sábado, 7 de março de 2009

Sexo, Futebol, Política e Religião

Alguns medrosos dizem que estes são assuntos que não se discutem. Eu discordo! Discutem-se, opina, concorda e discorda... e que mal tem isso?

Na vida, a gente não deve se esquivar dos assuntos que nos são polêmicos ou desconhecidos, é uma grande oportunidade de se aprender algo novo, um ponto de vista diferente, um conceito revolucionário... qualquer coisa!

Infelizmente, o perfil de grande parte dos funcionários é assim mesmo: não se envolve, não participa, não opina, não diverge de sua linha gerencial, não pergunta... E depois as coisas não evoluem como ele esperava e fica atirando pedra na vidraça dos outros.

Uma coisa é postura, outra coisa é educação. Algumas pessoas, por não possuírem a segunda bem desenvolvida, acabam não entrando numa conversa sobre temas polêmicos e perdem a chance de conhecer algo diferente. E dizem que tem postura. Simplesmente estes não sabem se comportar numa discussão onde pontos divergem dos seus e acabam apelando para o pouco berço que receberam em casa.

O que quero dizer é sobre a Diversidade. Um tema tão bonitinho nas empresas, mas que é pouco aprofundado. É aquele exercício inútil do “eu finjo que entendi, você finge que ensinou”...

Um dos maiores diferenciais de uma empresa é a diversidade cultural, étnica, política e religiosa de seus funcionários. Quando isso é bem utilizado, a empresa possui uma gama de opções para cada necessidade. Imagine uma empresa constiuída apenas de engenheiros, analistas de sistemas ou publicitários. As opiniões seriam tão idênticas que ninguém agregaria nada de novo em sua bagagem profissional.

Só que tem muita empresa que tem medo do novo, do diferente. Assim como tem muita gente covarde, que prefere ficar escondido nos seus “achismos” e acaba não concluindo nada em sua vida... É mais fácil dizer que “não é para mim”, “não tinha clima”, “eu me sinto um estranho no meio”... no fundo, variações do mesmo tema: “eu tenho medo e não sei lidar com a situação... vou me esquivar”. Só isso.

Felizes das entidades que tem a humildade para entenderem que algo é novo ou desconhecido e se dispõe, de maneira desarmada, a conhecer do assunto. Falar de raça, opção sexual, time de futebol ou orientação religiosa nem sempre é o tema mais fácil; respeitar a diferença, então, mais complicado ainda!

Mas com certeza é um ótimo caminho para empresas e funcionários se destacarem e criarem um diferencial competitivo em seus negócios. Só precisa de boa vontade e respeito ao próximo.

Ninguém cresce parado no seu mundinho.

2 comentários:

Catia disse...

O problema, meu caro amigo, é a preguiça que o povo tem de pensar, o que causa a perda do poder de argumentação sobre qualquer assunto. Todos esperam que se tomarmos um pó para ficarmos invisíveis, todos os problemas desaparecerão. É preferível transferir o problema de lugar, culpar alguém, se culpar (mesmo sem saber a verdadeira culpa de si) a ter que dialogar e achar o real problema...

Nervouz disse...

Concordo, as pessoas têm preguiça de pensar. Na verdade, já criticando, como as religiões chamam de "pecado" ou algumas mais agressivas "demoníacas" ato e atitudes diferentes de suas doutrinas, as pessoas se utilizam do mesmo mecanismo para se "definirem". Culpam tudo menos a própria ignorância e falta de vontade em aprender e discutir algo. Concordo plenamente em discutir tudo, mas tudo mesmo. Nada é tão exato a ponto de não ter outro ponto de vista, o que muda é como as pessoas interpretam e aceitam, assim como pode ser errado, e aprender a corrigir, também pode estar certo e passar isto adiante. Eu sinto esta falta de tolerância e entendimento constantemente quando "preciso" falar que sou ateu, é difícil para os demais aceitarem isso, e quando aceitam, geralmente é perceptível que é apenas para não discutir. Abs velho!!!