ele conseguia ver as coisas sem emoção, distante do calor da discussão e trazia os briguentos à realidade, mostrando o ridículo que estavam se expondo, falando das punições que poderiam vir e das conseqüências de seus atos.

Com habilidade, aquele amiguinho conseguia acalmar os ânimos e fazer as coisas voltarem a normalidade.

Se sua empresa está com algum problema, talvez o espírito daquele amigo de infância possa ser um aliado poderoso nesta hora.

Até a próxima!

 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Que Líder é Você?

Eu já perdi a conta de quantos livros foram publicados discutindo o tema Liderança nas Organizações e quantas fórmulas mágicas foram sugeridas para desenvolver esta competência nas pessoas.

Entretanto, falar de liderança é um tópico muito mais complexo do que uma simples receita possa fazer pelas pessoas.

Para se estudar a história da administração e compreendê-la de uma maneira simples, o estudo da liderança pode ser um bom caminho, pois é um bom indicador de como as relações de trabalho mudaram com o passar das décadas e o quanto este conceito reflete estas mudanças.

Antigamente, o conceito de liderança estava atrelado aos conceitos de motivação e direção de equipes, como era comum entendermos líderes políticos e militares, especialmente como o advento da Segunda Guerra Mundial e a divisão do mundo em blocos econômicos; ou seja, através destes personagens era possível estabelecer conceitos de liderança e transportá-los à administração das empresas.

Atualmente, o que mais se discute é o processo educativo que a liderança ocupa. Ela trabalha elementos que permitam a uma organização “aprender” e transformar este conceito numa ferramenta essencial para o desenvolvimento dos negócios e, por conseguinte, na capitalização dos recursos em sua máxima possibilidade.

Noel Tichy, um grande estudioso deste tema, considera que a pessoa que consegue transmitir conceitos educacionais ao negócio é que representa o verdadeiro líder.

Com isso, entra em cena a gestão do conhecimento e o quanto uma organização consegue se adaptar e encontrar soluções interessantes ao seu negócio. Sem a figura de uma pessoa que consiga envolver os demais neste processo, certamente teríamos uma empresa fragilizada.

Líderes autocráticos (baseados na autoridade), democráticos (onde se apóia a iniciativa de cada colaborador) ou o Laissez-faire (quanto o líder se afasta e deixa as coisas acontecerem) são alguns dos exemplos que podem ser medidos, como o modelo desenvolvido por Katcher ou mesmo nos estudos mais recentes da professora Bergamini e dos professores Bass e Avolio são bons indicadores para quem quer conhecer melhor este tema.

Só não fique preso a um conceito de gaveta, pensando que um líder é um animador de torcida, que fica gritando palavras motivacionais ou mesmo proferindo palestras que mais parecem um show do Cirque du Soleil.

Existe muita gente séria que estuda este assunto, basta pesquisarmos que encontraremos bons indicadores.

Até a próxima!

 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Melhor Ano do Rock Nacional

Independente da idade, qualquer pessoa sabe cantar ou tocar algumas destas músicas:

Paralamas do Sucesso
• Alagados

Engenheiros do Hawaii
• Toda Forma de Poder

Ira!
• Envelheço na Cidade
• Flores em Você

Titãs
• Polícia
• Família

Legião Urbana
• Tempo Perdido
• Eduardo e Mônica
• Quase Sem Querer

E todas elas foram lançadas no mesmo ano: 1986.

E o que isso tem a ver com nossos textos?

Que tal olharmos cada uma destas bandas como empresas e cada uma destas músicas como produtos oriundos desta empresa?

Quando a “concorrência” é boa, as empresas buscam a superação, sabem que possuem um concorrente muito preparado e para que elas tenham um espaço decente no mercado, acontece uma sinergia que é benéfica para seu consumidor final, que é quem consome o “produto” no final das contas.

O rock brasileiro viveu o seu momento de ouro neste ano de 1986. Quando a gente pensava que não viria nada mais, chegava outra banda e surpreendia a todos. Por isso todas estas músicas são clássicas e jamais serão esquecidas.

Assim como cada consumidor tem sua preferência, cada fã também deve ter sua preferência sobre uma das bandas ou músicas acima. São as preferências de mercado, de acordo com cada segmento ou público desejado.

O importante, em termos administrativos, é esta consciência que o mercado não vai ficar parado, esperando que tenhamos o melhor produto. Enquanto estamos parados, outros estão trabalhando, lançando seus produtos... e ganhando mercado!

Até a próxima!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Que Produto é Você?

Vamos fazer um pequeno exercício de imaginação?

Pense que você está num supermercado.

Não há nenhum consumidor, apenas você e todas aquelas gôndolas de produtos?

Você tem o poder de se transformar em um daqueles produtos, qualquer um deles.

Que produto você escolheria ser?

Já respondeu? Vamos lá!

Agora que você é um “produto”, me responda:

• Por que você escolheu este produto?

• Quais os atributos físicos que ele tem?

• Quais os benefícios para alguém comprá-lo?

• Qual o valor deste produto?

Pode parecer um exercício de loucura, mas este simples refletir lhe dá uma clara impressão sobre alguns pontos importantes de sua personalidade, alguns valores que você considera importante, as competências necessárias para sua formação e tantos outros motivos escondidos que – talvez – você queira negar e dizer que é apenas uma brincadeira.

Na verdade, quando se fala em imagem pessoal, o exercício deve ser feito desta mesma forma.

Se você está buscando uma vaga no mercado de trabalho, quais são os atributos que justificam a escolha de uma empresa por você e não por outro candidato?

Se você está buscando uma namorada, que valores lhe fazem tão melhor do que outros caras que existem por aí?

Se você decide pela compra de um produto qualquer por infinitas razões, o inverso se aplica à você quando alguém ou alguma empresa precisa contratar seus serviços.

A gente tem que ser valioso, raro, distinguir-se a ponto de ser necessário.

Qual a marca do copo de vidro que existe em sua casa? São tantas marcas semelhantes que quase nunca sabemos qual estamos usando.

Mas se for a bebida que vai dentro do copo, certamente você terá alguma preferência.

Até a próxima!

domingo, 12 de junho de 2011

Crianças no Trabalho

Existe uma diferença enorme entre Trabalho Infantil e Crianças no Trabalho.

O primeiro deve ser combatido com todas as forças, todas as leis e todas as punições que forem possíveis.

O primeiro passo parte da gente mesmo, recusando-se a comprar qualquer produto ou serviço de uma empresa que não tem consideração com as crianças e subtraem o direito destas à diversão e à educação, tratando-as como números e obrigando-as a trabalhar.

Mas a razão desta coluna é a outra parte: as Crianças no Trabalho...

Você já reparou como existem funcionários que se comportam como criança dentro do ambiente empresarial e a empresa fica parecendo uma creche?

Já identificou algum tipo deles na sua empresa?

Vou citar apenas alguns dos tipos mais clássicos que encontramos pelo caminho:

Birrentos: Costumam fazer pirraça de tudo o que se discute na empresa. Usualmente costumam ficar “bicudos” e emburrados ao longo do dia;

Chorão: Aquele que chora como recurso de escape. Acredita que as pessoas ficarão com dó de seu comportamento e deixarão passar o problema;

Briguento: Quer resolver na base da força, pensa que tem poder e capacidade para a intimidação. Este tipo um dia encontrará um valentão mais forte que ele;

Desorganizado: Pensa que o mundo existe para servi-lo e deixa um rastro de desordem por onde passa.

Assim como na psicologia, algumas dicas são interessantes para lidarmos com eles:

Mantenha a calma – Não entre no joguinho deles... mais cedo ou mais tarde vão perceber o ridículo que estão fazendo;

Ignore-os – O desprezo costuma fazer as pessoas pensarem sobre as coisas que estão acontecendo. Costuma ser um bom educador;

Não use a força física – Não pague com a mesma moeda, você vai se prejudicar e não vai resolver nada;

Não ameace com punições que não poderá cumprir – A pior coisa que pode acontecer, pois sua autoridade será questionada. Se tiver que punir, puna!

Mais cedo ou mais tarde, a chatice passa.

E você terá evitado muitos desgastes!



terça-feira, 7 de junho de 2011

Aprendendo com as Formigas

É uma pena que o ser humano esteja ocupado demais para prestar atenção a um formigueiro e entender o que muitas empresas gastam milhares de reais para fazerem seus funcionários perceberem.

De quem é a responsabilidade pelo formigueiro?

Quais os indicadores de produtividade que são estampados nos murais do formigueiro?

Como funciona a “administração de pessoal” lá dentro?

Como as formigas não têm tempo para se reunirem e discutirem as perguntas acima, elas simplesmente entendem que aquele ambiente coletivo só funcionaria se cada uma delas executasse aquilo que era necessário.

Você já viu formiga fazendo greve?

Já viu formiga pedindo para sair mais cedo?

Ou já viu formiga cochichando nos cantos, reclamando de sua remuneração?

Pois é... tem muita formiga que deveria dar uma palestra nas empresas...

O sistema que elas se organizam permite que cada membro da equipe execute sua atividade de forma sincronizada, disciplinada e que atenda aos requisitos do cliente final (rainha).

Não se discute o que é certo ou o que é errado. Simplesmente existe dentro de cada uma a força necessária para que sua atividade seja desempenhada com inteligência e que vise o benefício de todos.

Quem é que se beneficia do trabalho da formiga? A própria formiga!

Ou seja, ela sabe que construir um ambiente saudável e organizado é fundamental para sua própria sobrevivência... e nenhuma delas até hoje veio discutir que a formiga A teve mais privilégios que a formiga B.

O bom e o ruim que acontece afeta a todas.

Que tal dar uma olhada no seu formigueiro hoje?

Será que estamos aprendendo alguma coisa?

Até a próxima!

 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Maldição das Sacolinhas Plásticas

Aquilo que a sociedade convencionou chamar de praticidade, a natureza tem chamado de incômodo.

Durante as últimas décadas, percebemos o quanto ficamos dependentes das famigeradas sacolinhas plásticas para tudo que fôssemos comprar... desde um simples jornal até a compra semanal do supermercado.

Entretanto, como tudo aquilo que se faz em excesso traz uma conseqüência, a humanidade viu-se contribuindo para o aumento do lixo doméstico e, pior, a degradação do solo, dos rios e dos ecossistemas com uma simples sacola feita a base de polietileno, pois as mesmas demoram uma eternidade para se decompor.

Lembro-me quando era criança e os supermercados ofereciam sacos de papel para acondicionarmos nossas compras e, com um pouco mais de cuidado, todo mundo conseguia fazer suas compras e a vida seguia seu curso normal...

Agora, várias instâncias têm discutido sobre a proibição do seu uso, algumas empresas já adotaram a não utilização das mesmas e tudo parecia caminhar para uma opção ecologicamente mais correta.

Parecia...

O que tem me causado estranheza é que alguns estabelecimentos, ao mesmo tempo que proíbem a utilização das sacolinhas e se mostram ecologicamente conscientes, oferecem aos seus consumidor a mesma sacolinha, cobrando R$ 0,19 a unidade.

O milheiro desta sacolinha custa, em média, R$ 130,00... ou seja, descobriram uma nova forma de ganhar dinheiro, fazer o consumidor se sentir culpado por seu lapso em não trazer uma sacola de pano ou qualquer outro contendor para colocar suas mercadorias.

Como diz a língua popular “não dão um ponto sem nó”.

É preciso parar com a hipocrisia, cortar radicalmente o uso das sacolinhas plásticas e, se realmente quiserem, oferecer os antigos sacos de papel como modelo alternativo para acondicionar suas compras.

A empresa que for esperta, vai descobrir aí uma oportunidade de marketing interessante, se diferenciar da concorrência e oferecer uma alternativa interessante à sociedade.

Em Maceió, fui a um supermercado que oferecia um desconto de R$ 0,10 para cada 15 itens que eram comprados e o consumidor não fizesse uso de sacolinhas plásticas, isso foi inteligente! Ao invés de “punir” o consumidor, estimulava um conceito de vantagem e, ao mesmo tempo, ajudava na conscientização.

Simples e prático.

 

terça-feira, 24 de maio de 2011

ISO-9000 e Qualidade

Alguns dias atrás, comprei um produto no supermercado e em seu rótulo a empresa ostentava o selo ISO 9000 e orgulhava-se de estampar “Produto com a Qualidade ISO-9000”.

Primeiro pensei em ligar para a empresa e corrigir este “pequeno” erro... depois desisti e resolvi escrever por aqui mesmo e tentar fundamentar um conceito que muitas empresas tentam vender.

ISO é sinônimo de padronização. Ou seja, a garantia de que o processo de execução de um determinado produto ou serviço é realizado de maneira uniforme, controlada, sem variações que podem surpreender o cliente.

A ISO, cuja sigla significa International Organization for Standardization, é uma entidade não governamental criada em 1947 com sede em Genebra – Suíça, que tem como objetivo principal a normalização, oferecendo a o intercâmbio internacional de bens e de serviços de maneira uniforme, cooperando para que exista um padrão que possamos confiar.

A sigla é uma referência à palavra grega ISO, que significa igualdade.

Muitas empresas desistem de implementar a ISO porque a consideram muito burocrática. Mas a grandeza e a beleza desta série é exatamente a sua documentação.

Através de relatórios e documentos, uma empresa oferece ao mercado a garantia de que seu processo, em seus mais variados níveis, possui um controle sistemático das informações e que todos os envolvidos no processo possuem conhecimento homogêneo, o que garante que o produto que você compra na região Sul do país possua as mesmas características e os mesmos processos produtivos do produto que você encontra na região Norte, desde que feitos pela mesma empresa. É a tal da Qualidade Assegurada.

É um desafio interessante. Estamos falando de benefícios.

Para a empresa, ao dizer que seu processo possui um controle que ofereça um padrão confiável de aceitação no mercado. O que potencializa suas possibilidades de novos negócios.

Para o cliente, ao perceber que aquele produto possui controle, independente de ser o primeiro ou o último no ranking de vendas e market share. É a certeza de comprar um produto de uma empresa séria.

Atrelar esta palavra ao conceito de qualidade é muito perigoso. O que é qualidade para mim pode não ser para outro.

Padronização é conformidade. Qualidade é subjetividade.

Até a próxima!

domingo, 15 de maio de 2011

E Agora???

Você saiu da empresa e está a procura de um novo emprego... Você saiu da faculdade e está pronto para entrar no mercado de trabalho... Você está cansado de sua rotina e resolve dar uma guinada em sua carreira...

O primeiro passo é a elaboração de seu Curriculum Vitae, para enviá-lo às novas empresas e torcer para que uma delas se simpatize com suas descrições e o chame para um processo seletivo.

Embora não exista um modelo exato ou recomendado, algumas sugestões nunca são demais e valem a pena recordamos alguns pontos simples, mas que fazem toda a diferença na hora de uma contratação:

* Erros de Português – Para mim, um dos piores erros possíveis... cuidado com a grafia. Não estrague um currículo com um erro destes. Se o currículo estiver em outro idioma, mais cuidado ainda!

* Cores e Letras – Não precisa mostrar no currículo que você é um expert em digitação e diagramação, colocando várias letras e várias cores. Lembre-se de uma regra de etiqueta: Menos é mais!

* Informações Pessoais – Vale lembrar que as únicas informações que valem a pena no currículo são aquelas necessárias para a empresa lhe encontrar (nome, endereço completo, telefone e e-mail já são mais do que suficientes).

* Objetivo – Quanto mais específico você for, mais apropriado é. Dizer que quer trabalhar na “área administrativa” é completamente diferente de dizer que quer trabalhar em “compras”. A primeira é genérica (e o recrutador pode não entender sua vontade), a segunda é específica e não tem erro de interpretação.

* Experiência Profissional – Seja realista e objetivo, não enfeite o pavão. Basta dizer onde você trabalhou, período, função e as principais atribuições. Não queira enfeitar demais as suas atribuições... é muito chato!

* Cursos e Idiomas – Seja honesto e não queira transformar o seu cursinho básico de inglês num nível intermediário. Você pode ser testado por isso e fazer feio durante o processo seletivo. Também não adianta dizer mais do que a verdade sobre os cursos, lembre-se que tudo o que disser pode ser apurado e testado.

Parecem coisas simples, mas por incrível que pareça são estes pequenos detalhes os primeiros que desqualificam um profissional.

E eu não gostaria que isso acontecesse justamente com você!

Até a próxima!

   

sábado, 7 de maio de 2011

Algumas Mentiras

Quando a gente conversa com alguns empresários, especialmente os pequenos, aprendemos muito sobre suas práticas, métodos de trabalho e critérios de avaliação. São experiências únicas, baseadas muito mais na prática do que na teoria.

Entretanto, muitas vezes ouvimos alguns conceitos que não correspondem à verdade, que partem de um pressuposto que precisa ser desmontado para o próprio bem (e sobrevivência das empresas).

Hoje resolvi colocar alguns deles aqui:

* Fazer publicidade é muito caro – Mentira! Lógico que se ficarmos prestando atenção nas verbas das grandes marcas e nas cifras das agências, vamos achar que este é um terreno que não vale a pena ser explorado. Mas é preciso que o empresário descubra que fazer publicidade é muito mais simples e barato do que se possa imaginar. Você não precisa de muitos investimentos, basta conhecer sua cidade, seus domínios e seu público que com pouquíssimo investimento conseguirá entrar neste campo.

* Recrutamento e Seleção é complicado – Mentira novamente! O processo é simples, desde que você entenda perfeitamente o negócio de sua empresa, vai conseguir encontrar o funcionário ideal para ela. Existem muitos sites que oferecem este serviço de maneira gratuita, além de entidades e serviços públicos que possuem uma rede invejável de currículos esperando pelas empresas.

* Ferramentas administrativas são para empresas grandes – Outro momento Pinóquio das empresas. Existem ferramentas simples e completamente aplicáveis a qualquer tipo e tamanho de empresa. Aplicar um 5S em sua empresa, fazer uma Pesquisa de Clima Organizacional ou mesmo criar um grupo de melhoria contínua é mais simples do que tudo o que foi feito até hoje dentro de seus domínios. Experimente!

* Aqui na cidade, ninguém oferece um serviço como o meu – O mais perigoso de todos os pensamentos. Nenhuma empresa é boa o suficiente por toda a eternidade, sempre haverá novos concorrentes e novos desafios. Se você é líder em seu segmento, dentro de sua cidade, esforce-se o dobro a cada dia para manter esta liderança e descobrir novos meios para consolidá-la. É sua única garantia de sobrevivência.

Ou seja, não adianta utilizar de frases prontas. O que conta mesmo é o esforço, continuo e ininterrupto, como as únicas formas reais de se manter (e melhorar) nos negócios.

Espero que nenhuma destas mentiras faça parte de seus pensamentos.

E se um dia fizerem, acabe rapidamente com elas.

Até a próxima semana!

  

domingo, 1 de maio de 2011

11/9 ou 9/11?

Você saberia responder o que aconteceu no dia 11/9 de algum ano não tão distante?

E o que aconteceu num longínquo 9/11?

Provavelmente a primeira pergunta tenha sido mais fácil de responder: o atentado terrorista ao World Trade Center, que comoveu toda a humanidade e teve ampla cobertura televisiva.

Mas quantas pessoas se lembrarão, de fato, da queda do muro de Berlim, que aconteceu no dia 9/11, lá no final dos anos 80?

Infelizmente, a gente tem uma tendência de recordar apenas dos acontecimentos trágicos, pois entram fatores psicológicos nesta lembrança e acabamos por priorizar mais as coisas negativas em detrimento das positivas.

Ambos os acontecimentos foram emblemáticos.

Na queda do muro, a gente se percebeu próximos... uma nova forma de encarar o mundo e com novas possibilidades para países que até então eram reclusos e que informações chegavam controladas, sem fontes confiáveis e de maneira trincada.

No atentado terrorista, a gente se percebeu distante... de repente uma religião foi confundida com terrorismo, uma raça foi considerada potencialmente perigosa e acabamos abrindo mão da liberdade individual em troca da segurança coletiva.

Foram momentos dicotomicamente distintos! Enquanto no primeiro caso a gente viu regimes ditatoriais se diluírem com o tempo, no segundo caso a gente passou a conviver com o medo e com a insegurança.

Não proponho relaxar e esquecer os fatos, mas retomar o crescimento, a aproximação dos povos e a tolerância.

Seria muito bom se aquele espírito de 1989 voltasse a reinar e conseguíssemos extrair daquele momento tão importante os valores que fizeram alguns regimes políticos gradualmente desaparecer.

Eu tenho esperança sim que as coisas voltem a certa normalidade, que o único medo que teremos ao andar de avião seja com a estabilidade da máquina durante o vôo e não mais me preocupar se alguma pessoa vestida de maneira diferente de mim ou que tenha uma religião diferente seja considerado perigoso.

Pode ser um devaneio, mas são de sonhos que a humanidade evolui. E espero que estes sonhos contagiem o maior número de pessoas possível.