sexta-feira, 25 de abril de 2014

Que Falta Você me Faz!

É comum, em qualquer situação, que as pessoas adotem características mais saudosistas quando percebem que perderam alguma coisa.

Aí encontramos aqueles que falam que a vida antigamente era melhor, que as crianças eram mais educadas, que o time jogava melhor do que hoje, que as famílias eram melhores estruturadas, que as pessoas eram mais sinceras e tantas outras afirmativas que comparam o passado com o presente.

Na verdade, a gente só percebe o valor de alguma coisa, depois que a perdeu. E estamos vivenciando isso...

Aqui no Estado de São Paulo, tido como um dos pilares da economia brasileira, a questão da falta de água e da crise hídrica não é um problema recente, na verdade ele é bem antigo. Isso é reflexo de duas coisas: preguiça e incompetência.

Preguiça, porque o Sistema Cantareira, que abastece a região da Grande São Paulo é um sistema que foi construído há, pelo menos, 40 anos. Ou seja, em 40 anos este sistema não foi ampliado, mas a população cresceu de maneira exorbitante. Como se justifica um sistema que perdura por 40 anos, sabendo-se que ele já operava em capacidade crítica há muito tempo?

Incompetência, porque mexer em bacias hídricas, reservatórios e outros programas similares requer boa vontade e conhecimento técnico, coisas que não são percebidas nos governos locais, nem hoje, nem nunca.

Fazer uma obra desta magnitude não representa votos, a moeda única que a classe política brasileira conhece, não aparece, não fica bonito na foto e não mostra aquela ação realizadora que tantos políticos adoram se rotular.

É mais fácil criar uma multa para quem não economizar do que criar um sistema que ofereça uma alternativa para não faltar água.

É mais fácil um secretário vir à TV e dizer que vai melhorar porque está chegando o inverno (como se aqui fizesse um frio europeu) e que o consumo vai desacelerar do que colocar o dedo na ferida, assumir que é incompetente e deixar o posto para quem possa, efetivamente, resolver o problema.

Tudo isso cansa. Politicagem cansa. Discurso vazio cansa. E todas as siglas partidárias e cores também cansam. Não é a culpa de azuis ou vermelhos. É culpa de gente incompetente e isso não tem cor ou ideologia que sustente.

E o que sobra à população é a reclamação, o lamento pela água que não chega às torneiras e pelo racionamento que se fará necessário.


Até a próxima!

Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Ao navegar pela net encontrei o seu blog, não li muito,mas gostei do que vi e li,espero voltar mais algumas vezes,deu para ver a sua dedicação e sempre aprendemos ao ler blogs como o seu.
Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante, e se desejar deixe um comentário.
Abraço fraterno.António.
http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/