sábado, 19 de maio de 2012

Séries Para Treinamentos

Algum tempo atrás postei referências de filmes que poderiam ser usadas em treinamentos empresariais.

Uma segunda fonte de pesquisa que considero extremamente útil são as séries que constantemente são vistas nos canais por assinatura e, algumas vezes, nos canais abertos também.

Algumas destas séries já foram canceladas das grades originais, mas ainda é possível encontrá-las a venda e, muitas vezes, por preços bem interessantes.

Vamos ver algumas delas:

The Office: Existe a versão inglesa e a versão americana. Eu prefiro a primeira. É uma excelente oportunidade para discutir o comportamento organizacional, liderança, teamwork e tantos outros assuntos que fazem parte do cotidiano organizacional.

House: Para mim uma das melhores séries produzidas. Excelente para discutir técnicas de negociação, ética, valores profissionais, hierarquia e tomada de decisão.

Desperate Housewives: Maternidade, relações matrimoniais e extraconjugais, vida em sociedade, família e traição são alguns dos temas abordados nesta série.

Friends: Talvez a série de maior sucesso da TV americana. As possibilidades de utilização são infinitas, passando por temas como amizade, relacionamentos, cumplicidade, mercado de trabalho e problemas familiares.

Monk: Muito interessante para se abordar o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), uma vez que seu protagonista mostra todas as características, além de abordar temas como fobias e medos.

CSI e Criminal Minds: Para quem gosta do gênero policial investigativo, são duas das séries mais interessantes. Para se estudar comportamentos compulsivos, psicóticos e discutir questões da personalidade, são ótimos exercícios.

Lie to Me: Assim como existe o livro “O Corpo Fala”, esta série trata do processo de detectar fraudes a partir da observação da linguagem corporal e das micro expressões faciais. Muito útil para vendas, negociações e o universo empresarial como um todo.

Agora é arrumar tempo, providenciar a pipoca e começar a estudar estas e tantas outras séries que muito contribuem para a educação corporativa.

Até a próxima!


sábado, 12 de maio de 2012

A Grande Administradora

Hoje vou pedir licença para não falar de assuntos diretamente ligados a uma organização, os desafios do mercado de trabalho, as sutilezas do marketing ou qualquer um dos outros temas que abordamos costumeiramente aqui.

Resolvi falar sobre a executiva mais competente e mais importante que existe, aquela que nenhuma organização será capaz de formar: no meu caso é chamada de Izabel, mas todos nós utiliza um gênero que a identifica. Estou falando das MÃES.

Poderíamos falar sobre gestão, uma vez que se considerarmos a gravidez e seus nove meses de doação, cuidados, gerenciamento dos insumos, processamento das emoções e acompanhamento periódico do desenvolvimento, não existirá exemplo mais bonito de gestão do que este.

Poderíamos falar sobre treinamento e desenvolvimento, uma vez que foi através dela que aprendemos as primeiras palavras, os primeiros passos e constantemente estava por perto para incentivar-nos a continuar melhorando.

Poderíamos também falar de marketing, uma vez que ela sempre achou que seus filhos eram as pessoas mais lindas do universo, que se orgulhava de comentar sobre eles com outras mães, ressaltando pontos positivos que às vezes nem tínhamos.

Se fosse necessário comentar sobre ética, a figura materna também seria referência, uma vez que ela nos ensinou o que era certo ou errado, sobre o respeito aos mais velhos, sobre valores e condutas que seguimos até hoje.

E, por fim, se o assunto fosse administração, veríamos cada uma das grandes áreas representadas em seus gestos e suas ações; passaríamos pelo controle das despesas do lar, do gerenciamento dos ativos, da delegação de atividades, do controle, da inspeção e da manutenção da ordem e do bom andamento da casa.

Mas principalmente, todos nós tivemos a chance de aprender sobre gestão de pessoas, afinal de contas, ela sempre deu uma atenção individualizada a cada um dos membros da casa, o que sempre nos fez sentir único e especial.

Não importa a distância que lhe separa de sua mãe, seja uma rua, uma cidade ou uma eternidade. O importante é que você, como filho, possa reverenciá-la, homenageá-la e – principalmente – agradecer a Deus pelo privilégio de conhecer a administradora mais importante que pode existir na vida de alguém.

Felizes daqueles que conseguem reconhecer estes valores.

Feliz Dia das Mães!

domingo, 6 de maio de 2012

Empurrando e Puxando

Responda rápido: você prefere que te empurrem ou que te puxem?

Pois bem... quando esta pergunta é feita dentro de um ambiente produtivo, não se torna mais uma questão de preferência, mas sim de orientação que a empresa vai escolher considerando seu produto e sua filosofia de trabalho.

Produção Empurrada
Termo que veio do padrão inglês de produção (push system). Dependendo como o mercado se comporta, a produção segue esta tendência, ou seja, a empresa primeiro fabrica o produto e depois ocorre a demanda do mercado.

Por exemplo: Na Páscoa, as empresas se antecipam à demanda do mercado e começam a produção de seus ovos antes que o mercado peça por eles. Já imaginou o caos que seria se, para comprar um Ovo de Páscoa, fosse necessário primeiramente fazer o pedido para só depois produzi-lo?

O importante aqui é que a empresa conheça seus prazos (lead times), de tal forma que consiga antecipar-se ao mercado de maneira inteligente. De igual forma, se torna fundamental que ela tenha dados sólidos sobre comportamentos e tendências de mercado, assim, evita produzir produtos que ficaram “encalhados”.

Produção Puxada
Termo também originário do inglês (pull system), tem como fundamento a idéia de que a demanda (pedido) vai puxar as necessidades de produção a cada etapa. Logo, se torna fundamental o controle do fluxo de materiais, para que as necessidades de cada etapa estejam disponíveis no momento exato.

Por exemplo: Imagine que uma determinada montadora produz um modelo de carro com motorização que varia de 1.0 até o motor 1.8, que possui o ar-condicionado e vidros elétricos como opcionais de venda.

Com base nos pedidos que cada concessionária vai fazer, a montadora consolida suas etapas produzidas a cada instante. Se ela for produzir 100 veículos, significa que vai precisar de pneus para todos eles, mas só vai precisar de ar condicionado ou vidro elétrico de acordo com os pedidos que assim o solicitarem. De igual forma, os motores vão obedecer aos pedidos realizados.

Cada opção tem seu valor e sua aplicação. O segredo é compreender que ambos são valiosos e que possuem benefícios e malefícios. Compete a um bom administrador o conhecimento deles e a reflexão crítica.

Até a próxima!



domingo, 29 de abril de 2012

A Forma de Gelo Vazia

Para mim, um dos maiores exemplos de desperdício que pode existir é abrir um congelador ou freezer e encontrar uma forma de gelo vazia, sem todos os espaços preenchidos e, logo, sem gelo.

Estamos congelando o ar e não a água... a forminha de gelo não cumpre o seu papel e a gente fica sem o gelo que ela poderia nos oferecer.

Quantas vezes não percebemos este mesmo vazio em nossas vidas, nas suas mais diversas possibilidades?

• Profissionalmente, deixamos nossa forminha de gelo vazia todas as vezes que não aproveitamos uma oferta da empresa, não fazemos um sólido networking com nossos companheiros de trabalho e não aproveitamos os contatos externos intensamente em feiras e eventos.

• Familiarmente, deixamos nossa forminha de gelo vazia cada vez que as horas extras consomem o tempo que deveria ser dedicado aos filhos, cônjuge, pais ou irmãos. As forminhas ficam vazias também quando qualquer outro subterfúgio, como um programa televisivo, é capaz de roubar a atenção que deveríamos oferecer às nossas famílias.

• Socialmente, deixamos nossa forminha de gelo vazia cada vez que não retornamos um telefonema de um amigo, esquecemos um aniversário, não comparecemos a um evento ou mesmo deixamos que a preguiça seja mais forte do que alguma atividade. Cada vez que um vício é mais forte do que a gente, a nossa forminha permanece vazia..

• Emocionalmente, a forminha de gelo fica vazia cada vez que uma diversão fugaz é mais interessante do que permanecer ao lado de quem se gosta, de trocar um eu te amo por qualquer outra coisa. De permitir que uma discussão dure mais tempo do que um intervalo comercial.

Certamente, a gente já deixou diversas forminhas de gelo vazias ao longo da vida. Infelizmente, estas formas não têm volta e permanecerão vazias.

Mas, existe a possibilidade de mudança. Que a partir de hoje cada nova oportunidade possamos deixar nossas forminhas cheias, plenas e sem espaços para o vazio, para o nada, para aquilo que não nos serve.

Que você tenha muitas pedras de gelo para oferecer à humanidade. Todo mundo precisa delas e a abundância é sinal de realização pessoal.

Até a próxima!




domingo, 22 de abril de 2012

A Sua Vida Vista Pela Janela de Overton

Você já ouviu falar da Janela de Overton?

Ela é uma teoria das mais interessantes, elaborada por Joseph P. Overton, que ocupou o cargo de VP de uma empresa chamada Mackinac Center.

Segundo sua teoria, para que um acontecimento seja referendado, é necessário que – as vezes – exista um deslocamento do seu foco original, contribuindo para que a opinião pública passe a observá-lo de uma nova perspectiva.

Muitos chamam isso de manipulação, Overton classificava isso como operação. Vamos a um exemplo prático:

Imagine que sua empresa pretende trocar o plano médico que faz parte do pacote de benefícios oferecidos aos funcionários.

Num primeiro momento, as opiniões sobre esta troca vão variar de “concordo totalmente com da troca” até o “discordo totalmente da troca”. Imaginemos que a maioria dos funcionários (e até o sindicato) sejam contrários à troca, mas a empresa entende que trocar o plano pode representar uma redução de seus custos, bem como uma possível parceria estratégica de negócios com esta nova empresa, que pode lhe render novos contratos.

Se fosse uma medida ao estilo Maquiavel, ela simplesmente trocaria o plano, geraria uma situação de desconforto com funcionários e sindicato, e não mudaria a sua decisão. Como dizia o escritor: o mal deve ser feito de uma vez, contando que as pessoas esquecerão da maldade com o passar do tempo.

Pelo princípio de Overton, ao invés de entrar em rota de colisão, a parte interessada começa a mudar o foco a discussão.

Ao invés de falar de mudanças diretamente, começa a falar dos problemas da empresa anterior, começa a relatar casos de sucesso de médicos conveniados à segunda empresa, começa mostrar comparativos entre planos de saúde, valoriza convênios existentes na cidade por parte da nova empresa.

Ao mesmo tempo, começa a falar de custo x benefício na área da saúde, do caos do sistema público de saúde e outros assuntos.

Em pouco tempo, a opinião pública está sensibilizada e menos irascível com uma mudança deste porte. Assim como o exemplo da saúde aqui foi empregado, quantas vezes não vemos ações semelhantes vindas dos mais diversos lugares?

Ou você acredita que apenas abolir as sacolinhas plásticas salvará o meio-ambiente? Ou que o desarmamento da população diminuiu a violência? Ou que a economia de água não é um ótimo pretexto para o aumento das tarifas?

Exemplos não faltam...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Funcionário Mico-Leão-Dourado

Todo mundo já deve ter visto um mico-leão-dourado, aquele simpático mico que está ameaçado de extinção e que a sociedade tem concentrado esforços para salvá-lo do extermínio e garantir um tempo de sobrevida à espécie.

Embora eu brinque com esta situação em minhas aulas, faço isso para alertar sobre o comportamento e não sobre o pobre primata.

Quantas vezes não encontramos um funcionário mico-leão-dourado dentro das organizações?

Você conhece algum funcionário que é simpático, inofensivo, que as pessoas gostam mas que não são as melhores referências dentro da empresa, não contribuindo com os melhores resultados organizacionais?

Pois então... estes é o mico-leão-dourado em sua organização!

Quando existe a necessidade de um corte de pessoal, alguns critérios devem ser estabelecidos durante a avaliação de cada funcionário e sua permanência (ou não) dentro da empresa.

Nestas horas, sempre aparecem alguns comentários do tipo:

“O funcionário A é pai de família, tem filhos pequenos...”
“O funcionário B é sozinho, coitado...”

E o pior de todos os comentários:

“O funcionário C trabalha bem, mas ainda é novo e pode encontrar outro emprego”

Infelizmente, podem parecer crueldades estes comentários, mas o critério de seleção, promoção e demissão passa pelas mesmas balanças... é uma questão de mérito, resultados e competência.

Quando o julgamento passa por questões subjetivas, a empresa corre o risco de dispensar seus talentos e conservar, por benevolência, algum mico-leão-dourado, que é bonitinho, mas que não contribui muito para a ecologia organizacional.

No caso do simpático animalzinho, com uma campanha e recursos ainda podemos evitar sua extinção, mas no caso da empresa, só existe a contabilidade dos prejuízos alcançados.

Até a próxima!


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Os Sete Pecados Capitais dos Funcionários

A tradição conta que os pecados capitais tratam daquilo que é chamado de “vício”, de hábitos da condição humana e que trata de instintos, além de toda a carga de culpa que o cristianismo adicionou a eles.

Nas empresas é possível de perceber a prática destes mesmos pecados através de seus colaboradores; quem não conhece um profissional que manifestou estes pecados ou mesmo fez um exame de autoconsciência e percebeu-se repetindo os mesmos pecados?

Gula – Aquela situação exacerbada, que altera o padrão de consumo habitual. Já percebeu alguém numa festa de confraternização ou num coffee break com este sintoma?

Avareza – O apego as coisas materiais: minha mesa, minha cadeira, minha caneta, meu trabalho, minha vaga no estacionamento.

Luxúria – Ostentação, a busca do prazer em cada ação. Alguns funcionários adoram contar vantagens de seus carros, suas viagens e suas atividades na empresa.

Ira – O sentimento de revolta, a incompreensão. Já viu um funcionário ser preterido numa promoção? Sempre tem uma desculpa e um ódio camuflado em seus comentários.

Inveja – Aquele que não trabalha em equipe. Que não consegue alegrar-se com o sucesso do outro e que não se conforma porque as coisas não vão tão bem com ele.

Preguiça – Aquele que deixa o serviço para amanhã, que não atende o telefone próximo da hora do almoço, que evita se comprometer em atividades voluntárias.

Orgulho – O tipinho nojento que só deseja “bom dia” para pessoas estrategicamente acima dele; que não reconhece que é apenas parte de um todo e se acha o maioral.

Opções e exemplos não faltam. Infelizmente, o ambiente corporativo é cheio destas mazelas humanas e sempre reproduzem àquilo que é percebido no meio social.

Assim como aprendemos a comparar as empresas e seus funcionários com coisas boas, também podemos perceber estes mesmos atores cometendo estes pequenos erros que em nada auxiliam no processo de crescimento.

Aproveite o momento, faça um exame detalhado de sua organização e descubra se aquele ambiente está muito “carregado”, cheio de pecadores... e providencie a redenção, que em muito auxiliará o clima e o desempenho organizacional.

Até a próxima!

 

domingo, 1 de abril de 2012

A Evolução do Currículo

Algumas pessoas já reclamaram publicamente comigo, outras ainda não tem uma opinião formada e muitas entendem o processo como legítimo.

Recentemente, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) reconheceu o direito de uma empresa de Aracaju que havia consultado o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) durante o processo de recrutamento e seleção, com o intuito de selecionar apenas os candidatos que não apresentassem problema junto ao SPC.

Em outras palavras, consultas a órgãos como SPC ou Serasa são válidos e a empresa não está cometendo nenhum crime de discriminação.

Qual a sua opinião a respeito?

Você é a favor? Então como uma pessoa consegue resgatar o seu crédito se não tem emprego para saldar suas dívidas?

Você é contra? Então seja sincero e me responda se entre dois candidatos com currículos e experiências semelhantes: um com a situação normal e outro com restrições de crédito, qual seria contratado para trabalhar na sua empresa?

A questão é extremamente complexa e merece uma ampla discussão pela sociedade. Há que se ter muito cuidado, para não classificar uma pessoa com restrições ao crédito como alguém não qualificado.

Se isso acontecer, estaremos criando mais um grupo de trabalhadores que não consegue uma recolocação decente, exatamente como acontece com os presidiários. Infelizmente, a sociedade não dá a ampla oportunidade de re-socialização para estes; não sejamos hipócritas.

Na mesma linha de consulta, muitas empresas selecionam os seus candidatos considerando, também, seus perfis nas redes sociais. Novamente, pode-se iniciar uma discussão entre ser correto ou não esta prática.

Mas você acredita mesmo que um empregador se sentiria confiante ou feliz ao consultar o perfil de um candidato e encontrar algumas frases como: “odeio segunda-feira” ou “fim de semana chegou, vamos beber!” ou mesmo “este emprego acaba comigo, preciso de férias urgentes”?

São reflexos da época que estamos vivenciando.

Com relação às finanças, prudência e controle nunca fizeram mal a ninguém; e agora podem ser um diferencial.

Com relação às redes sociais, a partir do momento em que escrevemos algo, tornamos aquilo público. Queremos privacidade? Sejamos privativos.

Até a próxima!

domingo, 25 de março de 2012

Ser Moderno é Questão de Sobrevivência

Uma das minhas frases favoritas vem do naturalista inglês Charles Darwin, autor da teoria da evolução das espécies, através da seleção natural.

Seus estudos representam um divisor de águas nos estudos que, embora possam ser catalogados como Biologia, vou ter o atrevimento de levá-lo até a Administração.

O que disse Darwin:

"Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente; mas sim aquele que melhor se adapta à mudança".

Se observarmos algumas empresas, vamos identificar este mesmo modelo naturalmente seletivo e descobrir porque algumas empresas existem há mais de 100 anos e, outras, não conseguem completar uma década de existência.

Adaptação. Esta é a palavra chave dos estudos de Darwin e das organizações.

Você já reparou como uma enxurrada de empresas tem usado termos e discursos coerentes com o meio ambiente, com a responsabilidade social, com o planeta, com a economia de recursos naturais e a reutilização/reciclagem de algumas outras coisas?

Não se espante! Não são empresas que, subitamente, ficaram boazinhas e agora estão preocupadas com o próximo, com a comunidade ou o país. São empresas que estão antenadas às tendências de mercado e se não se adaptarem a elas, provavelmente serão esquecidas por seus clientes.

Já encontrei mais de um diretor de empresa que me afirmou que os processos de certificação não servem para nada em termos práticos, mas que sem eles a aceitação da empresa pelo mercado, a lucratividade e o desempenho dos negócios seriam infinitamente menores.

Então, estamos falando de estratégia, correto? A percepção de oportunidades e problemas (exatamente como na clássica Análise SWOT), potencializadas ou minimizadas de forma a não impactar o desempenho operacional.

Alguém pode até dizer que isto não é ético, mas é parte do jogo e dos negócios.

Existem empresas, sim, que possuem em seu DNA estas preocupações, mas muitas empresas (e eu diria a maioria delas) tratam a questão apenas como uma adequação de negócios.

De toda forma é bom para a sociedade como um todo. Só precisamos da torcida para que tudo isto não seja uma moda passageira, mas um comprometimento real.

Até a próxima.

domingo, 18 de março de 2012

Empresa: Formadora de Talentos

Você já deve ter percebido o crescente uso do termo “Universidade Corporativa” nos meios empresariais.

De igual forma, o crescente número de estudantes no ensino superior e, também, as solicitações por cursos superiores nos processos de recrutamento.

Algumas empresas, cientes destas necessidades, optaram por trazer o modelo universitário para dentro de seus domínios, capacitando seus funcionários e, principalmente, direcionando os cursos e as pesquisas às necessidades de suas atividades fins.

Antigamente, as empresas ofereciam apenas o benefício de bolsas integrais ou parciais para que seus funcionários realizassem o ensino superior e, com isso, aumentava o capital intelectual percebido dentro da organização.

A diferença principal era que, ao se oferecer apenas bolsas, o aluno optava por um dos cursos que a empresa permitia-se custear, mas que não estava necessariamente alinhado às necessidades organizacionais.

Com a universidade corporativa não acontece este problema. Os cursos oferecidos dizem respeito às atividades desenvolvidas pela empresa e, logo, todo o direcionamento de estudo e pesquisa vai de encontro a estas necessidades.

A implantação de uma universidade corporativa é complexa, uma vez que implica o conhecimento do universo acadêmico, das exigências curriculares, procedimentos obrigatórios, elementos comprobatórios e toda a sorte de padrões exigidos pela sociedade, pelo MEC ou pelo próprio mercado.

A saída que muitas empresas encontram é a parceria com faculdades e universidades públicas ou privadas para que estas prestem este serviço nos domínios da empresa. E esta parceria é um dos principais caminhos que a pedagogia empresarial pode se utilizar; o processo é interessante para ambas as partes.

Só é importante frisar, antes de concluirmos, que uma universidade corporativa é diferente dos processos tradicionais de treinamento e desenvolvimento. Afinal de contas, não estamos falando de um curso pontual de baixa carga horária, estamos falando de ensino superior regulamentado... e isso faz toda a diferença!

Até a próxima!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Simulando o Futuro com a Campus Party

Vamos falar um pouco sobre o futuro...

Sempre existe a curiosidade de saber como as coisas serão, o que acontecerá em termos de tecnologia e, principalmente, quais características serão importantes nos profissionais do futuro.

Então, aqui vão algumas pistas simples:

• 7 mil profissionais reunidos, trocando informações e experiências
• Internet rodando com conexões de 20 GB
• Aproximadamente 200 mil pessoas visitando o mesmo espaço diariamente
• Geração de mais de 500 horas de conteúdo
• Presença de representantes de todos os estados do país
• As maiores empresas de Recrutamento e Seleção se fazem presentes

Tudo isso para ilustrarmos um pouco o que é a Campus Party, o principal evento de inovação, ciência, cultura e entretenimento digital.

Durante alguns dias, pessoas de todos os lugares do Brasil se reúnem em São Paulo para discutirem as principais tendências do mundo digital, apresentar soluções tecnológicas, divulgar suas iniciativas, navegar em alta velocidade e, principalmente, aprender e trocar experiências.

Não é por acaso que as principais empresas de Recrutamento e Seleção se encontram nestes eventos com muitos de seus melhores headhunters procurando por talentos únicos, com ofertas de salários e benefícios vindos de grandes corporações.

Se expressões como geeks, wiki, overclocking, modding, IPv6, cloud computing, moodle e tantas outras lhe parecem estranhas, então é hora de você se aprofundar neste universo expansível da tecnologia e ajudar a pensar sobre o que acontecerá no futuro.

Antigamente, uma pessoa aficionada por tecnologia era chamada de nerd, era motivo de gozação entre as turmas e sinônimo de pessoa estudiosa e “bitolada”. Pois bem, este nerd cresceu, desenvolveu produtos que a maioria das pessoas utiliza em seu cotidiano e ainda continua pensando sobre o futuro, inovação e tecnologia.

Uma ótima oportunidade para deixar os conceitos pré-concebidos de lado e permitir-se participar desta fascinante (e irreversível) evolução tecnológica.

No próximo ano, a Campus Party será ainda maior, fique atento e participe!

Até a próxima!


 

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Diferença Entre Jogo e Evento

Qual seria sua reação, se a empresa que você trabalha apresentasse estes números como desempenho em pouco mais de três horas de atividade:

• 6,5 milhões de menções no Twitter
• 10 mil posts por segundo nos EUA
• Mais de 110 milhões de espectadores
• Mais de U$ 1,7 bi gerados em negócios
• 1,3 milhões de garrafas de cerveja consumidas
• 3,7 ton de pipocas e 12,7 ton de batatinhas consumidas
• Um show da Madonna para animar seus convidados
• Mais de U$ 400 milhões de receita gerada na cidade

Estes são números primários do último Super Bowl (edição 46), que aconteceu em Fevereiro de 2012, em Indianápolis (USA).

Os números dizem respeito a consumo de produtos, espectadores, receitas geradas, vendas e todos os outros indicadores que qualquer empresa também utiliza. Tudo é medido, tudo é monitorado, de asinhas de frango consumidas até índices de audiência.

Tudo isso, para provar que não estamos falando de um “jogo”, estamos falando de um “evento”. E é esta tônica que deveria nortear os esforços de todos os empresários e administradores quando pensam em suas empresas.

Tudo tem que ser tratado como um “evento”, um acontecimento único e especial. É esta a mágica que os promotores de eventos americanos tanto se especializaram ao desenvolverem campanhas e estratégicas promocionais.

Você pode ir a qualquer evento por lá: um jogo de baseball, basquete, pôquer, hóquei, futebol americano, queda de braço, corrida... não importa... por mais simples ou bizarro que um esporte possa parecer, lá eles são levados a sério, de tal forma que o objetivo principal é capitalizar com todas as ações periféricas que o envolvem.

O Brasil tem um filão interessante em mãos: o futebol é acompanhado pela maioria esmagadora da população e são pouquíssimos os clubes que conseguem potencializar resultados com isso.

Se nem o futebol aqui é bem administrado, imagine como é difícil para capitalizar com outros esportes de menor audiência ou popularidade.

É este esforço monstruoso que existe nos eventos americanos que o empresariado brasileiro deve conhecer em detalhes.

Pode significar a distância entre o sucesso ou o esquecimento.

Até a próxima!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Carnaval e a Administração

Apesar de não gostar deste feriado, todo ano, com a chegada do Carnaval, eu me impressiono com a capacidade de organização e com a aula que uma escola de samba nos oferece. São vários os conteúdos que um desfile pode nos ensinar.

Logística
O transporte dos carros alegóricos, a organização dos instrumentos da bateria, compra dos materiais utilizados na confecção das fantasias e as escalas de trabalho nos barracões são verdadeiras aulas de atividade logística. Tudo o que se aprende num curso pode ser aplicado às escolas de samba.

Administração
Planejamento de recursos financeiros, gestão de equipes, controle dos ativos, produção e estrutura hierárquica de poder são apenas alguns dos exemplos administrativos das escolas; por todo lado que você olhar, vai encontrar uma aula de administração.

Gerenciamento de Tempo
O que acontece com uma escola se ela extrapola o tempo máximo de uma apresentação? E se ela não cumpre o tempo mínimo também perde pontos no quesito evolução. O controle do tempo e das atividades desempenhadas é crucial para o sucesso.

Liderança
Cada ala possui seus responsáveis, cada carro alegórico tem o seu destaque, cada bateria tem o seu mestre... e todos eles seguem o diretor de harmonia, que por sua vez segue o diretor geral, que segue o presidente e assim por diante. Cada um sabe a sua parcela de contribuição e entrega para o resultado final. Todos são dotados de empowerment.

Teamwork
Da comissão de frente até a velha guarda (que geralmente encerra o desfile) existe um sentimento único. Ninguém é menos importante naquele momento, todos são responsáveis pelo resultado final. Não adianta a ala das baianas desempenhar a função maravilhosamente bem se o casal de mestre-sala e porta-bandeira não fizer o deles. Ou todos ganham ou todos perdem.

Pois é...

Até para ser folião, a gente não pode perder de vista as analogias e descobrir que até se divertindo podemos aprender.

Só é preciso estar atento.

Bom carnaval para você que vai se divertir.

Até a próxima!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Calculando o Nível de Empregabilidade

O mercado de trabalho está dando alertas claros do apagão da mão de obra, da ausência de profissionais qualificados no mercado, da dificuldade e da demora em se repor uma vaga que fica disponível na empresa.

Do outro lado, uma grande quantidade de pessoas, à procura de recolocação no mercado reclamando que o nível de exigência das empresas está nas alturas e que a remuneração oferecida não é atraente.

Então, como se equaciona uma situação destas? Como saber se sua empregabilidade é boa ou ruim?

Acredito que o primeiro passo é acabar com a estupidez. Só que para isso é preciso disciplina e força de vontade. As pessoas desacostumaram a pensar!

Quando a gente questiona algum profissional, porque ele não se especializou mais, porque não fez cursos complementares ou porque não estudou nada de novo nos últimos 12 meses, algumas das respostas mais ouvidas são “não tenho tempo” ou “não tenho dinheiro para investir num curso”.

Com relação à questão financeira existem muitos cursos gratuitos e certificados; até já falamos a respeito disso em uma publicação recente.

Já com o tempo não existe outro caminho: devem-se trocar algumas coisas de menor importância por outras de maior importância. A idéia da calculadora veio para auxiliar e medir quanto tempo de sua vida é perdido com coisas inúteis e desnecessárias.

• Some quanto tempo você perde assistindo reality shows na TV brasileira. Lembre-se que existe um reality show para cada grupo de desocupados: brothers, fazendeiros, lutadores, socialites, modelos, etc.;

• Adicione o tempo você perde lendo alguma coisa sobre estes mesmos programas estúpidos;

• Some também quantas horas você perde assistindo, lendo e discutindo sobre novelas ou outros programas alienantes;

• Não se esqueça de adicionar as horas com programas inúteis que apenas se interessam em mostrar tragédias, desgraças e problemas familiares.

Cada minuto perdido com alguma dessas coisas é um minuto a menos que temos para estudar, se especializar, ler um livro, aumentar nosso conhecimento e cultura. A troca é mais do que recompensadora... experimente!

Espero que sua soma tenha dado zero como resultado. Nenhum desses programas vai lhe ajudar a melhorar profissionalmente.

E você vai perceber o quão alienante estas coisas são.

Até a próxima!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Filmes para Treinamentos

Já faz algum tempo que recebo alguns e-mails perguntando sobre recomendações de filmes ideais para treinamentos e aulas. Existe uma quantidade interminável que são muito bons de serem utilizados.

Mas é preciso estar muito sintonizado com o assunto e com o timming do filme... não é passar um filme todo necessariamente que vai enriquecer uma aula ou um curso, mas o exemplo pontual de uma cena que faz tudo valer a pena.

Alguns que considero interessantes:

Administração - Vida de Inseto
Causa e Efeito - Efeito Borboleta
Comunicação - Central do Brasil
Consumismo - Criança, a Alma do Negócio
Educação - Sociedade dos Poetas Mortos
Empreendedorismo - Piratas do Vale do Silício
Ética – O Advogado do Diabo
Gestão de Pessoas – O Diabo Veste Prada
Liderança - Coração Valente
Liderança – O Gladiador
Manipulação – 1984
Recrutamento e Seleção - A Procura da Felicidade
Sistema de Trabalho - Tempos Modernos
Sociedade – Ilha das Flores
Stress – Um Dia de Fúria
Superação - Desafiando Gigantes
Técnicas de Negociação - Proposta Indecente
Tomada de Decisão - Doze homens e uma sentença
Trabalho em Equipe - Apollo 13

Estes são apenas alguns dos filmes que bem utilizados acabam potencializando uma aula ou um treinamento.

Mas é importante frisar que não é apenas o filme. Para sua melhor utilização é necessário um ritual de preparação, discutir previamente conceitos com os alunos, deixá-los sintonizados com os principais pontos que serão observados e, só então, o filme em questão deve ser projetado.

Evite utilizar o filme como um escapismo ou uma tentativa de valorização do tempo. O auxílio de recursos audiovisuais, quando bem utilizados, possui um efeito interessantíssimo nas aulas.

Agora é só providenciar a pipoca! Futuramente falaremos de algumas músicas e séries de TV que também podem auxiliar.

Até mais!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O que é Sucesso?

Eu não sei por que se insiste tanto em vender a idéia de que sucesso só é conseguido através de posses materiais. "Ter sucesso é ter bens"... não concordo.

Segundo o Dicionário Aurélio, a palavra vem do latino successu, e significa, dentre outras definições, "aquilo que sucede”.

Assim, sucesso é conseqüência; o resultado de algo que foi feito.

Logo, mais importante do que pensar em como obter sucesso, a gente deve se esforçar para identificar quais as etapas necessárias que devemos realizar para que alguma coisa tenha um desfecho satisfatório e possamos dizer que obtivemos “sucesso” naquilo que desejávamos.

Então, eu não posso considerar que um carro é sinônimo de sucesso. O carro é apenas a materialização de um esforço; o resultado alcançado.

Não confunda sucesso com status. A primeira é uma conseqüência de algo, a segunda é uma imagem desta conseqüência.

Algum tempo atrás, a Revista Época fez uma pesquisa e perguntou a algumas pessoas o que significava “sucesso” para elas. As respostas foram variadas, mas as mais bem colocadas na pesquisa foram:

1. Ser feliz no amor;
2. Ter autonomia e poder de decisão, mesmo sendo funcionário;
3. Ser uma pessoa espiritualizada;
4. Ficar quanto tempo quiser com os filhos;
5. Aposentar-se com dinheiro aos 50 anos

São definições interessantes, que identificam aspectos importantes da sociedade, mas que me parecem inconclusivas.

É bonito ler esta classificação e – salvo raras exceções – concordar integralmente com elas. Tenho certeza que você gostaria de ter estas cinco coisas em sua vida.

A minha dúvida é outra: o que você está fazendo para isso se tornar realidade?

Já percebeu onde quero chegar, não?

Naquela palavrinha que, de maneira recorrente, friso a importância dela em qualquer aspecto da vida: pessoal, profissional, social, familiar, etc.

A palavrinha mágica é: PLANEJAMENTO.

Você já planejou o que tem que fazer para ser uma pessoa de sucesso?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Porque o Brasil Não Vai Ganhar a Copa

Infelizmente, quanto mais leio sobre os preparativos da Copa do Mundo aqui no Brasil, mais eu me convenço que o futebol é a última coisa na lista de prioridades para este evento.

Algumas coisas me incomodam:

  • A seleção, já faz um bom tempo, vem apresentando um futebol de baixa qualidade e o ranking da FIFA prova o quanto a qualidade vem caindo;
  • O técnico atual era apenas a terceira opção. Com as recusas do Felipão e do Muricy, sobrou o terceiro nome. Com todo respeito aos admiradores do Mano Menezes, mas para mim ele é exatamente isso: uma terceira opção apenas;
  • O novo “Dirigente de Seleções” é exatamente o ex-empregador de Mano Menezes, ou seja, a melhor pessoa que poderia dar suporte ao atual técnico;
  • Ricardo Teixeira dispensa comentários. É o “chefe” do Diretor de Seleções;
  • A cereja no bolo veio com o “convite” ao Ronaldo Fenômeno, para integrar o Comitê Organizador Local (COL). Ronaldo jogou no último time que o Diretor de Seleções presidiu e que, por coincidência, foi o último time também comandado por Mano Menezes.

Ao longo de tantos textos, a gente vem discutindo sobre Recrutamento e Seleções, Competências, Avaliação de Desempenho, Plano de Cargos e Salários, etc. mas, vendo tudo isso, não tem como ficar indiferente: o futebol não está sendo gerido por competência e sim por afinidades.

Como se não bastassem os problemas acima, alguns outros, de cunho estrutural também se apresentam:

  • Os aeroportos são motivos de piada nacional. Você já viu alguma grande melhoria real nos aeroportos?
  • A mobilidade urbana é outro dos grandes desafios. Imagine um turista internacional, chegando para assistir a Copa do Mundo, desembarcando em um dos nossos aeroportos. Como ele fará para se deslocar até o seu hotel? Qual a integração que existe entre os diferentes meios de locomoção? Alguma dúvida que ele vai ser extorquido por algum espertinho de plantão?
  • O Estatuto do Torcedor, que tanto se falou, foi jogado no lixo. Afinal de contas, bebidas alcoólicas representam uma grande fonte de receita dentro dos estádios.
  • Os estádios estão atrasados, basta consultar o noticiário sobre eles para ver como andam as obras destes lugares que sediarão os jogos.
  • Os custos projetados já sofreram aumentos. E cada aumento numa destas obras representa alguns milhões de reais que são estimados.
  • O tão falado trem bala, que ligaria Campinas – São Paulo – Rio de Janeiro, sequer conseguiu ter uma licitação ainda.

E se prepare: em 2013 vai ser uma sangria de liberação de verbas sem licitação, vai ser a verdadeira festa dos milhões.

E você ainda acredita no futebol ou na forma como ele está sendo administrado?
  

  

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Cultura das Facilidades

Eu gosto muito de analisar o mundo virtual e sua dinâmica; acredito que representa um bom indicativo das relações sociais futuras, da formação de caráter das próximas gerações e das tendências no mundo dos negócios.

O que mais tem me despertado a atenção ultimamente são os anúncios de ganhos fáceis. Aqueles que você não precisa de muito esforço para obter sucesso pleno.

Já reparou que existe – ao alcance do computador e do cartão de crédito – aquele remédio milagroso que reduz o peso em poucas semanas?

Há também os números infalíveis da mega-sena. Você só precisa comprar os tais números, jogar e ganhar.

Existem os aparelhos milagrosos, que vão lhe ajudar a dormir melhor, comer melhor, emagrecer, ter mais ânimo, vigor, postura e tantas outras benesses que ficaria o dia todo aqui as descrevendo.

Alguns aparelhos eletrônicos, em suaves prestações, sem entrada, com a primeira parcela para daqui 845 dias...

Uma das que mais me impressionaram foi a possibilidade de você ter um salário maior que um executivo de uma multinacional, trabalhando apenas duas ou três horas por dias, no conforto do seu lar, apenas conectado na internet.

Tudo isso sem contar as ofertas, promoções e oportunidades arrasadoras que algumas lojas oferecem.

Sejamos sinceros...

Não existe vida fácil, não existem milagres no mundo virtual. Os mesmos conselhos que lhe são dados ao longo da vida devem ser considerados quando o mundo virtual se torna parte do cotidiano.

Estas coisas aparecem exatamente porque o ser humano quer ouvir isso. O hedonismo impera. Ninguém é super fã de uma reeducação alimentar, exercícios regulares, estudos constantes ou trabalho árduo.

Então, uma promessa milagrosa se torna mais gostosa de ouvir. Mas você acredita realmente que existe uma fórmula ou produto mágico que vai transformar a realidade sem esforço?

Eu só acredito em trabalho e persistência. Estes são os únicos caminhos que conheço para o sucesso.

Até a próxima!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Um Profissional a Menos no Mercado

Não é fácil encontrar grandes profissionais. Empresas de toda natureza buscam por este funcionário.

Processos seletivos são iniciados, dinâmicas e entrevistas de seleção são postas em prática, programa de treinamento, remuneração, desenvolvimento profissional, coaching, remuneração variável e tantas outras ferramentas da área de Gestão de Pessoas são colocadas em prática cotidianamente.

Mas chega uma hora que os bons profissionais se aposentam e aí as empresas precisam pensar na sucessão, no legado que aquele profissional deixou, no seu jeito de trabalhar, nos resultados principalmente e, por fim, torcer para que os novos profissionais consigam – pelo menos – manter o mesmo nível de excelência daquele profissional antigo.

Recordo-me quando meu pai se aposentou. Foi um momento de dúvidas para mim, pois não o imaginava em casa, sem sua rotina profissional e temi muito pela sua saúde. Felizmente, eu estava errado. Ele soube aproveitar cada momento profissional e, agora, aproveita a sua vida privada de igual forma.

O profissional de verdade sabe o momento de parar, sabe da sensação de dever cumprido e sai de sua rotina profissional feliz, realizado, agradecido e com uma perspectiva nova de vida pela frente, com outras atividades, outros ritmos e com a cabeça erguida.

Assistimos hoje a aposentadoria de um ícone do esporte, um cara íntegro, de princípios, ético, divertido, sincero e que, mesmo jogando num time que talvez não seja o mesmo que você torce, ainda assim conseguiu o respeito de todos os torcedores.

Assim como na empresa existe o "Paulo da Contabilidade", o "Pedro do Faturamento" e a "Sônia da Controladoria", no futebol existe o "Marcos do Palmeiras", o "Rogério do Sâo Paulo" e o "Pelé do Santos". Profissionais que se confundem com a própria empresa e se tornam verdadeiros patrimônios.

Quer aprender um pouquinho mais de RH? O Marcos é um ótimo exemplo. Muito do que as empresas buscam e esperam dos funcionários, ele fez do jeito mais simples e divertido possível.

Não sou torcedor do Palmeiras, mas meu pai é. Logo, ver o São Marcos se aposentar remeteu-me à lembrança da aposentadoria do meu pai.

Fiquei por alguns minutos pensando no que o goleiro iria fazer a partir de agora e tive a certeza que ele vai fazer o mesmo que meu pai, que é um palmeirense fanático: vai viver plenamente pois sabe que sua missão profissional foi cumprida com honradez e simplicidade.

Valeu Marcão!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

As Profecias Maias

Todo final de ano é aquela mesma coisa nos programas de TV.

• As receitas imperdíveis para sua ceia de Natal;
• As simpatias para atrair prosperidade;
• A queima de fogos nos principais pontos turísticos;
• E as previsões de diferentes “especialistas”

De todas as coisas, que já são um ritual, são as previsões que mais me divertem. Sou cético e não acredito que algumas conchas, dados, tampinhas ou pedras possam dizer com exatidão o que vai acontecer com uma pessoa.

Neste ano será ainda pior. Por culpa daqueles que supostamente interpretaram as profecias Maias, a perspectiva da negatividade, do terror ou do fim do mundo são ainda piores.

Segundo alguns destes “especialistas” o calendário Maia termina no ano de 2012 e só isso foi motivo suficiente para dizer que o mundo vai acabar.

Vamos esclarecer de uma vez por todas: os Maias foram um dos povos mais evoluídos que existiram. Eles desenvolveram um notório sistema para registrar sua língua escrita, forte noção de arte, arquitetura, matemática e astronomia. Eles não eram curandeiros e nem faziam previsões.

2012 só terminará se você permitir.

Caso contrário, não existe profecia, profeta ou qualquer outra fonte especialista que determinará os acontecimentos de sua vida.

Gosto muito de uma citação de Charles Chaplin, que diz:

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

Acredito que todo dia temos a chance de fazer a diferença em nossa vida, nossa família, nosso trabalho... e ninguém precisa de profecias ou previsões para fazer algo nobre, basta começar.

Até a próxima!