domingo, 1 de maio de 2011

11/9 ou 9/11?

Você saberia responder o que aconteceu no dia 11/9 de algum ano não tão distante?

E o que aconteceu num longínquo 9/11?

Provavelmente a primeira pergunta tenha sido mais fácil de responder: o atentado terrorista ao World Trade Center, que comoveu toda a humanidade e teve ampla cobertura televisiva.

Mas quantas pessoas se lembrarão, de fato, da queda do muro de Berlim, que aconteceu no dia 9/11, lá no final dos anos 80?

Infelizmente, a gente tem uma tendência de recordar apenas dos acontecimentos trágicos, pois entram fatores psicológicos nesta lembrança e acabamos por priorizar mais as coisas negativas em detrimento das positivas.

Ambos os acontecimentos foram emblemáticos.

Na queda do muro, a gente se percebeu próximos... uma nova forma de encarar o mundo e com novas possibilidades para países que até então eram reclusos e que informações chegavam controladas, sem fontes confiáveis e de maneira trincada.

No atentado terrorista, a gente se percebeu distante... de repente uma religião foi confundida com terrorismo, uma raça foi considerada potencialmente perigosa e acabamos abrindo mão da liberdade individual em troca da segurança coletiva.

Foram momentos dicotomicamente distintos! Enquanto no primeiro caso a gente viu regimes ditatoriais se diluírem com o tempo, no segundo caso a gente passou a conviver com o medo e com a insegurança.

Não proponho relaxar e esquecer os fatos, mas retomar o crescimento, a aproximação dos povos e a tolerância.

Seria muito bom se aquele espírito de 1989 voltasse a reinar e conseguíssemos extrair daquele momento tão importante os valores que fizeram alguns regimes políticos gradualmente desaparecer.

Eu tenho esperança sim que as coisas voltem a certa normalidade, que o único medo que teremos ao andar de avião seja com a estabilidade da máquina durante o vôo e não mais me preocupar se alguma pessoa vestida de maneira diferente de mim ou que tenha uma religião diferente seja considerado perigoso.

Pode ser um devaneio, mas são de sonhos que a humanidade evolui. E espero que estes sonhos contagiem o maior número de pessoas possível.

  

Um comentário:

dani disse...

Incrivel, você realmente é não existe, está semana apresentamos um trabalho na pós que relatava o mesmo assunto.
Parabéns pelas suas palavras e atitudes, acredito que com gestos pequenos conseguimos tornar gestos maiores para mudar.