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terça-feira, 2 de setembro de 2014

O Dinossauro e seu Smartphone

Se você tem mais de 40 anos, provavelmente era o responsável pela revolução tecnológica que acontecia dentro de sua casa: era você quem programava o vídeo-cassete para gravar os programas, ajustava o relógio digital, fazia a instalação do computador, softwares e impressoras entre outras coisas.

Entretanto, o avanço digital e as novas plataformas de comunicação e interatividade tem exigido cada vez mais atualização e, não raras as vezes, nos descobrimos longe desta vanguarda e percebemos que agora são nossos filhos que fazem estes pequenos serviços e interagem melhor com as novas tecnologias.

Hoje, nós somos os dinossauros!

Há dois meses, estava com minha filha numa loja de materiais esportivos e vi um banner que informava sobre uma caminhada cultural pelo caminho imperial da Serra de Santos e achei que seria um jeito diferente de passar um domingo em família.

No mesmo instante, procurei por uma caneta no bolso, para que pudesse anotar o site da empresa que oferecia o serviço. Não tinha caneta!

Aí me lembrei do meu smartphone e todas as suas milhares de funções, que eu acreditava conhecer um pouquinho, e não tive dúvidas: abri o bloco de notas do celular e comecei a anotar o site, para não esquecer.

Eis que minha filha saca o seu celular (muito mais moderno e recursivo que o meu), bate uma foto do banner e me diz com a maior naturalidade:

- Pronto pai, já enviei a foto pelo WhatsApp para você, não precisa anotar nada...

Naquele momento eu me senti um verdadeiro dinossauro, soterrado pelo peso das gerações X, Y, Z, W, Ç, F... todas elas!

Foi também um momento interessante de reflexão e percepção sobre os novos desafios que temos com as gerações que estão vindo, da necessidade constante de atualização e das novas formas de interatividade e relacionamento que são necessárias para que uma geração converse com a outra.

Arrasado por esta percepção da realidade e sem vontade de olhar a foto enviada, cada vez que me lembro deste episódio recordo-me do quanto a evolução precisa ser constante e o aprimoramento verdadeiramente contínuo!

Estudar sempre... não parar nunca!

O que sei é que a caminhada pela serra ainda não foi feita (não sei se por preguiça ou por trauma).

Até a próxima!



sábado, 19 de abril de 2014

De Volta à Atividade

É bom retornar a este espaço, que cuido com tanto carinho!

Este blog ficou propositalmente sem atualizações durante um ano. No dia 19/04/13 foi minha última postagem... era aniversário da minha filha, fiz um breve texto à ela e tirei, por conta própria, aquilo que no mundo dos negócios chamamos de ano sabático.

A idéia central era respirar novos ares, observar os acontecimentos sem manifestar opiniões e, principalmente, reciclar pontos de vista e conteúdos para que novas postagens começassem a fazer parte deste espaço.

Confesso que por diversas vezes eu tive vontade de voltar aos textos, escrever sobre algo que estava acontecendo e, ao mesmo tempo, fazer a correlação dos acontecimentos com o propósito deste blog, que é o de simplificar conceitos das nossas áreas de conhecimento.

Mas resisti a tentação e ao propósito inicial deste ano sem textos.

O que percebi neste tempo, foi um país em ebulição, com diversos acontecimentos interessantes para relatarmos nos futuros textos. Vi também uma repetição de erros que já se tornaram cansativos e que nada auxiliam no progresso do país.

Em resumo, temos muito que conversar nas próximas semanas.

E não esperem uma pessoa mais calma... muito pelo contrário! Acredito que voltei mais crítico e inconformado com tanta incompetência administrativa em esferas políticas, sociais e empresariais.

Ou a gente assume uma postura mais transformadora, falando com clareza e franqueza ou então seremos testemunhas omissas de uma sociedade que vai perdendo oportunidades que não mais retornarão.


Até as próximas semanas!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

10 Anos

Meu texto hoje não vai falar sobre administração ou recursos humanos. Peço licença para escrever com o coração e não com a mente. Quero falar de família e não de empresas.

Exatamente 10 anos atrás, no dia 19/04/2003, minha vida ficou completa quando Deus me ofereceu a chance de ser pai e trouxe a Melissa ao mundo, fazendo meu mundo mudar radicalmente para melhor.

Lembro de cada um destes 10 anos ao seu lado, de cada uma das brincadeiras, dos passeios, das viagens, das reprimendas e das risadas. Foi por conta de você Melissa, que eu decidi me especializar, me transformar num profissional mais capacitado e que pudesse lhe oferecer exemplos.

Isso não foi nenhum esforço, não foi nenhum sacrifício. Foi apenas objetivo, plano e ação. Da mesma forma que instruímos nossos colaboradores a cumprirem uma meta, minha maior meta é ser teu pai, presente em todos os instantes da sua vida.

Sinto prazer por tudo que construímos juntos, sinto alegria por cada instante e sinto saudades também daquele bebê lindo, que acostumei a chamar de baixinha e, hoje, já está quase do meu tamanho.

Se eu pudesse escolher entre todas as pessoas do mundo, aquela que eu gostaria que fosse minha filha, não tenha dúvidas: eu escolheria você!

Amar é participar, é viver junto do outro, é alegrar-se com cada pequena conquista e aprender junto com cada pequena derrota.

Temos muitos desafios ainda pela frente, mas a caminhada ao seu lado é sempre muito mais gostosa e mais divertida.

Espero sempre ser o pai presente, aquele que te acompanha, que te incentiva, que te corrige e que te apóia.

A nossa vida só se completa quando nossos filhos crescem e ganham o seu próprio mundo. Sou testemunha ocular deste tempo e vejo que você começa a construir o seu mundo.

Melissa, estarei sempre aqui para te apoiar, te ajudar e ser teu amigo. Nossa amizade é eterna, conte sempre comigo.

Obrigado por fazer destes 10 anos os melhores anos que eu vivi até hoje!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Receita Para o Novo Ano

Hoje vou ensinar uma “receita”, escrita por Carlos Drummond de Andrade, que tenho certeza ser o melhor prato que podemos fazer para nosso ano ser realmente novo e maravilhoso!


Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A Importância da Alimentação

Este não é um texto nutricional. Hoje falaremos de outras alimentações.

Quando chega o fim do ano, todo mundo passa a se preocupar com festas, confraternizações nas empresas, ceias em família e – invariavelmente – acabamos pensando em comidas e bebidas em fartura sobre a mesa.

Vamos deixar isso de lado por um instante!

Como você tem alimentado seu espírito? Como você tem alimentado sua mente?

A pesquisadora Paula Inez Cunha Gomide (Universidade Federal do Paraná), concluiu em sua pesquisa alguns dados interessantes:

• O comportamento agressivo das crianças e adolescentes do sexo masculino aumentou após assistirem a um filme violento
• Quando a violência refletiu abuso físico, psicológico ou sexual houve um aumento significativo do comportamento agressivo em adolescentes dos dois sexos.

O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) organizou um fórum chamado Mídia e Educação (disponível em http://www.unicef.org/brazil/pt/midiaedu.pdf), onde sinaliza importantes dados sobre a correlação da mídia no papel educacional de crianças e adolescentes, além de possuir em seu acervo inúmeras publicações que versam sobre violência e juventude, mostrando que o aumento ou a diminuição da violência, especialmente na juventude, possui relação direta com a qualidade daquilo que é visto por todos.

Na Suécia, por exemplo, a TV aberta não funciona 24h por dia, como acontece por aqui. Pode parecer estranho mas está diretamente relacionado à cultura daquele país. Cada faixa de horário possui uma programação específica (infantis, documentários, saúde, programas de auditório, filmes, etc.).

O importante em tudo isso é aquilo que alimentamos. Cada programa que assistimos é um pequeno bloco de informações que ingerimos e nosso organismo reage conforme aquilo que ele recebe.

Aquilo que lemos também é digerido pelo organismo. Que você tenha boas leituras!

Você quer pensamentos bons? Veja e leia coisas boas! Você quer paz? Veja e leia aquilo que lhe dá paz!

Isso não é ser alienado.

Isso é ser seletivo!

Até a próxima!


sábado, 22 de dezembro de 2012

Quem Bom que Não Deu em Nada!

Se você lê este texto é sinal que as previsões Maias e todas aquelas besteiras de fim do mundo não se concretizaram e a humanidade passou ilesa a mais um anúncio de tragédia.

Especialmente agora, que nos aproximamos da data máxima da Cristandade, não vale acreditar em qualquer tipo de previsão catastrófica; o que interessa é elevar o pensamento para coisas boas, preocupar-se com o bem e – principalmente – preparar o espírito para as bênçãos que somos merecedores.

Segundo a New Catholic Encyclopedia, o Natal, como conhecemos hoje, foi uma celebração que se iniciou entre os séculos III e IV da era moderna, com a expansão do Império Romano, obrigando povos pagãos a se converterem e celebrarem esta data como o nascimento de Jesus.

Algumas outras enciclopédias citam esta data como uma celebração pagã, em homenagem ao Deus Sol no solstício de inverno. Em países eslavos e ortodoxos, que tinham o calendário juliano como referência, o nascimento de Jesus é celebrado no dia 7 de Janeiro.

Mais importante do que qualquer data exata, tradição pagã ou cristã, o importante é que nos reunimos nesta data, manifestamos nosso carinho por aqueles que nos são queridos, confraternizamos, presenteamos e – fundamentalmente – oramos.

Fica aqui meu desejo por uma data abençoada em seu lar, repleto de paz, saúde e harmonia. Que esta data, independente da forma que seja comemorada, venha trazer um presente muito especial em seu lar: sorrisos.

Que tenhamos a capacidade de sorrir!

Sorrir por gratidão, por todas as coisas boas que aconteceram em nossa vida e que são dádivas que diariamente nos são concedidas. A vida é uma dádiva.

Sorrir por respeito, por todas as coisas ruins que nos aconteceram e que nos ensinam que somos pessoas em evolução, que ainda temos muito a aprender.

Sorrir por amor, porque este é o principal ensinamento que este dia nos oferece. Celebramos o nascimento de Jesus, ou seja, celebramos o amor.

Um Feliz Natal a você e a todos os seus!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Guia Empresarial na Corrida Eleitoral

Entramos no último mês da corrida eleitoral, daqui a um mês – exatamente – as pessoas terão escolhidos seus novos representantes para compor o poder legislativo e executivo.

Já que o objetivo desta coluna é estabelecer um processo simplificado às praticas organizacionais, nada mais justo do que colocarmos também a eleição no mesmo modelo e, com isso, estabelecer um guia que pode lhe ajudar na escolha que vem por aí.

Uma empresa, quando trabalha com fornecedores, tem por objetivo escolher os melhores para que seu produto final atenda a determinados padrões de qualidade, fique dentro de uma margem de segurança e – principalmente – que atenda às necessidades de seus consumidores.

Se a empresa for certifica pelas normas ISO, por exemplo, ela vai fornecer laudos e exigir comprovantes de seus fornecedores, garantindo que estes trabalhem de acordo com normas internacionais e ofereçam um padrão confiável.

Com a crescente preocupação sócio-ambiental, questões como sustentabilidade e práticas não agressivas ao meio-ambiente também fazem parte dos pré-requisitos que as empresas esperam encontrar em seus fornecedores.

Eu utilizo as mesmas questões quando o assunto é política.

Primeiro faço um checklist e identifico aspectos que considero importantes para confiar o meu voto a alguém: formação, experiência, ficha limpa, vivência na cidade e histórico pregresso são alguns dos pontos que me auxiliam na escolha de um candidato.

O segundo ponto é ambiental. Sou radicalmente contra qualquer tipo de poluição.

• Poluição visual: que agride nosso olhar, placas, cavaletes e outros artifísicos, que desviam a atenção quando estamos dirigido ou com cores berrantes e de mal gosto, são pontos que me auxiliam na escolha (ou não) de um candidato;

• Poluição ambiental: a eleição deste ano tem pecado muito neste aspecto; quase nenhum candidato tem mostrado lucidez ou preocupação ambiental. Nunca vi a cidade tão suja, com tantos “santinhos” e papéis inúteis jogados pelo chão e nas residências;

• Poluição sonora: muitos candidatos precisam entender que ninguém é surdo, que aquele carro de som que fica urrando pelas ruas é a demonstração máxima de desrespeito aos eleitores. Tem muita gente que faz turno e precisa dormir no período diurno, muitos tem filhos recém-nascidos e todo o restante da população precisa de um pouco de silêncio e paz.

Depois de tudo isso, se um candidato passou imune aos agentes poluidores e obteve uma nota positiva no checklist, considero-o uma pessoa confiável de se votar.

Que tal tentar?

Podem dizer que é utopia, sonho... mas pelo menos não compartilho dos mesmos pesadelos.

sábado, 11 de agosto de 2012

A Melhor Missão

Hoje vamos falar da paternidade, com um olhar administrativo.

Ser pai é ser administrador também!

Afinal de contas, é preciso um pequeno malabarismo para gerenciar cada uma das atividades e fazê-las funcionar de forma harmônica.

Veja se não parece uma empresa:

• Administração Financeira: cada nova fase de nossos filhos, obriga-nos a um estudo orçamentário diferente. No começo eram as fraldas, depois o material escolar e, por fim, o carro e a universidade;

• Gestão de Conflitos: aquela briga com o irmão mais novo, a disputa pelo controle remoto e a discussão pelo vídeo game são alguns dos conflitos que o pai/administrador vai precisar solucionar da forma mais justa possível;

• Administração de Recursos Humanos: assim como numa empresa, o elemento humano é a chave de todo o equilíbrio; cada uma das necessidades dos filhotes precisa ser discutida, estudada, planejada e executada. Logo, tratar do gerenciamento do “pessoal” é uma das atividades mais nobres que qualquer um encontrará como desafio;

• Treinamento e Desenvolvimento: qual a melhor escola? Qual a melhor universidade? Quais cursos e atividades complementares serão oferecidos? Aquela preocupação com o desenvolvimento das equipes é potencializada quando o assunto são nossos filhos. Aquela vontade de prepará-los para a vida e transformá-los na melhor pessoa possível é uma atividade nobre;

• Planejamento de Carreira: porque um dia o filhote cresce e vai desbravar o mundo com suas próprias pernas. A gente pode até achar que perdeu a cria, mas somos o porto seguro que ele atracará sempre que necessário e que nos fará ter a certeza que a vida valeu a pena.

Feliz Dia dos Pais para você, que tem a felicidade de exercer o papel mais digno e importante que Deus poderia nos conceder!

Sábio é o pai que conhece o seu próprio filho (William Shakespeare)

Até a próxima!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A Hora da Verdade

As últimas semanas foram povoadas por assuntos das naturezas mais diversas... de crimes hediondos a notícias futebolísticas... de alianças políticas absurdas até oscilações econômicas na Europa.

E o principal é acompanhado com pouca atenção, por poucas pessoas, com destaque limitado dentro das grades televisivas.

Há exatos 20 anos, líderes mundiais se reuniram no Rio de Janeiro para discutir problemas que enfrentaríamos caso continuássemos com uma conduta globalmente irresponsável de consumo, devastação e desperdício. Era a ECO 92.

Um dos principais pontos daquela discussão foi a Agenda 21.

Agenda 21 é um documento que fala sobre a importância de cada país a se comprometer a refletir sobre de que maneira poderiam cooperar para estudar, pesquisar e encontrar soluções para os problemas sócio-ambientais.

Passados 20 anos, chegamos a conferência RIO +20.

E o que percebemos nestes últimos 20 anos?

Globalmente, com o aumento da poluição, do consumo desenfreado, das regiões devastadas por fenômenos naturais, guerras, genocídios e ameaças químicas em inúmeras situações.

Localmente, o aumento das desigualdades sociais, do consumo, do desmatamento criminoso em regiões de preservação, rios agonizantes, poluição, aumento da violência, o inchaço das cidades e a extinção do campo para pequenos produtores ou produtores de subsistência.

Para este encontro dois foram os temas centrais de discussão: economia verde, que discute om um novo modelo de produção que não afete tanto o meio ambiente, e a governança internacional, que busca estruturas para tornar isso verdade.

Eu só espero que os resultados e as discussões permitam um avanço significativo, de verdade, que não tenhamos assistido apenas a discursos evasivos; que tenhamos líderes mundiais realmente dispostos a fazer alguma coisa.

Infelizmente, sou cético com relação a tudo isso.

Mas não abro mão de sonhar.

Até a próxima!

domingo, 29 de abril de 2012

A Forma de Gelo Vazia

Para mim, um dos maiores exemplos de desperdício que pode existir é abrir um congelador ou freezer e encontrar uma forma de gelo vazia, sem todos os espaços preenchidos e, logo, sem gelo.

Estamos congelando o ar e não a água... a forminha de gelo não cumpre o seu papel e a gente fica sem o gelo que ela poderia nos oferecer.

Quantas vezes não percebemos este mesmo vazio em nossas vidas, nas suas mais diversas possibilidades?

• Profissionalmente, deixamos nossa forminha de gelo vazia todas as vezes que não aproveitamos uma oferta da empresa, não fazemos um sólido networking com nossos companheiros de trabalho e não aproveitamos os contatos externos intensamente em feiras e eventos.

• Familiarmente, deixamos nossa forminha de gelo vazia cada vez que as horas extras consomem o tempo que deveria ser dedicado aos filhos, cônjuge, pais ou irmãos. As forminhas ficam vazias também quando qualquer outro subterfúgio, como um programa televisivo, é capaz de roubar a atenção que deveríamos oferecer às nossas famílias.

• Socialmente, deixamos nossa forminha de gelo vazia cada vez que não retornamos um telefonema de um amigo, esquecemos um aniversário, não comparecemos a um evento ou mesmo deixamos que a preguiça seja mais forte do que alguma atividade. Cada vez que um vício é mais forte do que a gente, a nossa forminha permanece vazia..

• Emocionalmente, a forminha de gelo fica vazia cada vez que uma diversão fugaz é mais interessante do que permanecer ao lado de quem se gosta, de trocar um eu te amo por qualquer outra coisa. De permitir que uma discussão dure mais tempo do que um intervalo comercial.

Certamente, a gente já deixou diversas forminhas de gelo vazias ao longo da vida. Infelizmente, estas formas não têm volta e permanecerão vazias.

Mas, existe a possibilidade de mudança. Que a partir de hoje cada nova oportunidade possamos deixar nossas forminhas cheias, plenas e sem espaços para o vazio, para o nada, para aquilo que não nos serve.

Que você tenha muitas pedras de gelo para oferecer à humanidade. Todo mundo precisa delas e a abundância é sinal de realização pessoal.

Até a próxima!




domingo, 22 de abril de 2012

A Sua Vida Vista Pela Janela de Overton

Você já ouviu falar da Janela de Overton?

Ela é uma teoria das mais interessantes, elaborada por Joseph P. Overton, que ocupou o cargo de VP de uma empresa chamada Mackinac Center.

Segundo sua teoria, para que um acontecimento seja referendado, é necessário que – as vezes – exista um deslocamento do seu foco original, contribuindo para que a opinião pública passe a observá-lo de uma nova perspectiva.

Muitos chamam isso de manipulação, Overton classificava isso como operação. Vamos a um exemplo prático:

Imagine que sua empresa pretende trocar o plano médico que faz parte do pacote de benefícios oferecidos aos funcionários.

Num primeiro momento, as opiniões sobre esta troca vão variar de “concordo totalmente com da troca” até o “discordo totalmente da troca”. Imaginemos que a maioria dos funcionários (e até o sindicato) sejam contrários à troca, mas a empresa entende que trocar o plano pode representar uma redução de seus custos, bem como uma possível parceria estratégica de negócios com esta nova empresa, que pode lhe render novos contratos.

Se fosse uma medida ao estilo Maquiavel, ela simplesmente trocaria o plano, geraria uma situação de desconforto com funcionários e sindicato, e não mudaria a sua decisão. Como dizia o escritor: o mal deve ser feito de uma vez, contando que as pessoas esquecerão da maldade com o passar do tempo.

Pelo princípio de Overton, ao invés de entrar em rota de colisão, a parte interessada começa a mudar o foco a discussão.

Ao invés de falar de mudanças diretamente, começa a falar dos problemas da empresa anterior, começa a relatar casos de sucesso de médicos conveniados à segunda empresa, começa mostrar comparativos entre planos de saúde, valoriza convênios existentes na cidade por parte da nova empresa.

Ao mesmo tempo, começa a falar de custo x benefício na área da saúde, do caos do sistema público de saúde e outros assuntos.

Em pouco tempo, a opinião pública está sensibilizada e menos irascível com uma mudança deste porte. Assim como o exemplo da saúde aqui foi empregado, quantas vezes não vemos ações semelhantes vindas dos mais diversos lugares?

Ou você acredita que apenas abolir as sacolinhas plásticas salvará o meio-ambiente? Ou que o desarmamento da população diminuiu a violência? Ou que a economia de água não é um ótimo pretexto para o aumento das tarifas?

Exemplos não faltam...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Cultura das Facilidades

Eu gosto muito de analisar o mundo virtual e sua dinâmica; acredito que representa um bom indicativo das relações sociais futuras, da formação de caráter das próximas gerações e das tendências no mundo dos negócios.

O que mais tem me despertado a atenção ultimamente são os anúncios de ganhos fáceis. Aqueles que você não precisa de muito esforço para obter sucesso pleno.

Já reparou que existe – ao alcance do computador e do cartão de crédito – aquele remédio milagroso que reduz o peso em poucas semanas?

Há também os números infalíveis da mega-sena. Você só precisa comprar os tais números, jogar e ganhar.

Existem os aparelhos milagrosos, que vão lhe ajudar a dormir melhor, comer melhor, emagrecer, ter mais ânimo, vigor, postura e tantas outras benesses que ficaria o dia todo aqui as descrevendo.

Alguns aparelhos eletrônicos, em suaves prestações, sem entrada, com a primeira parcela para daqui 845 dias...

Uma das que mais me impressionaram foi a possibilidade de você ter um salário maior que um executivo de uma multinacional, trabalhando apenas duas ou três horas por dias, no conforto do seu lar, apenas conectado na internet.

Tudo isso sem contar as ofertas, promoções e oportunidades arrasadoras que algumas lojas oferecem.

Sejamos sinceros...

Não existe vida fácil, não existem milagres no mundo virtual. Os mesmos conselhos que lhe são dados ao longo da vida devem ser considerados quando o mundo virtual se torna parte do cotidiano.

Estas coisas aparecem exatamente porque o ser humano quer ouvir isso. O hedonismo impera. Ninguém é super fã de uma reeducação alimentar, exercícios regulares, estudos constantes ou trabalho árduo.

Então, uma promessa milagrosa se torna mais gostosa de ouvir. Mas você acredita realmente que existe uma fórmula ou produto mágico que vai transformar a realidade sem esforço?

Eu só acredito em trabalho e persistência. Estes são os únicos caminhos que conheço para o sucesso.

Até a próxima!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

As Profecias Maias

Todo final de ano é aquela mesma coisa nos programas de TV.

• As receitas imperdíveis para sua ceia de Natal;
• As simpatias para atrair prosperidade;
• A queima de fogos nos principais pontos turísticos;
• E as previsões de diferentes “especialistas”

De todas as coisas, que já são um ritual, são as previsões que mais me divertem. Sou cético e não acredito que algumas conchas, dados, tampinhas ou pedras possam dizer com exatidão o que vai acontecer com uma pessoa.

Neste ano será ainda pior. Por culpa daqueles que supostamente interpretaram as profecias Maias, a perspectiva da negatividade, do terror ou do fim do mundo são ainda piores.

Segundo alguns destes “especialistas” o calendário Maia termina no ano de 2012 e só isso foi motivo suficiente para dizer que o mundo vai acabar.

Vamos esclarecer de uma vez por todas: os Maias foram um dos povos mais evoluídos que existiram. Eles desenvolveram um notório sistema para registrar sua língua escrita, forte noção de arte, arquitetura, matemática e astronomia. Eles não eram curandeiros e nem faziam previsões.

2012 só terminará se você permitir.

Caso contrário, não existe profecia, profeta ou qualquer outra fonte especialista que determinará os acontecimentos de sua vida.

Gosto muito de uma citação de Charles Chaplin, que diz:

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

Acredito que todo dia temos a chance de fazer a diferença em nossa vida, nossa família, nosso trabalho... e ninguém precisa de profecias ou previsões para fazer algo nobre, basta começar.

Até a próxima!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Exercício de Fim de Ano

Que bom!

É inegável que o fim de ano tem um poder diferente sobre as pessoas. Deixa-nos esperançosos, torcendo e desejando que o próximo ano seja ainda melhor em todos os campos.

Então, que tal aproveitar os últimos dias do ano e fazer um inventário?

Pegue duas folhas em branco.

Em uma, escreva “2011” logo na primeira linha. Na outra folha, escreva“2012”.

Na primeira página anote todas as boas coisas que aconteceram este ano, não se esqueça das pequenas coisas (as mais importantes). Será que você conseguiria preencher um lado todo desta folha, apenas com coisas boas?

Se você não conseguir, eu lamento te informar, mas todos os dias aconteceram coisas maravilhosas e você estava tão preocupado, tão absorto com problemas que perdeu a chance de contemplá-las e agradecer.

É importante também anotar, nesta mesma folha, as coisas ruins, para que fiquem registradas e tenhamos a sabedoria de evitá-las de se repetirem.

Agora vem a segunda folha. Exatamente por ser futuro, depende exclusivamente de você. Só vão acontecer coisas boas ou ruins à medida que você permitir.

Anote tudo o que você quer que aconteça com você, com sua família, com seu trabalho. Faça uma lista honesta.

Guarde as duas folhas num envelope. Cole-o e só o abra daqui a um ano, no final do ano de 2012.

Quando você tornar a abrir este envelope, verifique primeiro a folha de 2011 e veja se não cometeu as mesmas besteiras neste novo ano.

Depois veja a folha de programação de 2012. Qual foi a sua parcela de esforço para que as coisas acontecessem? Você fez acontecer ou ficou apenas esperando? Ou já pensou em alguma desculpa caso algo não tenha dado certo?

Eu desejo do fundo do coração que você só tenha coisas boas para anotar em 2012, que seja um ano de muita saúde, paz e realizações.

E que continuemos conversando neste espaço.  Esta é uma das coisas boas que anotei em minha folha de 2011!

Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Recordo-me com carinho das vésperas de Natal.

Era parte do nosso ritual sair pela cidade, encontrar um capim bem verdinho, comprar umas balas e uns doces, e acondicionar tudo num sapato, esperando pelo Papai Noel.

O capim era para que as renas pudessem se alimentar no pequeno intervalo que fariam em minha casa, os doces e balas eram para o Papai Noel, como forma de agradecimento pelo presente esperado.

De todas as recordações da infância, esta é a mais expressiva que tenho. Guardo a lembrança com carinho, de um tempo onde os brinquedos eram diferentes, as relações familiares eram diferentes e o Natal era comemorado de maneira diferente também.

Existia sim o comércio, as lojas abertas até mais tarde, as ruas iluminadas, etc., mas o mais inesquecível era o espírito que cada pessoa trazia dentro de si. Nossa cidade era menos povoada, brincávamos na rua e todo mundo vivia sem tantos medos e preocupações como as que são percebidas hoje.

Sem celular, sem internet, sem aparatos eletrônicos; a brincadeira era na rua mesmo, descalços, esperando pelos gritos das mães para que voltássemos e tomássemos banho, jantássemos e esperássemos (dormindo) pelo Papai Noel.

Não vou me atrever a comparar quatro décadas. Pode parecer pouco para as novas gerações, mas cada tempo tem o seu encanto e sua alegria. Esta era a nossa.

Meu desejo é que você se recorde sim, com muitas saudades, dos seus tempos de criança e recorde a chegada do Natal, os almoços em família e toda aquela sonoridade que existia.

Mas que também não fique apenas no saudosismo. É preciso viver o tempo presente com a mesma intensidade e a mesma alegria.

Se você tem alguma tristeza ou não consegue se empolgar da mesma forma que outros tempos, lembre-se que o tempo presente é a referência de alguém e temos o dever de fazer deste momento algo inesquecível para esta pessoa.

Que seu Natal transcorra em paz, com alegria, harmonia, saúde e que o Papai Noel venha alegrar o seu lar.

Feliz Natal!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vamos Estudar de Graça?

Não tenho por hábito fazer indicações de cursos e instituições, prefiro que cada pessoa escolha seus próprios caminhos e busque as especializações que melhor interessarem.

Mas, com o advento da Internet, do ensino a distância e da flexibilização dos métodos de aprendizagem, acredito que a gente deve utilizar a rede mundial como uma aliada na capacitação e na formação de novos saberes.

Então, aqui segue uma pequena listagem de cursos gratuitos e entidades sérias que estão interessadas no desenvolvimento humano:

Fundação Getúlio Vargas
Uma das instituições de ensino mais renomadas no país, disponibilizou uma série de cursos online em diversas áreas. Ao término do curso, após um teste, você tem a oportunidade de imprimir um certificado de participação.
http://www5.fgv.br/fgvonline/cursosgratuitos.aspx

SEBRAE
Uma das principais referências em fomento de novos negócios, micro e pequenas empresas e uma das entidades mais sérias do país, o SEBRAE oferece uma série de cursos virtuais para novos empreendedores e a população em geral. Certificados!
http://www.ead.sebrae.com.br/

Fundação Bradesco
Cursos para formação profissional em diversas áreas. Acesse a área Escola Virtual para ter uma relação de todos os cursos disponíveis.
http://www.ev.org.br/Paginas/Home.aspx

Sest / Senat
Alguns cursos gratuitos e outros de valores simbólicos. O Sest/Senat é uma das empresas do chamado “Grupo S”, neste caso para valorizar os trabalhadores do setor de transporte.
http://www.sestsenat.org.br/Paginas/Index.aspx

Intel / Next Generation
Para quem busca mais conhecimentos na área de TI, o site educacional da Intel é de extrema importância, com uma abordagem muito interessante.
http://www.nextgenerationcenter.com/home.aspx

Senado Federal
Para servidores públicos e população em geral, um ótimo portal com conteúdo bem elaborado e opção de formação diferenciada. Cursos com e sem tutoria.
http://www.senado.gov.br/senado/ilb/asp/ED_cursos.asp

Não existe desculpa para não estudar. As instituições estão aí, os recursos existem, são gratuitos. Agora é uma questão de disciplina e força de vontade, o resto acontece!

Até mais!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Compartilhe, Curta, Indique, Cutuque...

Para quem se utiliza das Redes Sociais, as expressões acima já fazem parte do cotidiano e são tão comuns como beber, comer, dormir...

Recentes pesquisas trouxeram dados alarmantes sobre o poder de penetração destas ferramentas junto aos mais jovens e algumas considerações que todo profissional deve levar em conta em suas ações futuras:

• Segundo o Instituto Nielsen, 80% dos usuários de internet brasileiros são usuários de programas como MSN, Facebook, Youtube, blogs, Twitter e Orkut;

• O National Literacy Trust (Inglaterra) constatou que jovens britânicos não lêem mais por causa das redes sociais.

• O Centro de Dependência e Abuso de Substâncias da Universidade da Columbia, pesquisando jovens de 12 a 17 anos que usam redes sociais, conclui que estes têm mais chances de utilizarem álcool, cigarro e outras drogas.

• Durante a 119ª Convenção Anual da Associação Americana de Psicologia, uma pesquisa da Universidade da Califórnia afirma que o uso exagerado do Facebook é capaz de tornar os adolescentes anti-sociais, narcisistas e agressivos.

• O Portal Educacional, numa pesquisa com estudantes de escolas públicas e privadas no Brasil, constatou que 36% costumam postar comentários na Internet, e 71% costumam postar fotos; 35% não usam filtros de segurança para impedir acesso às suas informações e quase 7% costumam abrir a webcam para pessoas que não conhecem.

Estes dados levam a várias reflexões e obrigam-nos a pensar o modelo das relações estabelecidas nas diversas esferas de convívio social com esta geração que está crescendo e se desenvolvendo.

• Como pais, a preocupação mais do que justa sobre que universo é este que nossos filhos freqüentam e estão cotidianamente expostos;

• Como educadores, sobre qual o novo perfil dos egressos nas faculdades e universidades, adequando os conteúdos programáticos a uma geração de características dicotomicamente diferentes das nossas;

• Como profissional de Recursos Humanos, sobre qual o perfil profissional que este jovem trará em sua bagagem ao adentrar nas empresas;

• Como profissional de Marketing, ao pensar nas formas exatas para que as mensagens e anúncios consigam produzir o efeito desejado nos novos consumidores;

Reflexões não faltam...

E mais importante do que apenas refletir (ou reclamar como tenho visto muitas pessoas fazerem) é preciso que se apontem possibilidades. Somente assim poder-se-á construir um cenário interessante e atraente.

Até a próxima!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Fale com o Mundo

É comum ouvir das pessoas sobre a preocupação de se falar outro idioma, tanto por necessidade como para auxiliar num processo de recrutamento e seleção.

Acredito que a preocupação é justa e todo mundo deve ter em mente que o segundo (ou terceiro) idioma deixou de ser um diferencial há muito tempo; na verdade, hoje em dia, é uma questão obrigatória para qualquer pessoa.

Diariamente somos bombardeados por expressões de outras línguas (especialmente da língua inglesa) e que passam a fazer parte de nossa rotina.

Mas, ao mesmo tempo, além do comentário da necessidade de se fazer um idioma, não é difícil ouvir expressões como: “eu não consigo aprender inglês”; “não gosto de inglês”; “é muito chato” e uma série de outras desculpas para justificar a má vontade, a incompetência ou mesmo a preguiça de se tentar.

Sempre peço para que as pessoas façam um teste e, se você é daqueles que também encontram justificativas para não aprender outro idioma, faça o teste também.

Já que é obrigatório aprender outros idiomas, me responda: qual é o assunto que você gosta de ler, falar ou se informar?

Não importa o que for... pode ser sobre carros, futebol, economia, celebridades, música, filosofia, atualidades, etc. todo mundo sempre tem algum assunto que gosta e que conhece bastante.

Esta é a chave que te levará a aprender um idioma de forma gostosa e rápida.

Concordo que algumas coisas que aprendemos são chatas: eu detestava decorar verbos, direções, objetos de dentro de casa ou descrições físicas. Mas se você puder aprender essas coisas dentro de assuntos que lhe interessam, você aprende e nem percebe e seu novo idioma vai crescer vertiginosamente.

Gosta de música? Busque por canções de qualidade, que tenham uma construção interessante e depois de um tempo praticando, você vai se surpreender com a quantidade de novas palavras.

Você gosta de carros? Ótimo! As revistas especializadas vão falar um monte de palavras que lhe são familiar neste universo e, ao mesmo tempo, todas as regras, verbos, artigos, adjetivos e expressões necessárias à comunicação vão estar na mesma reportagem.

É apenas uma questão de foco. Com um curso legal e a prática em áreas de interesse, eu não tenho dúvidas que você se sentirá mais a vontade com o novo idioma.

Até mais!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hay Business 2.0

O título surgiu numa brincadeira, com um grande amigo meu (André), onde discutíamos sobre o andamento da internet, redes sociais, interatividade e o papel dos usuários frente a esta realidade.

Embora não exista um consenso entre especialistas, o termo popularmente chamado de Web 2.0 é uma designação do quanto as coisas mudaram no cenário virtual e do papel de cada usuário neste contexto.

Quando a internet se tornou algo público, onde o acesso não ficava mais restrito a governos, órgãos militares, bibliotecas e universidades, as pessoas perceberam que aquele novo modelo de comunicação poderia ser muito interessante.

Muitas empresas começaram a criar sites para expor sua marca, produto, serviço e – principalmente – posicionar-se nesse novo segmento. Entretanto, era uma comunicação estática, não havia interatividade com seus usuários. Éramos quase que, apenas, leitores eletrônicos de empresas.

O advento da Web 2.0, como foi chamada por Tim O´Reilly, foi exatamente a mudança deste cenário. A palavra chave aqui é: interatividade.

Não é mais possível um comportamento estático ou passivo dos usuários.

Uma empresa, para ser interessante no universo virtual, precisa desta interatividade. E estamos tão acostumados a esta realidade que nem percebemos que isto é algo relativamente novo.

Expor uma opinião sobre um produto ou serviço e deixar esta opinião disponível para que outros usuários leiam, é um exemplo simples da Web 2.0. Serviços de atendimento online, personalização de conteúdo, comunidades, redes sociais, blogs e tantas outras formas são reflexos desta filosofia.

Um cuidado que se deve ter, em minha opinião, é com a etiqueta social e com a escrita na rede. Todo mundo quer comentar sobre tudo. O twitter é um bom exemplo disso. Os comentários em cada notícia veiculada é outro bom exemplo.

Dói na alma encontrar comentários que quase não entendemos devido à quantidade de erros de português. Ninguém precisa ser um dicionário ambulante, mas ninguém deve ser um asno também!

E comentários racistas, preconceituosos ou ofensivos também tiram o brilho deste universo virtual. Existem até gangues marcando brigas pela rede virtual.

A ferramenta existe e é útil. O uso que fazemos dela e que define o grau de civilidade e inteligência de cada um.

Até mais!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

10 Anos Passam Rápido

As TVS têm dado destaque especial aos 10 anos do atentado terrorista ao World Trade Center que culminou com a queda das “torres gêmeas”, um dos cartões postais de Nova York e um dos símbolos do mundo capitalista e global.

O que você estava fazendo naquele dia? Consegue se lembrar de tudo o que lhe aconteceu deste o dia 11/09/01 até os dias de hoje?

O mais impressionante é que esta data, infelizmente, foi um daqueles marcos que sempre serão lembrados. Milhares de pessoas morreram, o medo voltou a assombrar as relações internacionais entre vários países, novas invasões e conflitos surgiram e, certamente, vivenciamos uma década extremamente violenta.

O objetivo aqui é lhe mostrar alguns acontecimentos destes últimos 10 anos, para refletirmos sobre a importância do presente e de aproveitarmos cada instante, pois coisas boas e ruins acontecem sempre. O segredo é como a gente é capaz de lidar com elas. Vejamos alguns acontecimentos:

2002 * O dólar chegou na casa dos R$ 4,00
        * O Brasil foi pentacampeão na Copa do Mundo

2003 * A nave espacial Columbia explode ao retornar a Terra
        * O celular com câmera digital vira uma realidade

2004 * Mais de 100 mil pessoas morrem no Tsunami da Ásia
        * O Orkut invade o país e se torna uma febre nacional

2005 * A missionária americana Dorothy Stang é assassinada no Pará
        * Morre João Paulo II

2006 * Nintendo Wii e Playstation 3 são lançados
        * O PCC promove uma série de ataques pelo país

2007 * Apple lança o iPhone
        * O filme Tropa de Elite se torna uma das maiores bilheterias do ano

2008 * Obama é eleito presidente dos Estados Unidos
        * Crise econômica assombra o mundo

2009 * Morre Michael Jackson
        * A gripe suína (H1N1) assusta o mundo

2010 * O país elege sua primeira mulher como presidente
        * Os mineiros do Chile são resgatados depois de 2 meses soterrados

Não importa qual o fato, o que importa é que cotidianamente, temos a chance de fazer história. De construir a nossa história.

Que tenhamos boas histórias para recordarmos e que os próximos 10 anos sejam mais tranqüilos à humanidade.

Até a próxima!